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Michael J. Fox diz que atuar ‘prolongou’ sua vida com Parkinson

Michael J. Fox revela que atuar prolongou sua vida com Parkinson, doença diagnosticada há 35 anos, e confirma retorno à TV

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

Há 35 anos convivendo com a Doença de Parkinson, Michael J. Fox revelou que talvez nem estivesse mais vivo se não fosse pelo trabalho diante das câmeras. A declaração veio em entrevista à revista The Hollywood Reporter, publicada nesta quarta-feira (22).

Quando recebeu o diagnóstico em 1991, aos 65 anos hoje, Fox ouviu de médicos que teria apenas mais dez anos de carreira pela frente antes que os sintomas da doença o impedissem de atuar. Passadas três décadas e meia desse prazo original, o astro de De Volta para o Futuro segue na ativa, o que ele mesmo descreve como uma vitória sobre o próprio prognóstico.

Um retorno que rendeu indicação ao Emmy

Fox havia anunciado sua “segunda aposentadoria” da atuação em 2020, citando dificuldades crescentes de memória e fala causadas pela progressão da doença. Cinco anos depois, ele voltou às telas em papel criado especialmente para ele por Bill Lawrence, cocriador de Falando a Real, comédia do Apple TV+ estrelada por Jason Segel e Harrison Ford. No programa, Fox interpreta Gerry, paciente com Parkinson que constrói amizade com o personagem de Ford, também diagnosticado com a doença dentro da trama.

A performance rendeu a Fox sua primeira indicação ao Emmy em uma década, na categoria de melhor ator convidado em série de comédia, anunciada há duas semanas. É a 18ª indicação da carreira do ator ao prêmio.

“A atuação prolongou minha vida”

“Isso [atuar] realmente prolongou minha vida e tornou minha vida interessante de uma forma que eu nunca imaginei que seria possível até este momento”, declarou Fox à publicação. O ator também deixou uma atualização direta aos fãs sobre o próprio futuro na profissão: ele já está confirmado na quarta temporada da série, e garante não ter se aposentado de verdade.

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“Eu não me aposentei da atuação, mas, se nunca mais atuar, será por um motivo muito importante. Eu deixo que o Parkinson tome as decisões por mim”, explicou, reconhecendo que segue vivendo, em suas próprias palavras, no limite da própria energia.

Décadas de militância além das telas

Fox anunciou publicamente seu diagnóstico em 1998, ainda como protagonista da sitcom Spin City, papel que deixou em 2000 quando os sintomas já dificultavam permanecer no set. Desde então, dedicou boa parte da carreira à advocacy pela causa, fundando a Michael J. Fox Foundation em 2000, que já arrecadou mais de US$ 3 bilhões em pesquisas voltadas à doença ao longo de 25 anos, um dos maiores esforços privados de financiamento científico contra o Parkinson no mundo.

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