Travis Kelce é citado como vítima de esquema Ponzi de US$ 35 milhões
Promotores citam Travis Kelce como vítima de esquema Ponzi de US$ 35 milhões que levou empresário a 11 anos de prisão.
O esquema de fraude que resultou na condenação de Siddharth Jawahar nesta terça-feira (15) revela um mecanismo relativamente simples por trás da movimentação bilionária em reais. Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Jawahar, de 38 anos e em situação migratória irregular no país, concentrou cerca de 99% do dinheiro captado de investidores em um único ativo, ações da Philip Morris Pakistan, sem o conhecimento dos clientes.
Ele alegava ter feito investimentos específicos que nunca existiram e, conforme o valor do ativo real caía, escondia as perdas informando lucros fictícios aos investidores, sustentando o esquema com dinheiro de novos aportantes para pagar os antigos, a estrutura clássica de uma pirâmide financeira.
Entre julho de 2016 e dezembro de 2023, Jawahar arrecadou mais de US$ 35 milhões através da Swiftarc Capital LLC e empresas ligadas, como a Swiftarc Fund LP e a Swiftarc Ventures LLC, mas aplicou de fato apenas cerca de US$ 10 milhões desse total. O restante bancou um estilo de vida luxuoso, incluindo viagens em jatos particulares, apartamentos de alto padrão e associações a clubes exclusivos, segundo o Ministério Público americano.
A sentença e a menção ao astro da NFL
Jawahar se declarou culpado em janeiro deste ano de três acusações de fraude eletrônica e foi condenado na terça-feira pelo juiz federal Zachary M. Bluestone, do Missouri, a 11 anos de prisão, além de ter que pagar US$ 31,35 milhões em restituição às vítimas. Foi durante essa audiência que o nome de Travis Kelce surgiu, citado por promotores como um dos investidores lesados pelo esquema ligado ao Swiftarc Venture Labs Fund. O valor exato de uma eventual perda do jogador da NFL não foi revelado publicamente.
Um investidor que já apostava em empresas fora dos gramados
A citação ao tight end do Kansas City Chiefs não chega a surpreender quem acompanha os negócios do atleta fora de campo. Kelce construiu ao longo dos últimos anos um portfólio de investimentos que vai além dos contratos e patrocínios com marcas como Nike, Amazon e Coca-Cola, incluindo aportes em empresas de tecnologia esportiva, como a Hyperice, voltada a recuperação física de atletas, além de participações no setor de bares e restaurantes e até um podcast próprio. É justamente esse perfil de investidor ativo em fundos e startups que explica sua presença entre os clientes de um fundo de venture capital como o operado por Jawahar.
Até o momento, não há indicação de que Kelce ou seus representantes tenham se pronunciado publicamente sobre o caso.