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Lista | Ranking das temporadas de Lost

Lost completa 13 anos de vida no dia 22 de setembro. E para comemorar, voltamos para a ilha e ranqueamos todas as temporadas da série.

Passando pelos destroços do avião Oceanic 815; apertando o botão na escotilha; indo para as instalações Dharma; voltando no tempo e visitando Jacob no pé da estátua, Lost em seus 121 episódios emocionou, intrigou e envolveu com seus personagens e um roteiro com diálogos impecáveis. Então vamos descobrir quais foram os melhores momentos da série na lista abaixo:

6- Temporada 3 (2006-2007)

…Find yourself

A pior temporada de Lost foi a principal causadora da queda de popularidade da série, sendo o ponto onde a audiência começou a diminuir gradualmente até chegar em índices preocupantes na quinta. A temporada foi também o momento onde os produtores Carlton Cuse e Damon Lindelof estabeleceram até onde Lost poderia ir, não mais prolongando os milhares de mistérios e linhas narrativas e dando o prazo de mais 3 temporadas após a terceira.

Dividida em 2 partes, há sim bons episódios nela, como um dos melhores finales de toda a série, em “Through The Looking Glass”. As frases “Not Peny’s Boat” e “We have to go back!” são sem dúvida dois dos momentos mais icônicas da série. Porém, é aqui também onde temos episódios que claramente foram feitos para “enrolar”, como “Stranger in a Stranger Land” (ou o episódio da tatuagem do Jack) e a apresentação (e morte em alguns episódios) de Nikki e Paulo, interpretado pelo brasileiro Rodrigo Santoro.

Enrolado e mal desenvolvido, a terceira foi claramente o nível mais baixo que Lost chegou.

5- Temporada 6 (2010)

Destiny found

Após os criadores da série prometerem respostas para todos os mistérios, a sexta temporada entregou a maioria… mas não exatamente como muitos esperavam, colocando as respostas científicas de lado e focando no misticismo e fantástico. Sim, a apresentação tardia de Jacob e o Homem de Preto, além de elementos absurdos como o templo dos Outros ou a luz no meio da ilha, ficaram um pouco forçadas nessa altura do campeonato, mas felizmente se encaixavam de alguma forma com temas que eram trabalhados desde o início de Lost.

Mas o que vemos aqui não é a tentativa de apenas responder as respostas deixadas na série. Apesar das inconsistências, Lost se despediu da televisão americana com um final que focava naquilo que muitos tinham se apaixonado: seus personagens. E é nos flashsideways que a temporada brilha. O lugar além da vida onde os personagens se encontraram é palco para momentos emocionante de reencontros como Libby e Hurley ou Locke e Jack, distantes do passado conflitante na ilha. Com um final que desagradou alguns, Lost fechou suas cortinas de forma ambígua e misteriosa, do jeito como deveria ser.

4- Temporada 5 (2009)

Destiny calls

A quinta talvez seja a temporada mais maluca de toda a série (e isso é dizer bastante!). Lost aqui começa a experimentar com elementos e personagens pouco desenvolvidos até então, como viagem no tempo, o passado da Dharma e de pessoas importantes para os mistérios da ilha, como Charles Widmore e Eloise Hawking, além de outros que nem tínhamos ideia de que seriam desenvolvidos, como o pai de Miles e a cara da Dharma no início da série, Pierre Chang.

Mesmo não sendo a mais consistente, é uma temporada divertida de se acompanhar pelas ideias criadas com os paradoxos temporais e relações de personagens no passado, além dos comentários hilários de Hurley e Miles sobre perguntas que os próprios telespectadores faziam enquanto assistiam toda essa maluquice. Fora isso, temos ao fim dela um pequeno vislumbre dos temas centrais da temporada seguinte, envolvendo o mistério de Jacob e a fumaça preta, com o (falso) Locke liderando um grupo de sobreviventes rumo ao encontro do dono da ilha. Bagunçada e divertida seria uma ótima maneira de descrever essa temporada.

3- Temporada 4 (2008)

The wait is over

A menor temporada devido a greve dos roteiristas em 2008 na realidade se beneficiou muito por sua curta duração, pois retirou as “gorduras” de histórias paralelas e acabou focando no central de sua história. O sentimento de acompanhar a quarta temporada é de uma bomba relógio prestes a explodir, já que além dos acontecimentos na ilha relacionados ao grupo sendo salvos pela equipe mandada por Charles Widmore (apresentando personagens incríveis como Miles e Daniel Faraday), há também o paralelo com os flashforwards, que iriam culminar no último episódio da temporada, com os Oceanic 6 saindo da ilha.

