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Stranger Things termina com pontas soltas e fãs reclamam de furos no roteiro do final

O final de Stranger Things dividiu opiniões. Fãs listam perguntas sem resposta sobre o Mundo Invertido, Vecna e personagens sumidos.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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Após dez anos de jornada e cinco temporadas, a série Stranger Things chegou ao fim com o episódio intitulado “The Rightside Up”. Embora o final de mais de duas horas tenha mostrado a vitória dos heróis de Hawkins contra Vecna e um salto temporal de 18 meses para encerrar os arcos de personagens como Will e Mike, parte do público não escondeu a frustração. Nas redes sociais, muitos fãs alegam que a produção deixou uma série de perguntas fundamentais sem resposta.

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Pontas soltas e mistérios do Mundo Invertido

O encerramento da série falhou em explicar diversos elementos mitológicos que foram construídos ao longo dos anos. Um dos pontos mais citados pelos espectadores é a natureza do Mundo Invertido e o motivo de ele ter ficado “preso no tempo” na data do desaparecimento de Will Byers, na primeira temporada. Além disso, o destino de criaturas como os Demogorgons e Morcegos após a queda de Henry Creel não foi detalhado, deixando dúvidas se as ameaças foram extintas ou apenas contidas.

Outro mistério que remete ao início da série e permanece sem solução é quem abriu a porta da casa dos Byers para o Demogorgon quando Will estava sendo caçado no primeiro episódio da franquia. Para muitos, a falta de conexão entre eventos antigos e a conclusão atual cria uma sensação de inconsistência narrativa que o longo episódio final não conseguiu suprir.

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Destino de personagens e conexões com a peça de teatro

A lista de questionamentos se estende também ao paradeiro de figuras secundárias, mas queridas, como o Dr. Owens, Argyle e o russo Dmitri. No campo dos relacionamentos, o público sentiu falta de uma resolução mais clara para o envolvimento entre Robin e Vickie. Há também uma confusão generalizada sobre o plano original de Vecna: fãs questionam por que ele precisava especificamente de doze crianças para fundir os mundos e qual era a importância exata desse número no ritual.

Existe ainda um estranhamento sobre a ligação da série com a peça de teatro Stranger Things: The First Shadow. A obra mostra que os adultos de Hawkins, como Joyce e Hopper, estudaram com Henry Creel nos anos 50, mas esse fato nunca é mencionado ou lembrado por eles durante os eventos da série de TV. Os irmãos Duffer, criadores do show, afirmaram que evitaram ligar demais as duas mídias para não confundir quem não viu o espetáculo, mas para os fãs mais atentos, isso criou um buraco na memória dos personagens.

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Sem novos spin-offs focados em Hawkins no horizonte imediato, o temor da comunidade é que essas dúvidas jamais recebam uma explicação oficial, deixando o legado da série marcado por essas incertezas.

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