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Sony confirma que ‘caixas com código’ vão substituir discos de PlayStation nas lojas

Sony confirma negociações com varejistas para substituir discos de PS5 por caixas com código, modelo já usado por GTA 6.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

A Sony revelou que já vem negociando diretamente com varejistas ao redor do mundo para tentar amenizar o impacto do fim da produção de discos de PlayStation, previsto para janeiro de 2028. Durante teleconferência de resultados do primeiro trimestre nesta quinta-feira (31), a CFO Lin Tao confirmou que o modelo usado por GTA 6, com caixas físicas contendo apenas um código de resgate digital, deve se tornar o padrão de venda em lojas físicas.

“Por 30 anos vendemos PlayStation, e os parceiros varejistas sempre foram importantes para nós”, disse Tao. Segundo ela, a Sony comunicou a decisão com bastante antecedência justamente para dar tempo de ouvir as diferentes vozes dos parceiros comerciais antes da transição efetiva.

O modelo que já é padrão na América do Norte

Segundo a executiva, o formato de caixa com código já é realidade consolidada no mercado norte-americano, onde embalagens sem disco físico já circulam nas prateleiras. A expectativa da Sony é expandir esse modelo para outras regiões, respeitando particularidades locais de cada mercado. “Existem características regionais para cada parceiro, então vamos tentar ter um diálogo completo para chegarmos a uma situação vantajosa para os dois lados”, afirmou.

Questionada sobre como o PlayStation vai se diferenciar de um PC gamer em um cenário totalmente digital, Tao argumentou que o disco nunca foi o verdadeiro fator de diferenciação da marca. Segundo ela, os pontos fortes do console seguem sendo a curadoria de conteúdo, a estabilidade do ambiente de jogo e o preço mais acessível frente a um PC de alto desempenho equivalente.

A crítica que já vinha do setor varejista britânico

Nem todo mundo está satisfeito com a solução proposta. A Entertainment Retailers Association (ERA), entidade britânica que representa o varejo de entretenimento físico e digital, já havia classificado a decisão da Sony como uma vitória da conveniência corporativa sobre a escolha do consumidor.

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Segundo a CEO da ERA, Kim Bayley, milhões de jogadores ainda optam por comprar cópias físicas todos os anos justamente por valorizarem a posse real do produto, algo que um disco permite e uma licença de download geralmente não oferece. A entidade destacou que o mercado britânico de jogos físicos movimentou £ 300 milhões no último ano, com um quarto dos jogadores abaixo de 25 anos ainda comprando em disco, e 45% de todos os jogos físicos vendidos no Reino Unido sendo destinados a PS4 e PS5.

A fábrica que já está de mudança de rota

Enquanto a petição pedindo a reversão da decisão já ultrapassa 300 mil assinaturas, a maior fábrica de discos de PlayStation da Sony, localizada em Thalgau, na Áustria, já iniciou a transição para outro tipo de produção. A empresa investiu cerca de € 30 milhões em novos equipamentos voltados à fabricação de microlentes ópticas, com parte da equipe já em treinamento para a nova linha de trabalho, sinal claro de que o plano segue irreversível independentemente da pressão pública.

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