Kate Middleton revela dificuldade de concentração durante quimioterapia
Kate Middleton revela ter enfrentado dificuldade de concentração durante a quimioterapia e como livros de colorir ajudaram.
Kate Middleton abriu o coração sobre um dos efeitos colaterais menos falados do tratamento contra o câncer. Durante visita ao Christie NHS Foundation Trust, centro especializado em oncologia em Manchester, a Princesa de Gales conversou com pacientes em tratamento e revelou a dificuldade extrema de concentração que enfrentou ao longo da própria quimioterapia.
“Não sei se aconteceu o mesmo com vocês, mas eu não tinha capacidade nenhuma de ler ou focar em qualquer coisa”, contou Kate aos pacientes presentes, em imagens que circularam nas redes sociais nas últimas semanas.
O refúgio inesperado nos livros de colorir
Incapaz de manter o foco em atividades que exigiam concentração prolongada, como a leitura, Kate encontrou conforto em uma alternativa simples: livros de colorir. Segundo a princesa, a atividade funcionava justamente porque não exigia nenhum resultado final específico, apenas o prazer do processo em si.
“Colorir era minha forma de explorar coisas diferentes e ter a capacidade de fazer alguma coisa que não necessitasse um resultado final ou um produto final. Era apenas um jeito de brincar e me perder”, descreveu.
Um efeito colateral comum, mas pouco discutido publicamente
A dificuldade relatada por Kate tem nome dentro da literatura médica: a chamada “névoa mental” ou “chemo brain”, termo usado para descrever um conjunto de dificuldades cognitivas que acompanham o tratamento quimioterápico, incluindo falta de concentração, lapsos de memória e lentidão de raciocínio. Segundo a Mayo Clinic, os especialistas ainda não compreendem totalmente as causas exatas do fenômeno, que provavelmente resulta de uma combinação de fatores, incluindo os próprios químicos do tratamento, estresse, dores e alterações no sono.
Diferente de efeitos colaterais mais conhecidos do público em geral, como queda de cabelo, náuseas e fadiga, essas alterações cognitivas costumam passar despercebidas fora do círculo de quem já passou por tratamento oncológico, apesar de também afetarem significativamente o dia a dia dos pacientes.
Da experiência pessoal ao apoio a outros pacientes
Kate revelou publicamente o diagnóstico de câncer em março de 2024, dois meses depois de passar por uma cirurgia abdominal que revelou a presença da doença. Entre março e setembro daquele ano, ela seguiu em tratamento quimioterápico, anunciando a remissão do câncer em janeiro de 2025.
Passados os momentos mais difíceis, a Princesa de Gales tem usado a própria experiência para se aproximar de outros pacientes em situação semelhante, reforçando publicamente que os desafios cognitivos enfrentados durante o tratamento são reais e válidos, não uma falha pessoal de quem os vivencia.