Há pouco tempo para respiro durante os 14 episódios, com alguns incríveis como “Shape of Things to Come” (a morte de Alex na frente de seu pai, Ben). e é claro, o melhor episódio de toda a série, “The Constant”, com um roteiro genial intercalando flashback e presente de uma forma pouco vista na televisão. Curta, bem amarrada e excitante do início ao fim, valeu a pena superar a terceira temporada para chegar nela.  

2- Temporada 2 (2005-2006)

Everything happens for a reason

Enquanto a primeira temporada de Lost estabeleceu os personagens e um pouco da mística por trás da ilha, foi na segunda que o “universo” ao redor de Jack e os sobreviventes do voô 815 da Oceanic expandiu e virou de cabeça para baixo. Da primeira cena até o final, a temporada se envolve em elementos que fariam de Lost um marco na cultura pop, como a Iniciativa Dharma, os Outros (com a apresentação de Benjamin Linus, um dos melhores vilões já feitos na televisão americana), além de aprofundar a relação dos personagens, como a dicotomia entre Jack e Locke; um sendo o homem da ciência e o outro, da fé.

Falando em fé, é aqui que a série rumou o mais longe de seus elementos fantásticos e se aproximou da ciência, dando vazão para muitos acreditarem e especularem sobre diversos tipos de teorias infundadas, e futuramente se decepcionarem com as respostas místicas do final. Afinal, a fumaça negra era um pó nanomagnético criado pela Dharma, né?!

Todos os episódios pareciam entregar mais e mais mistérios, deixando o espectador cada vez mais intrigado sobre o que raios estaria acontecendo naquela ilha. Um novo grupo é apresentado, com os sobreviventes da cauda do avião, que se juntam ao elenco principal e aumentam ainda mais a tensão entre os sobreviventes. Apesar de se arrastar um pouco no meio, e ter alguns personagens bem dispensáveis do novo grupo (Ana Lucia!), a segunda temporada foi o passo essencial para a série crescer e passar de uma febre temporária para um status elevado na cultura pop.

1- Temporada 1 (2004-2005)

Lost

Como a simples ideia de uma série que se passasse em uma ilha, com a inspiração tirada do filme “O Náufrago”, se transformou em um dos seriados americanos mais importantes de todos os tempos, intrigando e emocionando os espectadores a cada episódio é realmente algo a ser estudado. A primeira temporada de Lost ainda é a mais consistente por apresentar e desenvolver o mote de cada episódio intercalando o momento presente dos sobreviventes com o seus flashbacks, algo feito com maestria pelo roteiro e direção. A qualidade da direção dos 23 episódios parecia vir direto de um seriado de canal pago.

Como defendido veemente por seus criadores, Lost não era sobre os mistérios, e é na primeira temporada que sentimos como os personagens eram importantes. Aqui a série ainda se mantinha “sóbria” dos mistérios da ilha, os colocando como pano de fundo para o desenvolvimento dos personagens, ao invés do oposto que ocorreria na série dali para a frente. 

Realizar que Locke não andava antes de cair na ilha em “Walkabout”; Hurley tinha sido internado em um hospício após achar que os números de seu bilhete vencedor na loteria davam azar; ou que Sawyer era o nome falso de James Ford. Todos os episódios tinham uma pequena reviravolta ou uma surpresa interessante sobre seus personagens, fazendo os espectadores se identificarem e se tornarem íntimos daquelas pessoas, se envolvendo cada vez mais com o grupo de sobreviventes. 

A primeira temporada de Lost deve ser assistida até hoje para qualquer um que aprecia séries bem escritas e dirigidas com personagens marcantes. E para quem assistiu a muito tempo, you have to go back!

Concorda com a nossa lista? Qual temporada foi mais marcante para você? Comente abaixo!

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Publicado por Rodrigo Ribeiro

Jornalista e aficionado por games e cultura pop. Acredita que os games podem ser considerados uma forma de Arte e que o mundo seria um lugar melhor se as pessoas parassem de brigar na internet e voltassem a jogar seus queridos videogames.

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