Os melhores filmes de 2025
Feito em colaboração com: Ayrton Magalhães Todo ano o cinema ainda consegue nos surpreender entre altos e baixos, mas em 2025 tivemos alguns ótimos lançamentos a se destacar em meio a tantos percalços de qualidade. Obras ousadas, filmes cheios de identidade, sensibilidade, coragem, artistas, novatos e ótimas adaptações, sejam de livros ou quadrinhos. E acima […]
Feito em colaboração com: Ayrton Magalhães
Todo ano o cinema ainda consegue nos surpreender entre altos e baixos, mas em 2025 tivemos alguns ótimos lançamentos a se destacar em meio a tantos percalços de qualidade. Obras ousadas, filmes cheios de identidade, sensibilidade, coragem, artistas, novatos e ótimas adaptações, sejam de livros ou quadrinhos. E acima de tudo, tivemos filmes que não tiveram medo de ser grandes, trágicos estranhos e ate mesmo brutais e desafiadores. Então indo direto ao ponto, aqui estão os melhores filmes que foram lançados neste ano!

15. Superman
O manifesto de James Gunn sobre esperança, bondade e responsabilidade moral num mundo cínico. Gunn equilibra humor, emoção e espetáculo para entregar uma história que reforça a importância de acreditar no melhor das pessoas, mesmo quando o mundo insiste no contrário. As mensagens sobre empatia, compaixão e heroísmo fazem deste o retrato mais sincero do Superman neste século, tudo isso acompanhado pela atuação carismática de David Corenswet.

14. O Agente Secreto
Uma carta de amor a um período do cinema em uma época onde o escapismo se fazia mais necessário, e o uso da ficção como um registro – e resgate – de identidade cultural e memória. Pode não ser lá o filme mais sutil quanto à sua mensagem, mas há uma real tensão ala thriller bem construído e Wagner Moura em estado de graça faz valer cada segundo!

13. Apos a Caçada (After the Hunt)
A direção provocativa de Luca Guadagnino volta a brilhar aqui, sempre capturando pequenos gestos, respirações e olhares que dizem tanto quanto as palavras. Guadagnino nos entrega com “After The Hunt” um suspense que dialoga com profundidade sobre a fragilidade humana. Sua habilidade de transformar paranoia e obsessão em texturas visuais e emocionais dá ao filme um clima único, elegante e inquietante. O texto traz dilemas éticos que são muito explorados ao longo da trama; é um ótimo estudo sobre como isso impacta e transforma cada pessoa quando a ética e o profissionalismo são postos à prova.

12. A Longa Marcha (The Long Walk)
Francis Lawrence sempre foi um cineasta que chamou atenção em sua ousadia com projetos blockbuster sempre se permitindo ir um passo além no quesito de se levar a sério e tratar seus personagens e universos com real maturidade, e talvez ele tenha entregado aqui seu melhor trabalho em “The Long Walk“. Fazendo desta adaptação do livro de Stephen King um drama visceral sobre o valor da amizade e do companheirismo que persiste até mesmo nos momentos mais agonizantes da opressão. Todas as mortes aqui são cruéis, todos os relacionamentos são bem estabelecidos e vemos como os personagens criam laços uns com os outros… assim como vemos o quanto cada perda afeta cada um deles.

11. Frankenstein
A adaptação dos sonhos de Guillermo del Toro do clássico de Mary Shelley e, desta vez, realmente entrega não só um “Frankenstein” fiel à obra original mas também ao seu cinema: menos terror e mais tragédia existencial. A criatura, interpretada por Jacob Elordi, é retratada com uma inesperada delicadeza, e o filme se torna uma reflexão sobre abandono, relações parentais e o real significado da alma. Além disso, é um esplendor visual, com uma fotografia soberba e um design de produção absolutamente incrível.

10. Eddington
O faroeste moderno pós 2020 que desafia o que é ideal político em um universo de imagens manipuladas e causas sendo usadas como cartadas políticas e movidas por neuroses pessoais. Se te deixou desconfortável e ofendido enquanto assistia então Ari Aster fez algo muito certo aqui em outro de seus trabalhos mal compreendidos!

9. Pego Roubando (Caught Stealing)
Um deleite para quem ama cinema de gênero, “Caught Stealing“, de Darren Aronofsky, parece um filme perdido dos anos 90, com ecos diretos do caos estiloso de Tarantino e das narrativas criminosas sujas e humanas de Scorsese como Depois de Horas. Violento, engraçado e cheio de personalidade, Aronofsky abraça a estética retrô sem parecer derivativo, contando com atuações fantásticas de Austin Butler, Zoë Kravitz e Regina King.

