Cinema

O universo do Homem-Aranha passará por reboot após seguidos fracassos da Sony

O CEO da Sony confirmou um reboot total do universo estendido do Homem-Aranha. Entenda as mudanças e a censura chinesa em Sem Volta Para Casa.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
4 min de leitura
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O CEO da Sony Pictures confirmou mudanças estruturais profundas no estúdio cinematográfico. Tom Rothman revelou que o universo estendido do Homem-Aranha passará por um reboot completo. A declaração foi dada durante uma entrevista recente ao conhecido podcast The Town. O executivo conversou com o apresentador Matt Belloni sobre o futuro financeiro da franquia. A decisão acontece após uma série de fracassos recentes nas bilheterias mundiais. O estúdio planeja recomeçar a história com equipes criativas e atores totalmente novos.

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Rothman explicou que a estratégia de negócios agora é criar uma certa escassez. Ele afirmou que é necessário fazer o grande público sentir falta desses personagens. Filmes como Madame Teia e Kraven, o Caçador não terão produções de continuações diretas. As duas obras decepcionaram financeiramente nos cinemas mundiais durante o ano de 2024. O longa de Kraven faturou apenas sessenta milhões de dólares no mercado global. O orçamento estimado dessa produção havia ultrapassado a marca dos cem milhões de dólares.

O contraste de bilheteria e a estabilidade de Venom

O universo live-action da Sony sofreu com fortes críticas negativas e baixíssima arrecadação. A exceção notável dessa regra comercial foi a trilogia focada no anti-herói Venom. O primeiro filme do simbionte estreou em 2018 e estabeleceu um recorde alto. A obra arrecadou mais de oitocentos e cinquenta milhões de dólares no mundo inteiro. Esse sucesso financeiro não se repetiu nos lançamentos focados nos outros personagens secundários. Morbius faturou apenas cento e sessenta e dois milhões de dólares no ano de 2022.

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Madame Teia também parou na frustrante marca dos cem milhões de dólares globais. Esses números forçaram a Sony a repensar toda a sua estrutura narrativa e corporativa. Rothman reconhece que a abordagem anterior esgotou a paciência dos espectadores nos cinemas. O novo reboot pretende corrigir essa rota com um planejamento mercadológico muito mais focado. O estúdio busca recuperar a viabilidade financeira com os personagens derivados da Marvel. Não há uma data definida para o início prático dessa nova fase estratégica.

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A censura chinesa no filme Sem Volta Para Casa

A entrevista também trouxe revelações corporativas sobre Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa. Rothman confirmou oficialmente um boato antigo sobre o lançamento daquele filme de 2021. A produção bilionária foi banida pelos censores do governo da China naquela época. O motivo alegado para o bloqueio foi o clímax da história na Estátua da Liberdade. A Administração de Cinema da China exigiu o corte do famoso e histórico monumento americano. A cena representava grande parte de todo o terceiro ato do filme da Marvel.

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A Sony tentou negociar a aprovação local e chegou a criar pôsteres focados no país. O estúdio tinha grandes esperanças de liberar o filme naquele lucrativo mercado internacional asiático. O executivo recusou o rigoroso pedido de censura feito pelo Partido Comunista Chinês. Cortar a Estátua da Liberdade seria uma tarefa tecnicamente impossível para a equipe de edição. Rothman também afirmou que não queria justificar essa atitude perante o congresso político americano. A decisão executiva de manter o corte original custou milhões em arrecadação potencial futura.

A relação com a Marvel e o forte impacto financeiro

O filme Sem Volta Para Casa arrecadou um vírgula nove bilhão de dólares no mundo. Rothman admite que esse valor final o frustra de forma contínua até os dias atuais. Ele considera que o aclamado longa deveria ter ultrapassado a barreira dos dois bilhões. O filme anterior da franquia havia lucrado duzentos milhões apenas no mercado chinês. Essa sólida projeção financeira justifica a irritação do executivo com a forte censura local. Ainda assim, a parceria com a Marvel rendeu resultados históricos e essenciais para o estúdio.

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O CEO aproveitou a ocasião para elogiar o chefe da Marvel Studios, Kevin Feige. Ele destacou a habilidade do produtor em entregar sucessos constantes de bilheteria global. Rothman comparou Feige ao diretor James Cameron em termos de alta confiabilidade na indústria. Ele declarou que ninguém deveria apostar contra a visão comercial desses dois grandes profissionais. A Sony continuará buscando estratégias lógicas para alinhar suas produções aos padrões de sucesso. O futuro do universo do Homem-Aranha dependerá totalmente dessa inédita e grande reestruturação.

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