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Juiz decide que Bebê Rena não é história real e processo contra Netflix avança

O caso agora seguirá para os tribunais, e a decisão pode ter implicações importantes para a forma como as plataformas de streaming rotulam programas baseados em eventos reais.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
2 min de leitura
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Juiz permite que processo de difamação contra a Netflix por “Bebê Rena” avance

Na sexta-feira, um juiz decidiu que a série da Netflix Bebê Rena não correspondeu à sua classificação como uma “história real”, permitindo que Fiona Harvey, conhecida como “Martha” no programa Bebê Rena, avance com seu processo de difamação. Harvey afirma que a série, criada por Richard Gadd, a retrata de forma falsa, insinuando que ela teria abusado sexualmente de Gadd, arrancado seus olhos e sido enviada para a prisão por persegui-lo.

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Detalhes da decisão judicial

A Netflix tentou rejeitar o processo em julho, mas o juiz Gary Klausner observou que a série começa com a frase “Esta é uma história real”, o que leva o espectador a acreditar que os eventos retratados são baseados em fatos. No entanto, o juiz argumentou que o comportamento mostrado na série era “significativamente pior” do que o que Harvey teria feito na vida real. Harvey nunca foi processada criminalmente, apesar de ter recebido um “aviso de assédio” pela polícia após perseguir Gadd por anos.

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Klausner destacou que há diferenças importantes entre os atos de perseguição e uma condenação formal por perseguição, além de outras distinções como entre toque inapropriado e agressão sexual. O juiz também observou que Gadd havia expressado dúvidas sobre a inclusão da frase “Esta é uma história real”, mas que ela foi mantida por insistência da Netflix.

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Próximos passos do processo

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Embora o juiz tenha rejeitado as alegações de Harvey por negligência, violação de direitos de publicidade e danos punitivos, ele permitiu que ela prosseguisse com a alegação de inflição intencional de sofrimento emocional. A série, segundo o juiz, pode ser interpretada como retratando Harvey de forma falsa e extrema, especialmente por sugerir que ela é uma criminosa condenada.

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O caso agora seguirá para os tribunais, e a decisão pode ter implicações importantes para a forma como as plataformas de streaming rotulam programas baseados em eventos reais.

Tags: #Bebê Rena
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