É natural que os anos passem e alguns lançamentos acabem ficando para trás atingido, eventualmente, o esquecimento. Eu mesmo, enquanto fazia essa lista, me surpreendi em ver títulos realmente divertidos que me trouxeram bons momentos anos atrás. Logo, nem tudo que é bom, acaba eternizado pela mídia ou pelos fãs.

Por conta da proximidade do lançamento do novo game do Homem-Aranha que muito provavelmente não deve entrar nessa lista daqui vinte ou dez anos, vasculhamos o baú bastante generoso de games da Marvel que, por melhores que tenham sido na época, acabaram caindo no esquecimento.

Marvel Nemesis: Rise of the Imperfects

Com a popularidade a mil dos games de luta da Marvel conquistado por conta da qualidade de Marvel vs Capcom 2, não demorou muito que outras duplicatas surgissem no mercado. Neste Marvel Nemesis, a Marvel apostou na EA para realizar um game mais sombrio de luta, envolvendo uma história na qual alguns dos heróis e vilões mais populares da editora enfrentariam personagens inéditos criados pela EA – basicamente renegados que ganharam superpoderes por contato com forças alienígenas.

Na época, apesar de ter sido relativamente popular, o jogo não foi muito elogiado por conta da dificuldade muito desafiadora da inteligência artificial dos oponentes, além de ter recebido muitas críticas pela abordagem visual sem graça e da narrativa sem sentido. No fim, a Marvel tentou criar um novo grupo de heróis nas HQs inspiradas no game.

Motoqueiro Fantasma

Aproveitando a febre que God of War havia se tornado, tanto a Sony quanto a Marvel queriam explorar mais essa mina de ouro do hack n’ slash. Aproveitando o lançamento do filme medíocre estrelado por Nicolas Cage, as empresas viram a oportunidade perfeita para lançar esse jogo tie-in que, ironicamente, era bem melhor que o filme.

Distribuído pela 2K, Ghost Rider trazia um bom nível de combate e desafio, além de segmentos únicos em níveis para pilotar a motoca infernal enquanto o personagem lutava com diversos inimigos saídos do Inferno. O game até trazia uma narrativa interessante escrita pelo famoso roteirista Garth Ennis.

O game também contava com um modo de new game plus que permita o jogador controlar Blade, o Caçador de Vampiros alterando alguns elementos do gameplay. Apesar de não ser excepcional, era um bom jogo acima da média, mas que por conta das similaridades gritantes com a franquia de Kratos, o game foi duramente criticado e acabou recebendo notas baixas.

Blade/Blade II

Esses realmente mereciam o esquecimento. Os games tie-ins de Blade eram simplesmente péssimos em concepção e execução. Vastamente criticados e falhando nas vendas, os jogos desenvolvidos pela Activision traziam combates com armas e espadas, mas o design dos níveis era surreal de ruim, diversos problemas de iluminação assolavam o game, assim como os inevitáveis bugs. Blade II foi recebido com os mesmos “elogios” e conseguiu vender menos que o primeiro.

Tie-Ins da Primeira Fase do MCU

De todos os tie-ins dos jogos Marvel, é difícil encontrar uma empresa que falhou tanto como a SEGA. Criando jogos para os filmes Homem de Ferro, Homem de Ferro 2, O Incrível Hulk e Capitão América: O Primeiro Vingador, a SEGA forneceu o pior possível em termos de entretenimento para os jogadores fãs da Marvel. Com controles tenebrosos, gráficos inacabados, missões repetitivas e mecânicas obsoletas, todos os jogos foram duramente criticados conseguindo fracassar em vendas. De todos, o menos pior é o de Capitão América, mas mesmo assim, é bom esquecer que esses existiram.

Justiceiro

The Punisher foi um dos primeiros jogos que comprei assim que consegui o primeiro videogame da minha vida: o bendito PS2. Obviamente que estava jogando algo nem um pouco recomendado para a idade que tinha, mas assim é a vida. Esse game do Justiceiro foi um dos melhores que a Marvel conseguiu lançar no mercado apostando em toda a violência visceral que acompanham as histórias do personagem – infelizmente, agora com a editora se tornando propriedade da Disney, dificilmente teremos um game dessa natureza novamente.

Compartilhando diversas semelhanças com títulos como Max Payne na época, The Punisher era um jogo de tiro em terceira pessoa bastante competente, trazendo uma boa narrativa com diversas participações especiais de outros personagens da Marvel. Porém, o grande destaque do game era sua mecânica de interrogatório, nas quais o Justiceiro capturava bandidos como prisioneiros e os pressionava até contar informações relevantes para o jogador utilizar na fase.

Obviamente, como estamos controlando o Justiceiro, o jogo te dava a opção de poupar ou trucidar o bandido com uma execução única especial do nível que está. Entre esmagar bandidos em rolos compressores, fritar (literalmente) a cara de capangas, jogá-los pelas janelas, furar olhos com furadeiras, entre diversas outras execuções, o jogador era recompensado com pontos e animações de qualidade para a época.

Absolutamente divertido. E você? Relembra de algum game da editora que foi esquecido há anos? Conte pra gente nos comentários.

Comente!