Cinema

Wagner Moura vence Globo de Ouro e recebe carinho de Julia Roberts e Adam Sandler

O ator brasileiro foi ovacionado ao vencer Melhor Ator em Drama. Discurso exaltou a cultura brasileira e o diretor

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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A noite de consagração de Wagner Moura, 49 anos, no Globo de Ouro 2026 foi marcada não apenas pelo peso histórico da estatueta, mas pela recepção calorosa de seus pares na indústria norte-americana. Ao ter seu nome anunciado como vencedor da categoria de Melhor Ator em Filme de Drama por O Agente Secreto, o brasileiro protagonizou uma cena que simboliza seu status atual em Hollywood.

No trajeto até o palco do Beverly Hilton, Moura foi interceptado por duas lendas do cinema que estavam sentadas nas mesas da frente. Adam Sandler, 59, levantou-se para um abraço efusivo, enquanto Julia Roberts, 58, fez questão de beijar o rosto do ator diante das câmeras, validando a admiração da “velha guarda” pelo desempenho do brasileiro.

“Viva a cultura brasileira!”: O discurso emocionado

Com o troféu em mãos, Wagner Moura dedicou o momento para exaltar as raízes do projeto e a genialidade de seu diretor. “Kleber Mendonça Filho, você é um gênio e você é meu irmão”, declarou ele em inglês, direcionando-se ao cineasta pernambucano presente na plateia.

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O ator também trouxe profundidade ao agradecimento, conectando a trama do filme — ambientado no Recife de 1977 — com questões universais e atuais. “‘O Agente Secreto’ é um filme sobre a falta de memória e o trauma geracional. Penso que se o trauma pode passar de geração em geração, valores também podem”, refletiu. Para encerrar, mudou para o português e enviou um recado direto para casa: “Para todo mundo no Brasil assistindo isso agora. Viva o Brasil! Viva a cultura brasileira!”.

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Tríplice coroa e comitiva de peso

Esta vitória consolida uma temporada de prêmios perfeita para Moura. O Globo de Ouro se soma aos troféus de Melhor Ator já conquistados no Festival de Cannes e pela Associação de Críticos de Cinema de Nova York, formando uma espécie de “tríplice coroa” da crítica e da indústria. Vale lembrar que esta foi a segunda indicação de Moura ao Globo de Ouro (a primeira foi em 2016, por Narcos), mas sua primeira vitória.

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Para conquistar o prêmio, ele superou uma concorrência feroz:

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  • Joel Edgerton (Sonhos de Trem)
  • Michael B. Jordan (Pecadores)
  • Oscar Isaac (Frankenstein)
  • Dwayne Johnson (Coração de Lutador: The Smashing Machine)
  • Jeremy Allen White (Springsteen: Salve-me do Desconhecido)

Wagner celebrou o momento acompanhado de uma comitiva robusta do cinema nacional. Além de sua esposa, a fotógrafa Sandra Delgado, estavam presentes o diretor Kleber Mendonça Filho, a produtora Emilie Lesclaux, os atores Alice Carvalho e Gabriel Leone, e a distribuidora Silvia Cruz. No filme, Moura interpreta Marcelo, um especialista em tecnologia que retorna ao Recife durante a ditadura militar em busca de reconexão com o filho, mas acaba confrontando fantasmas de um passado misterioso.

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