Cinema

Tom Hanks teme que IA recrie Woody em Toy Story 6 sem sua participação

Tom Hanks diz que Toy Story 6 só faria sentido com uma ideia nova e alerta para uso de IA em Woody.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
5 min de leitura
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O sucesso de Toy Story 5 já abriu espaço para uma pergunta inevitável: a Pixar pode seguir adiante com Toy Story 6? Tom Hanks, voz original de Woody há mais de três décadas, não descarta a possibilidade, mas deixou claro que uma nova continuação precisaria existir por um bom motivo.

O ator afirmou que outro filme da franquia só faria sentido se trouxesse algo realmente novo. Para Hanks, a força do nome Toy Story não basta para justificar mais um capítulo.

Bilheteria recorde reacende a conversa sobre o futuro da franquia

Toy Story 5 estreou com US$ 312 milhões em bilheteria mundial e quebrou o recorde de abertura da franquia. O número mostra que Woody, Buzz e os outros brinquedos ainda carregam um apelo enorme, mesmo 31 anos depois do primeiro filme.

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Esse desempenho torna natural a especulação sobre Toy Story 6. A Disney tem uma marca muito forte nas mãos, e o público segue respondendo aos retornos da Pixar quando a história encontra um tema capaz de dialogar com novas gerações.

Hanks, no entanto, coloca uma condição clara. Se você vai fazer outro Toy Story, é melhor que valha a pena, afirmou o ator. Ele também disse que o filme precisaria examinar um tema relevante, e não apenas existir porque as pessoas gostam do título.

Tom Hanks cobra uma razão criativa para Toy Story 6

A preocupação de Hanks não ignora o peso comercial da franquia. O ator reconhece que Toy Story faz parte de uma grande máquina corporativa, mas defende que isso não pode ser o único motor da decisão.

Para ele, uma sequência precisa ser boa, nova e fresca. Caso contrário, não haveria motivo artístico para seguir adiante com Woody, Buzz e os demais personagens.

A fala também combina com a história da própria Pixar. A franquia sempre funcionou melhor quando encontrou um dilema emocional por trás da aventura, como medo do abandono, passagem do tempo, troca de dono ou perda de relevância na infância.

IA pode recriar Woody sem Tom Hanks

O ponto mais delicado da entrevista veio quando Hanks comentou o avanço da inteligência artificial. Segundo ele, a Disney e a Pixar possuem décadas de gravações digitais de sua voz como Woody.

Na prática, esse acervo poderia permitir a criação de novas falas do personagem sem que o ator precisasse gravar nada. Hanks não afirmou que isso vai acontecer, mas reconheceu que a tecnologia torna esse cenário possível.

O tempo é invencível, disse o ator. Em seguida, ele levantou a hipótese de o estúdio montar alguma versão sua a partir de todo o material registrado ao longo dos anos.

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Tim Allen, voz de Buzz Lightyear, também reagiu com preocupação. Os dois classificaram a ideia como assustadora, especialmente porque Toy Story sempre dependeu muito da humanidade presente nas vozes de seus personagens.

Ator já havia alertado sobre deepfake e carreira pós-morte

Hanks não fala sobre inteligência artificial pela primeira vez. Em 2023, durante participação no The Adam Buxton Podcast, ele comentou que tecnologias de IA e deepfake poderiam prolongar a carreira de atores mesmo depois da morte.

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O ator citou O Expresso Polar, filme de 2004 dirigido por Robert Zemeckis, como um marco inicial dessa transformação. Na produção, sua aparência e seus movimentos foram capturados digitalmente em larga escala.

Para Hanks, a tecnologia evoluiu de forma gigantesca desde então. Hoje, seria possível recriar uma versão jovem de um ator, simular sua presença em novas obras e manter performances circulando por tempo indeterminado.

A questão, segundo ele, não é apenas artística. O uso de imagem, voz e interpretação também cria um problema legal, especialmente quando envolve consentimento, herdeiros e controle sobre a própria identidade.

Debate chega no momento mais irônico possível

A discussão sobre IA ganha uma camada curiosa porque Toy Story 5 também fala sobre tecnologia. O novo filme coloca os brinquedos diante de uma infância cada vez mais disputada por telas, dispositivos inteligentes e novas formas de atenção.

Ou seja, a franquia que ajudou a revolucionar a animação digital agora enfrenta outro tipo de avanço tecnológico. A diferença é que, desta vez, o debate não envolve apenas ferramentas criativas, mas a substituição de artistas reais.

Essa tensão torna a fala de Hanks ainda mais importante. Woody não é apenas um personagem animado. Parte de sua identidade vem da voz, do ritmo e da interpretação construída pelo ator desde 1995.

Toy Story 6 ainda não foi anunciado

Até agora, a Disney e a Pixar não anunciaram oficialmente Toy Story 6. A força da estreia de Toy Story 5, no entanto, deve manter a possibilidade em discussão nos bastidores.

Caso o sexto filme aconteça, a grande pergunta será criativa e ética ao mesmo tempo. A Pixar precisará encontrar uma história que justifique a volta e também decidir como lida com a imagem vocal de seus atores veteranos.

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Hanks deixou claro que não rejeita uma continuação por princípio. O que ele rejeita é a ideia de seguir apenas por conveniência comercial.

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