Esse mês uma das franquias mais influentes dos videogames completa 20 anos. Trata-se da horripilante série Silent Hill, que fez o pesadelo em tantas pessoas. Foi tão grande o sucesso do primeiro game, que logo saíram diversas continuações, sendo 8 da franquia principal, com diversos outros spin offs para portateis, arcade e mobile. Não tardou também para Hollywood comprar os direitos, produzindo duas adaptações. Para comemorar essa importante data para fãs de survival horror, listaremos os games do pior ao melhor.

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Silent Hill: The Arcade

Trata-se de um jogo para Arcades lançado exclusivamente no Japão em 2007. Não há muito a dizer sobre esse jogo. A estória se passa anos antes do primeiro jogo e os personagens principais são Eric e Tina que precisam enfrentar diversos monstros para escapar da cidade. É um jogo de tiro  no estilo House of the Dead. Divertido, mas desnecessário.

Silent Hill: Mobile

Silent Hill Orphan (conhecido no Ocidente como Silent Hill Mobile no ocidente) foi lançado em 2007 para telefones celulares em 2007 no estilo point e click e dividido em três partes. Se passa num orfanato e os personagens principais são Bem, Moon e Karen. Alguns personagens conhecidos retornam, como Alessa. O jogo não foi muito bem recebido pelos fãs que reclamaram de falta de combate, enigmas fáceis e ausência de uma atmosfera de terror, que os outros jogos construíram tão bem.

Silent Hill: Downpour

Silent Hill Downpour foi desnvolvido pela Vatra Games e lançado em 2012 com a promessa de trazer a série “de volta às raízes” que infelizmente fracassou. Murphy Pendleton é um prisioneiro que está sendo transferido, quando de repente sofre um acidente no ônibus que o estava transportando logo nos arredores de Silent Hill. Murphy vai precisar enfrentar seus demonios interiores e os da cidade para conseguir escapar. O jogo saiu com diversos problemas, o gráfico não é dos melhores, com até mesmo Silent Hill Homecoming que saiu 4 anos antes tendo melhores gráficos. Sofre com bugs terríveis, um sistema de combate demasiadamente desajeitado (até mesmo pro padrão da série), uma estória confusa e inconclusiva e péssimo design de monstros.

Silent Hill: Book of Memories

Silent Hill Book of Memories é um jogo no estilo Dungeon Crawler lançado para o OS Vita em 2012. Inspirado no sucesso de jogos do gênero como Diablo, a konami  fez uma tentativa com sua famosa marca, o que resultou em um grande fracasso. Na trama do jogo, um jovem encontra um livro que prevê o futuro e o transporta para outros mundos, onde tem que enfrentar monstros famosos já conhecidos dos fãs de Silent Hill. Apesar de fugir totalmente da proposta original da série, o jogo tinha potencial, que infelizmente foi desperdiçado. O gameplay é até divertido, é o primeiro da série com multiplayer. Entretanto a estória do jogo é confusa e sem sentido.

Silent Hill: Shattered Memories

Shattered Memories foi concebido como uma “reimaginação” do primeiro game. Lançado em 2009 para Wii e PS2. Na trama, Harry Mason procura sua filha Heather que perdeu em Silent 4Hill, mas há monstros o perseguindo. Há algumas coisas interessantes no jogo. Como o perfil psiquiátrico que depois inspirou o jogo de sucesso, Until Dawn, em termos de atmosfera não faz feio e a trilha composta por Akira Yamaoka está ótima como sempre. Mas o jogo sofre com puzzles fáceis demais, falta de combate e sessões de pesadelo repetitivas.

Silent Hill: Homecoming

Silent Hill Homecoming (cujo titulo provisório era Silent Hill V) foi desenvolvido pela Doubke Helix e saiu em 2008. Na trama Alex Shepherd que retorna à sua cidade natal, shepherd’s glen, após uma temporada servindo o exército. Ao chegar lá, ele percebe que tudo está diferente. As pessoas estão estranhas e tantas outras desapareceram, incluindo seu irmão, Joshua. As pistas o levam a assombrada cidade de Silent Hill. Homecoming é um jogo no mínimo ok, tem o melhor sistema de combate da série (e justifica bem essa melhora, sendo o personagem treinado, dessa vez), uma boa trilha sonora, bons gráficos para a época e consegue construir uma atmosfera decente. Mas a estória é fraca e prova mais uma vez que o time ocidental não entende muito sobre a série.

