Kristin Cabot, do beijo viral do Coldplay, diz que segue desempregada um ano depois
Kristin Cabot, flagrada com o ex-CEO da Astronomer num show do Coldplay, revelou ao Boston Globe que segue desempregada um ano após o escândalo viral.
Um ano depois, ainda reconstruindo a vida
Kristin Cabot, a executiva flagrada abraçada ao então CEO da Astronomer, Andy Byron, na câmera do beijo de um show do Coldplay em julho de 2025, deu uma nova entrevista ao Boston Globe atualizando sua trajetória quase um ano depois do episódio que se tornou um dos vídeos mais virais da história recente da internet, acumulando mais de 3 bilhões de visualizações. “Ainda sou uma bagunça, mas estou melhor”, disse Cabot, 53 anos, na publicação de terça-feira, 7 de julho.
O momento aconteceu durante o show da turnê “Music of the Spheres” em Gillette Stadium, em Massachusetts. Quando a câmera focou o casal abraçado, Cabot cobriu o rosto e se virou, enquanto Byron se abaixou tentando sair do quadro. O vocalista Chris Martin brincou ao vivo: “Ou eles estão tendo um caso, ou são muito tímidos.”
O emprego que ela não consegue recuperar
Ex-diretora de recursos humanos da Astronomer, cargo que ela descreveu como algo que amava genuinamente, Cabot revelou que segue desempregada e disputando duas vagas de alto escalão fora da área de RH. Segundo ela própria, o escândalo tornou praticamente impossível retornar ao campo profissional em que construiu a carreira. Para sustentar os dois filhos adolescentes, de 15 e 17 anos, ela disse estar usando reservas destinadas à faculdade das crianças e à própria aposentadoria.
“Fiz uma escolha realmente ruim naquele momento. Não estou negando isso nem me defendendo. Mas, quer dizer, ninguém deveria ser morto por causa disso”, declarou, numa referência direta às ameaças de morte que recebeu nos meses seguintes ao vídeo viral.
Uma nova causa: combater o assédio online
Cabot passou a integrar o conselho consultivo global da Pirth.org, organização sem fins lucrativos dedicada a apoiar vítimas de assédio e ameaças na internet. “Isso foi um desastre de proporções épicas, e a pior coisa que poderia acontecer seria eu simplesmente voltar a fazer o que fazia antes, como se nada tivesse acontecido”, disse ao Globe.
Em abril, ela já havia estreado como palestrante principal na Crisis Comms Conference, evento de relações públicas em Washington D.C., com ingressos a US$ 875 cada. A palestra, intitulada “Kristin Cabot: Retomando a Narrativa”, a posicionou como defensora anti-bullying, abordando o fenômeno do escracho público nas redes sociais.
O fim da relação com Byron e o divórcio que já estava em curso
Segundo o Globe, Cabot não mantém mais nenhum contato com Byron. Em entrevista anterior ao podcast de Oprah Winfrey, em março, ela relatou se sentir injustiçada pelo silêncio público do ex-chefe diante da repercussão do caso. “Fiquei segurando a barra sozinha, sendo a única atacada por isso, e ele permaneceu em silêncio”, disse à apresentadora. “Para mim, essa não é uma qualidade que eu buscaria num amigo, parceiro ou chefe. Então não temos mais relação nenhuma agora.”
O ex-marido de Cabot, Andrew Cabot, revelou publicamente que o casal já estava separado antes do episódio no show, embora o pedido formal de divórcio só tenha sido protocolado em agosto de 2025. Byron, por sua vez, e sua esposa Megan Kerrigan parecem ter superado a situação internamente, sem se manifestar publicamente sobre o assunto.
As dificuldades de recomeçar a vida amorosa
Questionada sobre a possibilidade de um novo relacionamento, Cabot admitiu que aplicativos de namoro estão descartados por enquanto, já que teme ser reconhecida pelos vídeos virais antes mesmo de qualquer conversa começar. “Não sei se as pessoas vão achar engraçado sair com a ‘mulher do Coldplay’, se me reconhecerem”, ponderou.
Onze meses depois do episódio, muitas sessões de terapia e o que ela descreveu como um novo vício em tênis mais tarde, Cabot disse que a vida vem gradualmente voltando a algo parecido com normalidade. Ela relatou ter voltado a frequentar shows, praias e restaurantes perto de sua casa em Rye, New Hampshire, e afirmou que as ameaças de morte cessaram, permitindo inclusive que voltasse a comparecer a eventos escolares dos filhos sem receio.