Os Dragões de Daenerys talvez nunca fizeram tanto alarde dos fãs como vem sendo nesta temporada. Mas também né, depois do “show-off” incrível de Drogon na já inesquecível batalha contra Jaime e seu exército em Spoils of War, é impossível você não ficar querendo ter um dragão pessoal e ficar lhe ordenando um ataque de fornalha viva gritando “Dracarys”.

Mas, algo que já fora notado antes na série, e que nos pareceu cabível vir ressaltar de novo, é o fato da verdadeira espécie dos bebês gigantes destruidores de Daenerys. Eles talvez não sejam bem verdadeiros dragões.

Isso vem de um artigo não muito antigo do Nerdist onde atentamente notaram um fator que pode diferenciar as espécies das criaturas, e que talvez todos que assistem a série conseguem notar. Reparem que os “dragões” de Daenerys andam sobre as asas, e não com patas dianteiras. Indicando assim que eles na verdade não são dragões e sim “Wyverns”.

Wyverns, ou Serpes na nossa tradução nativa (mas vou me ater a chamar-los de Wyverns aqui), que vêm da palavra Francesa “wivre” que tanto significa víbora ou vida. E se referem à criaturas reptilianas aladas, que são descritas por possuírem uma cauda e duas patas traseiras, enquanto as dianteiras são asas. Ao contrário dos dragões que possuem quatro patas e as asas por cima das costas. É basicamente a diferença que uma subespécie tem dentro de uma espécie – um cão para um lobo por exemplo – mesmo caso entre Dragões e Wyverns.

Como símbolo, o animal representa a guerra, e um sinal de força daqueles que o possuem. No caso de Daenerys a metáfora é figurativa já que ela possui mesmo as criaturas ao seu lado.

Por essa simples definição, morfológica, é logo perceptível que Drogon; Rhaegal e Viserion (os bebês alados de Daenerys) são Wyverns. Mas não é de hoje que a literatura quanto o cinema fantasia quebram constantemente essas regras de definição. Tome o dragão Smaug da trilogia O Hobbit como exemplo. No livro de Tolkien, Smaug é descrito como um Dragão comprido de quatro patas.

Enquanto nos filmes, ele fora caracterizado como um ser com característica de um Wyvern:

Tão entendendo a discrepância?

E o senhor vovô George R.R. Martin bem sabido e fluente na mitologia Tolkiana e do mundo da fantasia, já era expert nessas diferenças e características quando conjurou a fauna de Westeros. E ele habilmente esclareceu bem isso em seu blog:

“De acordo com as regras da heráldica, os dragões possuem quatro pernas e os Wyverns duas, certo?! Mas você já viu um cavalo-marinho heráldico?” Heraldas não sabiam porcaria alguma sobre biologia. Agora, não há dragões reais, para termos certeza. Mas há morcegos, e há pássaros, e a uma era atrás havia pterodáctilos. Esses são os modelos a serem usados ​​para se projetar um dragão. Nenhum animal na natureza tem quatro pernas e asas.

Além disso, o melhor dragão já mostrado em um filme, Vermithrax Perjorative, tem duas pernas e duas asas. Meus dragões têm duas pernas.”

Faz perfeito sentido se for pensar. E para os que conhecem o famoso dragão mencionando por ele, Verminthrax do filme O Dragão e o Feiticeiro de 1981, sabe que ele também possui só duas patas traseiras e asas e cospe fogo, assim como os de Daenerys. Não ligando muito para essa definição raiz e compondo o que seria mesmo uma criatura mais perto do “real” por assim dizer.

Verminthrax

Além do mais se formos para as definições mais fantasiosas da mitologia dos dragões, verão que Wyverns são definidos como seres animalescos, movidos a natureza de seus instintos selvagens. Enquanto dragões são definidos como seres de consciência, sábios e falantes. Tal como o já mencionado Smaug ou o meu favorito Draco, de Coração de Dragão.

Draco

Mas de dragões inteligentes já basta Daenerys como mãezona e grande líder ali. Então deixemos os seus bebês sendo os Wyverns com algumas habilidades “dragonistícas”.

Ou apenas dragões, você escolhe.