8. Pecadores (Sinners)
Ryan Coogler entrega um dos melhores filmes sobre vampiros dos últimos anos, numa obra que fala muito sobre culpa, redenção e responsabilidade. Michael B. Jordan está fantástico no papel duplo dos gêmeos e rouba a cena em ambos. Toda a parte musical do longa é um espetáculo próprio, cheio de vida e estilo, ajudando muito a trama ao incorporar esses elementos à mitologia dos vampiros sem tornar tudo repetitivo ou genérico.

7. Casa de Dinamite (House of Dynamite)
É como acertar uma bala com outra bala. “House of Dynamite“, de Kathryn Bigelow, é um thriller sustentado por uma tensão crescente, construída quase como um pavio aceso prestes a alcançar a dinamite do título. A estrutura do filme é muito bem pensada: cada ato aumenta a pressão sobre os personagens, entregando uma experiência que nos deixa na ponta da cadeira. O roteiro explora de forma honesta a dificuldade colossal de tomar a decisão de atacar outro país, mostrando o peso psicológico e moral dessa escolha e sem uma resposta conclusiva enquanto o colapso parece a única saída inevitável.

6. A Hora do Mal (Weapons)
Quando se pensava que ideias originais de terror haviam acabado para sempre, eis que Zach Cregger chega com sua nova obra demente, perturbada, extremamente pessoal e altamente hilária de A Hora do Mal que nos insere no que parece ser um episódio dos Simpsons dirigido por PTA e se passando num universo de conto de fadas macabro e pânico social muito atual. Vale cada minuto que te deixa desejando por muito mais!

5. 28 Anos Depois (28 Years Later)
A continuação legado que você não sabia que queria, muito menos dessa forma que se constrói mais como uma expansão do universo zumbi já estabelecido e agora para focar além da esperada carnificina mortificada, e tocar em temas interessantes de culto e etnocentrismo; também uma inesperada bela história sobre o luto e aceitação da morte não como um fim inevitável terrível, mas um percurso que toda existência deverá passar e sua história individual ser lembrada. Que venha logo os dois capítulos restantes dessa saga zumbi!

4. Valor Sentimental (Sentimental Value)
O sempre esnobado Joachim Trier mostrando a indústria cinematográfica invadindo a vida íntima das pessoas, reabrir velhas feridas e as dolorosas consequências disso. É verdadeiramente um drama moral que explora as complexidades de uma família quebrada por traumas e perdas. A trama, focada em um diretor que tenta escalar a própria filha em um projeto autobiográfico, explora brilhantemente os limites entre a realidade e a ficção, questionando até que ponto é ético transformar dores reais em arte. E, claro, preciso destacar os momentos de leveza e sátira sobre a indústria do cinema (principalmente sobre a Netflix), que me fizeram apreciar ainda mais a experiência.

3. A Vida de Chuck (The Life of Chuck)
Por alguma razão inexplicável de falta de coração ou gosto essa belíssima ode a vida foi selecionada pela Variety como o pior filme do ano, enquanto que para nós não poderia ser mais o contrário. Mike Flanagan quebra momentaneamente seu nicho de horror e abraça seu lado fanboy de Stephen King para entregar a adaptação mais inesperada de uma de suas histórias mais dramáticas desde A Espera de um Milagre. O resultado final é uma bizarra mistura que envolve o fim do mundo à crise existencial, e no meio disso tudo uma aura de melancolia mas também de felicidade por cada momento vivido. Vale a experiência de se descobrir um pouco assistindo a um filme tão único!

2. Uma Batalha Após a Outra (One Battle After Another)
Viva La Revolución! O novo filme de Paul Thomas Anderson é um drama carregado de mensagens sociopolíticas que nos arrasta pelos prós e contras da revolução. Mas, acima de tudo, é um filme sobre persistência, trauma e o amor de um pai por sua filha. Anderson cria um ritmo inquietante, e o elenco se entrega por completo, com destaque para Sean Penn, que interpreta um dos vilões mais cômicos dos últimos anos.

1. Se eu Tivesse pernas, Te Chutaria (If I Had Legs I’d Kick You)
O filme mais surpreendente do ano! “If I Had Legs I’d Kick You” revela-se muito mais sombrio e profundamente dramático do que seu marketing inicial sugeria. A narrativa mergulha numa espiral emocional devastadora, sempre ancorada pela atuação soberba de Rose Byrne, que entrega aqui um de seus trabalhos mais intensos e vulneráveis. Byrne, por si só, consegue elevar o impacto emocional da história, transformando o filme numa experiência verdadeiramente marcante. Provavelmente a melhor performance do ano e um dos filmes mais especiais que vai passar completamente despercebido.