Silent Hill: Origins

Silent Hill Origins foi lançado em 2007. É discutivelmente o melhor jogo da fase ocidental. Não se arrisca muito, a jogabilidade é similar a dos três primeiros games, com algumas adições interessantes, como poder mudar do mundo normal para o pesadelo a partir de espelhos. Tal mecânica é necessária para a resolução de alguns puzzles, lembrando um pouco o clássico Legend of Zelda: A link to the past. Na estória, Travis Grady enquanto tranquilamente dirige seu caminhão, repentinamente se depara com o espirito de Alessa na estrada. Perseguindo o espirito, ele se encontra em uma casa em chamas e decide salvar uma garotinha presa lá dentro. A partir daí ele se envolve com a sombria conspiração da Ordem que planeja trazer o “paraíso” para a cidade. Mais uma vez, o ponto mais fraco é a estória, que traz mais confusão do que luz se tentarmos encaixar no enredo geral da série.

Silent Hill 4: The Room

Esse é o último jogo da boa e velha fase oriental, conduzida pela desenvolvedora Team Silent. Vale ressaltar que foi o time B da team silent que trabalhou no game, já que os principais desenvolvedores dos games anteriores não trabalharam nesse. Lançado em 2004, o jogo conta a estória de Henry Townshend, que se vê preso em seu apartamento em uma cidade vizinha a Silent Hill, South Ashfield, sendo assolado por sonhos estranhos. Um dia, ele encontra em seu banheiro um buraco que o leva para estranhos lugares toda vez que ele atravessa. Nesses outros mundos ele é perseguido por fantasmas. O jogo é assustador, atmosférico, possui uma das melhores trilhas sonoras da série, um sistema de combate renovado e é tudo que um jogo de Silent Hill deveria e merece ser. Mas sofre de gameplay repetitivo, literalmente, pois você tem que passar pelas mesmas sessões duas vezes e uma longuíssima missão de escolta que toma metade do game.

P.T. (Playable Teaser do cancelado Silent Hills)

Gamers em geral, tanto fãs quanto não fãs da série ficaram em polvorosa quando esse jogo saiu na playstation store em 2014. O mais importante era o anuncio no final do game que revelava que um novo Silent Hill estava sendo produzido pela Konami, sendo uma colaboração entre Hideo Kojima e Guillermo Del Toro. A demonstração era horripilante, assustadora e intrigante. Os enigmas não eram nada fáceis, com o próprio Kojima dizendo que foi programado para que os jogadores levassem ao menos uma semana para completar. E há um fantasma sempre pronto para te dar um baita susto caso você demore demais. Tudo indicava que ia ser um dos melhores jogos da série, mas infelizmente em 2015, Kojima deixou a empresa e o jogo foi cancelado.

Silent Hill 3

Silent Hill 1, 2 e 3 são o norte de toda franquia, o desenvolvedor que for fazer um novo jogo terá que prestar atenção especial nesses três. Apesar de ser o mais fraco dos principais, o terceiro jogo da série ainda é uma perola dos videogames. Na época ele havia impressionado a todos com gráficos muito a frente de seu tempo e um design impressionante. Na estória, a adolescente Heather Mason estava tranquilamente passeando pelo shopping. De repente o cenário muda, ficando mais sujo, ameaçador e escuro. Com estranhas criaturas assassinas aparecendo. Ela se encontra com uma mulher chamada Claudia Wolf que diz a ela para que “se lembre do seu verdadeiro eu e nos guie para o paraíso”. Silent Hill 3 é continuação direta do primeiro game e é a conclusão da história.

Silent Hill

Foi no ano de 1999, a exatos 20 anos que tudo começou. De olho no sucesso de outras franquias de survival horror como Resident Evil, Alone in the Dark e Parasite Eve, a Konami decidiu fazer a sua própria. Mas com um diferencial, que seria decisivo para seu sucesso, iria focar em terror psicológico, algo ainda inexplorado nos videogames. Na estória acompanhamos Harry Mason que sofre um acidente de carro e fica inconsciente. Ao acordar, percebe que sua filha Cheryl desapareceu e ele tem que procurá-la na terrível cidade de Silent Hill, enfrentando diversos monstros e se envolvendo em uma conspiração demoníaca. A jogabilidade é padrão nos jogos do genero, mas traz melhorias em comparação com sua série rival, Resident Evil. O combate não é tão travado e é possível andar e atirar ao mesmo tempo. As criticas foram muito favoráveis e os jogadores logo amaram o jogo, a Konami não tardou a preparar as continuações.

Silent Hill 2

Silent Hill 2 foi lançado em 2001 e é até hoje considerado a maior obra prima em termos de jogos de terror de todos os tempos, atingindo um nível de excelência insuperável. Na estória, James Sunderland recebe uma carta de Mary, sua esposa que deveria estar morta a três anos. Na carta ela diz que ele deve encontrá-la em Silent Hill, em seu “lugar especial”. Assim Sunderland logo parte pela cidade e lá terá que enfrentar seus demônios interiores para descobrir o que aconteceu à sua amada. Silent Hill 2 atinge a excelência em todos os quesitos. Ambiência, cenário, trilha sonora, esfeitos sonoros, design, design de monstros, etc. E ainda oferece uma estória intrigante e muito bem fechada.

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