A cada ano que passa, mais e mais o Oscar parece desgastado e sem valor, seja tanto pela forma baseiam seus indicados à melhor filme em valor de sucesso ou de temáticas sociais e políticas, mas acima de tudo, a qualidade dos filmes em geral. Algo que já faz parte impregnada no Oscar já por muitos anos, mas há quem concorde que nem sempre foi assim, que houve mesmo anos com excelentes filmes indicados, disputando lado a lado quem levaria a principal estatueta de melhor filme e que deram prazer ao público de assistir quem levava nesse bolão de ouro. Então aqui está essa lista para relembrar os melhores anos do Oscar, as melhores edições com as melhores seleções de filmes do ano que concorreram, ao ponto de nos deixar felizes qual fosse o resultado final.

Relembrando de que os anos em cada título não se refere ao ano de cada filme e sim aos anos em que ocorreram as cerimônias, ou edições, das premiações para os melhores filmes do ano anterior.

2011

Foi um ano com algumas coisas bem esquecíveis como Minhas Mães e Meu Pai e Inverno da Alma, e a vitória de O Discurso do Rei de Tom Hooper foi mesmo um roubo apesar de ser um filme bem adorável no que oferece. Mas foi também um ano para alguns ótimos filmes em disputa como o tenso 127 Horas de Danny Boyle e Rocky versão irmãos em O Vencedor de David O. Russell. Mas junte isso à verdadeiros pesos pesados que disputaram lado a lado, desde A Origem de Christopher Nolan, Bravura Indômita dos irmãos Coen, Toy Story 3, Cisne Negro de Darren Aronofsky e A Rede Social de David Fincher. Um ano imperfeito mas cheio de perfeições em forma de excelentes filmes!

1994

Foi sem dúvida o ano destinado a premiar A Lista de Schindler de Steven Spielberg enquanto outros dos melhores filmes do ano nem sequer foram reconhecidos nas indicações à melhor filme, mas pelo menos o fantástico drama sobre o Holocausto conseguiu ter ótimas companhias na forma do excelente thriller O Fugitivo de Andrew Davis, o ótimo Em Nome do Pai de Jim Sheridan, o belíssimo Vestígios do Dia de James Ivory e o sublime O Piano de Jane Campion. Que fizeram desse um ano muito longe de ser ruim.

1981

Gente como a Gente de Robert Redford pode mesmo não ter sido o filme mais merecedor da estatueta, mas ainda assim foi um excelente filme o bastante para se mostrar digno de se configurar lado a lado à ótima e subestimada biografia O Destino Mudou sua Vida de Michael Apted, a excelente adaptação de Tess de Roman Polanski, a melhor atuação de Robert DeNiro no poderoso Touro Indomável de Martin Scorsese e ao belíssimo O Homem Elefante de David Lynch que formavam a ótima lista de candidatos nessa bela edição.

1940

Esses sim eram os grandiosos anos de Hollywood, apenas tome aqui a cerimônia do Oscar de 1940 como um ótimo exemplo, onde na mesma premiação você ver conseguia ver clássicos que dispensam comentários como E o Vento Levou e O Mágico de Oz, e o ainda grandioso filme que lançou John Wayne ao estrelato No Tempo das Diligências de John Ford. E de sobra você ainda tinha a fabulosa comédia romântica Ninotchka de Ernst Lubitsch, uma das melhores adaptações de  Morro dos Ventos Uivantes de William Wyler, o excelente A Mulher Faz o Homem de Frank Capra, e ainda acompanhados de outra deliciosa comédia como Adeus, Mr. Chips para deixar um ano muito que bem balanceado.

1974

Pode não ter sido o ano mais justo quanto à vencedores dos prêmios, mas é impossível dizer que Golpe de Mestre de George Roy Hill não é um filmaço divertidíssimo. Mas o fato é que ele compartilhou presença ao lado de filmes ainda mais grandiosos, o estupendo Gritos e Sussurros de Ingmar Bergman, o delicioso Loucuras de Verão de George Lucas e o que é o melhor filme de terror de todos os tempos O Exorcista de William Friedkin.

1995

Impossível não amar um ano onde, além dos ótimos Quatro Casamentos e um Funeral de Mike Newell e Quiz Show – A Verdade dos Bastidores de Robert Redford, teve a super trindade formada por Forrest Gump: O Contador de Histórias de Robert Zemeckis, Um Sonho de Liberdade de Frank Darabont e Pulp Fiction: Tempo de Violência de Quentin Tarantino que formaram a belíssima e merecedora lista de indicados desse ano.

1977

As conversas sobre se Rocky: Um Lutador de John G. Avildsen realmente mereceu ganhar no lugar de Taxi Driver de Martin Scorsese, o fato é que ambos foram dois maravilhosos filmes dividindo lugar na disputa pela estatueta dourada. E ao lado deles ainda tinha o primoroso Rede de Intrigas de Sidney Lumet e o excelente Todos os Homens do Presidente de Alan J. Pakula, então é muito difícil dizer que esse não foi mesmo um ano ótimo.

1975

Um ano onde Francis Ford Coppola conseguiu indicação dupla por duas de suas obras-primas O Poderoso Chefão II e A Conversação, e ainda dividindo o palanque com o soberbo Chinatown de Roman Polanski. Não há muito de grandioso ao lado deles, mas o subestimadíssimo Lenny de Bob Fosse e um dos melhores filmes catastrófe Inferno na Torre de John Guillermin deixaram o ano de indicados bem mais do que decente.

1941

Isso sim que pode ser chamado de um ano para ser lembrado, onde tivemos dois gênios entregando cada um uma obra-prima de sua carreira, Alfred Hitchcock representado com uma de suas obras-primas Rebecca, a Mulher Inesquecível e o excelente thriller Correspondente Estrangeiro, e John Ford com As Vinhas da Ira, e de bônus também veio com o seu ótimo A Longa Viagem de Volta. De sobra ainda tivemos Charlie Chaplin com seu grandioso O Grande Ditador e George Cukor com o belo Núpcias de Escândalo. Nada além do que senão um excelente ano na premiação.

1976

É quase impossível ter tido um ano melhor que esse com os incríveis indicados ao Oscar que a edição de 1976 recebeu de alguns dos cinco melhores filmes que 1975 teve. Quer dizer, Um Estranho no Ninho pode mesmo nem ser o melhor de Milos Forman, mas ainda assim é fabuloso, e que dividiu presença com a pintura em movimento de Stanley Kubrick também conhecido como Barry Lyndon; a comédia dramática e musical épico de Robert Altman, Nashville; o fantástico thriller Um Dia de Cão de Sidney Lumet; e a obra-prima de terror e aventura que reinventou o cinema comercial para sempre, Tubarão de Steven Spielberg. Precisa dizer mais algo?

Esquecemos algum dos  seus anos favoritos do Oscar?