Michael Bay vai dirigir filme sobre a operação que resgatou pilotos americanos no Irã
Michael Bay vai dirigir filme sobre a Operação Epic Fury para a Universal Pictures, com base em fatos reais.
Michael Bay está de volta às telas — e desta vez com material real nas mãos. A Universal Pictures confirmou que o diretor vai comandar um longa-metragem baseado na missão de resgate que salvou dois pilotos americanos abatidos em território iraniano durante a Operação Epic Fury. O projeto chega com a força de uma história que o mundo acompanhou com o fôlego preso.
A missão aconteceu em abril de 2026, cerca de um mês após o início das operações militares americanas no Irã, autorizadas pelo presidente Donald Trump em fevereiro do mesmo ano. Um F-15E Strike Eagle foi abatido nas Montanhas Zagros durante o conflito, o que desencadeou uma operação massiva de extração em território hostil para recuperar o piloto e o oficial de sistemas de armas antes que forças inimigas os alcançassem.
A missão que virou roteiro
A primeira onda de resgatadores alcançou o piloto do F-15E — identificado pelo codinome DUDE 44 Alpha — e o recuperou a bordo de um helicóptero HH-60W sob fogo cerrado de combate. A operação, no entanto, foi longe de ser simples. Helicópteros sofreram danos, um A-10 Warthog foi atingido e seu piloto precisou ejetar sobre o Kuwait — e ainda assim foi resgatado com segurança.
Descrita como a maior missão de resgate da história americana, a extração bem-sucedida aconteceu nas Montanhas Zagros do Irã. O feito tomou conta das manchetes ao redor do mundo e, segundo fontes do Deadline, foi exatamente esse impacto que despertou o interesse de Bay pelo projeto.
A parceria que já funcionou antes
Bay não chega sozinho a esse projeto. Ele produz ao lado de Erwin Stoff e Scott Gardenhour — os mesmos colaboradores de 13 Hours: The Secret Soldiers of Benghazi, filme de 2016 que o diretor também assinou. O roteiro parte do livro do jornalista e professor de comunicação da Universidade de Boston, Mitchell Zuckoff, com publicação prevista pela HarperCollins em 2027.
Zuckoff é o mesmo autor que escreveu 13 Hours, livro que inspirou aquele longa. A repetição da parceria não é por acaso: o jornalista tem um histórico de apuração rigorosa sobre missões militares reais, o que oferece a Bay a base factual que ele costuma buscar em seus projetos de guerra.
Um diretor que conhece os bastidores do Pentágono
Bay acumula décadas de colaboração com as Forças Armadas americanas. Ao longo da carreira, consultou o Pentágono em produções como The Rock, Armageddon, Pearl Harbor e a franquia Transformers. Esse relacionamento dá ao diretor acesso a detalhes técnicos e visuais que poucos cineastas conseguem reproduzir com tamanha fidelidade.
Bay não lança um longa de ficção desde Ambulance, em 2022, estrelado por Jake Gyllenhaal, Yahya Abdul-Mateen II e Eiza González. Desde então, dirigiu apenas o documentário We Are Storror, de 2025, sobre um grupo britânico de parkour. O projeto da Operação Epic Fury representa, portanto, seu retorno ao cinema de grande escala.
Bilheteria bilionária e um nome que ainda pesa em Hollywood
A carreira de Bay fala por si: seus filmes somam mais de 10 bilhões de dólares em bilheteria global. Além de dirigir, ele mantém atividade constante como produtor pela sua produtora Platinum Dunes, responsável por franquias como A Quiet Place e The Purge.
O projeto da Operação Epic Fury ainda não tem data de estreia definida, mas a combinação de diretor, estúdio e história real com apelo emocional coloca o filme entre os mais aguardados do pipeline da Universal. Com Bay na cadeira do diretor e uma missão militar que entrou para os livros de história, as expectativas já começaram a se formar.