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Metro 2039 reformula sistema de karma em mundo sem esperança

4A Games explica como o sistema de karma de Metro muda em 2039, ambientado sob o domínio da facção fascista Novoreich.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

A franquia Metro sempre usou um sistema pouco convencional para decidir qual final o jogador recebe ao fim da campanha. Em Metro 2033, Last Light e Exodus, o protagonista Artyom acumulava “pontos de karma” por ações feitas de forma ativa ou passiva ao longo da jornada, um mecanismo praticamente invisível que funcionava em segundo plano para incentivar o jogador a se aprofundar no metrô, em sua gente e nos fenômenos estranhos que pairam sobre ele.

Metro 2039 traz os jogadores de volta ao sistema de metrô depois que Exodus os levou para a vastidão selvagem além de Moscou. O novo protagonista, apelidado apenas de Stranger, é um exilado que retorna a um mundo agora sob o domínio de uma única facção centralizadora: a fascista Novoreich.

Uma moralidade sem zonas cinzentas

Essa nova moldura narrativa muda a forma como a 4A Games constrói a percepção do jogador sobre o mundo. Segundo Jon Bloch, produtor executivo do estúdio, os jogos anteriores da série lidavam tematicamente com a prevenção da guerra, e a moralidade das ações e escolhas do jogador sempre habitava uma zona cinzenta. Em Metro 2039, essa ambiguidade dá lugar a uma moralidade mais explícita. “Não há esperança, nenhum futuro, exceto aquele que o Führer promete trazer”, explica Bloch. “Metro 2039 explora as consequências da guerra, porque a guerra está aqui.”

O sistema de karma segue vivo, mas muda de forma

Questionado sobre se essa virada temática afetaria o sistema de karma que sempre definiu a franquia, Bloch garantiu que o mecanismo segue presente nessa descida a um metrô ainda mais infernal, ainda que funcione de um jeito diferente das entregas anteriores. “Cada jogo teve uma forma diferente de abordar a mesma ideia de sistema de karma, e Metro 2039 não é exceção. A mesma ideia de que ações têm consequências permanece. Estamos apenas abordando isso de um jeito um pouco diferente desta vez. Temos que fazer isso sempre, porque precisa servir à história”, afirmou o executivo, sem revelar quais ações específicas vão pesar a favor ou contra o Stranger.

Diferente dos jogos anteriores, a nova entrada da série também abandona o indicativo visual de karma na tela, aquele brilho colorido no HUD usado em Metro 2033 e Last Light para sinalizar quando o jogador ganhava pontos. Mesmo tentando ouvir cada conversa possível, explorar cada canto do mapa e neutralizar inimigos sem matar, jornalistas que já testaram o jogo não notaram qualquer indicação em tempo real de que o sistema estava reagindo às suas escolhas.

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Sem salvamento rápido, e um vilão com passado familiar

A ambientação mais sombria de Metro 2039 também eliminou o salvamento rápido tradicional da franquia. Agora, em estações habitadas, o jogador precisa conversar com um representante local e assinar um documento para registrar o progresso, enquanto em estações abandonadas é preciso encontrar salas específicas com papéis e uma assinatura deixada anteriormente pelo próprio personagem. A mudança reforça o peso das decisões em um mundo onde cada escolha tem consequências mais duras.

O antagonista principal também promete um dos maiores golpes emocionais da franquia. Hunter, o “lendário Spartan” que hoje se autoproclama Führer e comanda a Novoreich, é sugerido pela narrativa como o mesmo Spartan mentor que aparecia em Metro 2033, transformando um antigo aliado de Artyom em um dos maiores vilões já vistos na série.

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