Ocorreu em São Paulo, na quinta-feira (31), um evento de divulgação do novo Mortal Kombat 11. O local escolhido para a divulgação foi perfeito, pois casou direitinho a ideia do que é apresentado em Mortal Kombat. O lugar foi a Casa das Caldeiras, praticamente em frente ao estádio do Palmeiras, na zona oeste de São Paulo.

A organização do evento colocou a disposição da imprensa e de diversos influencers digitais cerca de 100 monitores com o jogo instalado para que todos pudessem ter a experiência de testar o game. Houve ações muito interessantes, como show, cosplayers e campeonatos de Mortal Kombat

A data oficial de lançamento do game no Brasil será no dia 23 de abril e demos uma conferida antecipada e vamos contar para vocês as nossas primeiras impressões do jogo. 

Análise

Obviamente que os fãs costumam comparar quando uma versão nova de uma game é lançada, ainda mais se tratando de uma franquia de tanto sucesso como é caso de Mortal Kombat. E caso os fãs façam isso irão se decepcionar um pouco, pois Mortal Kombat 11 não entrega a qualidade que, por exemplo, Mortal Kombat X conseguiu entregar. 

Apenas a modalidade de luta estava disponibilizada para se jogar no evento, podendo lutar ou contra o computador ou contra uma pessoa que escolhesse ser o player 2. 

A primeira impressão ao jogá-lo foi em relação a jogabilidade. Como em todo Mortal Kombat a porrada flui facilmente entre os personagens, com alguns golpes fáceis de serem dados e outros com um pouco mais de prática para que possam sair. Em alguns momentos há a impressão que os personagens estão mais duros de serem manejados, algo que incomodou um pouco, pois a agilidade na hora da luta é algo que ajuda a deixar o game mais interessante.  

É possível notar uma diferença que já havia sido colocada em prática em MK XL que já havia abandonado, nos fatalities, os golpes que em câmera lenta destruíam os ossos do oponente. Em Mortal Kombat 11 há golpes, durante a partida, que dão o efeito dos ossos quebrando, mas até então só isso. Os fatalities estão bastante sanguinolentos e violentos como os fãs da franquia estão acostumados a presenciar. Sonya, por exemplo, dá um fatality em que joga o adversário para o alto, enche de tiros até que o oponente passe por uma hélice de helicóptero que está no ar. Há um outro fatality que Skarlet arranca a espinha do oponente. Mais cruel que isso é impossível. 

Algo que deixou bastante perplexo foi em relação aos gráficos apresentados, de qualidade inferior aos anteriores, são gráficos bastante simples, sem mudar muito o que havia sido apresentado em MK XL. Claro que isso não tem relação com o aspecto físico dos personagens e sim com o gráfico em si mesmo. Parece que tentaram fazer algo mais moderno, tentando dar mais toque de realismo para o que era apresentado. Se essa foi a ideia o tiro saiu pela culatra, porque toque de realismo não há com os gráficos apresentados até então.

Os ambientes mostrados também foram bem seletos, apenas 3 puderam ser escolhidos. São cenários de luta interessantes, mas nada que impressione o gamer. Tais arenas de luta tentam reproduzir ambientes sombrios e que lembram um local de horror. Há a possibilidade de usar alguns objetos do cenário para bater em seu adversário, mas o que foi apresentado nessa primeira versão do game foi algo bastante limitado, e alguns objetos que podiam ser pegos não causavam o estrago necessário que um fã da franquia está acostumado. 

Personagens

A versão liberada para jogar no evento foi uma edição bastante limitada, com apenas sete jogadores disponíveis para escolher. Dentre eles estavam alguns dos personagens clássicos e uma estreia que é a de Geras, um homem com força sobre humana e que lembra bastante Jax. Além dele jogamos com Sonya, Skarlet, Scorpion, Sub-Zero, Raiden e Baraka.

Dentre os lutadores que escolhemos para jogar os que mais impressionaram e se sobressaíram em relação aos concorrentes foram Skarlet, Baraka e Scorpion. Baraka realmente está ignorante e brutal, cada soco seu arranca uma grande quantidade de vida do adversário. Skarlet não tem a força física de Baraka, mas nem por isso é menos letal. Suas magias invocando ao que parece sangue, consegue causar grandes danos nos oponentes, além da personagem contar com uma espécie de foice bastante potente. Mas o melhor mesmo é Scorpion, que com seus ganchos arremessados e sumindo para aparecer nas costas do adversário se mostrou um personagem realmente apelão. Se o jogador souber manuseá-lo não terá oponente que o vença.

A decepção ficou por conta de Raiden, que se limitava a jogar raios e fazer as mesmas coisas que os outros MKs. Sonya é uma boa lutadora, mas é necessário saber jogar com ela, digamos que não foi nada fácil jogar com ela de início. Geras, o novo combatente se mostrou um pouco lerdo e com poderes irrelevantes. 

Todos esses lutadores escolhidos tem os seus prós e contras, mas se o gamer souber jogar bem poderá tirar tudo que o personagem tem de mais interessante. Vale ressaltar que o jogador poderá escolher três variações dos personagens escolhidos com estilo de lutas diferentes. 

Conclusão

Mesmo com gráficos estranhos o game traz todos os elementos que o jogador procura encontrar em um jogo da franquia. Não há muito o que se impressionar nessa versão jogada, já que ela não está completa. Disponibilizaram alguns personagens apenas para testar, mas deu para ter uma noção que ele será bem parecido com Mortal Kombat XL, tanto na jogabilidade, quanto em relação aos personagens e aos fatalities.

Fiquem ligados, pois assim que Mortal Kombat 11 for lançado iremos escrever uma análise completa para vocês.

Confira o trailer oficial do game:

 

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