PS6 já custa US$ 960 para fabricar e o preço ao consumidor pode ultrapassar US$ 1.000
Insider KeplerL2 atualiza estimativa: fabricar um PS6 já custa US$ 960, alta de US$ 200 desde março, com risco de chegar a US$ 1.400 no lançamento em 2027.
O número que mudou tudo em três meses
Em março de 2026, o insider KeplerL2 estimou que o custo de fabricação do PlayStation 6 estava em torno de US$ 760 por unidade. Com base nesse número, ele ainda via como possível um preço de lançamento de US$ 699, caso a Sony aceitasse subsidiar cada console em cerca de US$ 60, prática histórica da empresa para ganhar mercado no lançamento de uma nova geração. Era um cenário ruim, mas gerenciável.
Três meses depois, KeplerL2 atualizou sua estimativa no ResetEra. O custo de materiais do PS6 subiu US$ 200 em menos de noventa dias. O console agora custa aproximadamente US$ 960 para ser fabricado, e a trajetória aponta para cima.
Por que o custo subiu US$ 200 em três meses
A resposta está na mesma crise que está encarecendo Xbox, Steam Machine e qualquer dispositivo eletrônico com chip de memória dentro. Os preços de DRAM subiram até 89% só no segundo trimestre de 2026. O PS6 usa memória de alta largura de banda em quantidade maior do que o PS5, e cada gigabyte adicional tem um custo que a Sony não consegue absorver simplesmente negociando melhor com fornecedores.
O detalhe relevante do ResetEra é que o custo de US$ 960 representa apenas os materiais. Não inclui frete, armazenamento, marketing, desenvolvimento do hardware, pesquisa e desenvolvimento nem a margem dos varejistas. Historicamente, a Sony subsidia entre US$ 100 e US$ 200 por console no lançamento, vendendo abaixo do custo para construir base instalada rapidamente. Com materiais a US$ 960, um subsídio de US$ 100 resultaria num preço ao consumidor de US$ 860. Um subsídio de US$ 200 ainda resultaria em US$ 760, já acima do PS5 Pro atual.
O cenário mais pessimista e por que ele é plausível
KeplerL2 deixou claro no post que os preços de memória continuam subindo sem sinal de reversão. Se a trajetória atual se mantiver até o lançamento previsto para 2027, o custo de fabricação do PS6 pode ultrapassar US$ 1.400. Nesse cenário, mesmo com o subsídio máximo histórico, o console custaria mais de US$ 1.200 ao consumidor.
O insider recomendou que a Sony não adie o lançamento esperando que os preços caiam, porque a Lenovo e a Microsoft estão sinalizando que essa queda não vai acontecer antes de 2030. Adiar seria trocar um problema ruim por um potencialmente pior. As especificações do PS6 estão travadas há tempo suficiente para que não haja margem de ajuste no hardware que pudesse reduzir o custo significativamente.
O que a Sony pode fazer
A empresa tem algumas ferramentas disponíveis, mas nenhuma resolve o problema de forma completa. A primeira é o subsídio agressivo, que a Sony já praticou no lançamento do PS3 em 2006, quando vendeu o console com prejuízo de centenas de dólares por unidade. A segunda é aceitar margens menores no início e aumentar o preço posteriormente, como fez com o PS5 ao longo da geração atual. A terceira é lançar o PS6 a um preço acima de US$ 999 e confiar que o público vai pagar, usando o argumento de que a concorrência está no mesmo patamar ou pior.
Nenhum desses caminhos é confortável para um mercado onde, segundo os dados da Circana de maio de 2026, as vendas de PS5 já caíram 58% em relação ao ano anterior por causa dos preços altos. O PS6 vai chegar num mercado de consumidores já sensibilizados pelo custo do hardware, num momento em que a Lenovo está dizendo que os preços de memória que causaram essa sensibilidade vieram para ficar.