Encarcerado (2013)

Dirigido por David Mckenzie

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Vindo de uma carreira com alguns acertos e alguns baixos, parece que foi finalmente aqui com Encarcerado que David Mckenzie conseguiu encontrar sua voz e colocar seu nome em melhores ouvidos como um bom e promissor diretor. Trazendo do cinema independente britânico o mais realista e aterrorizante que pode ser encontrado no cinema hoje, e não poupa em nenhuma das duas.

Fazendo talvez aqui o melhor filme de prisão em anos, que anda longe do sentimento de esperança e positividade de filmes como Um Sonho de Liberdade de Frank Darabont, e segue um percurso parecido como Expresso da Meia Noite de Alan Parker e recentes como Hunger de Steve McQueen, no que se refere ao estudo psicológico de seu protagonista e a essência da violência que o rodeia e atiça seu instinto mais primitivo.

Com Mckenzie conseguindo nos coloca piamente no lugar de seu protagonista e nos fazer sentir dentro do enclausuramento da prisão e seus apertados e claustrofóbicos corredores e selas, com o sentimento de medo e paranóia da violência prestes a erupir a qualquer momento. O sistema carcerário corruptível e quebrado em um senso de justiça cego e mordaz é a clara temática notável logo de cara, e faz um ótimo trabalho em lidar com ela dentro do roteiro sem roubar o protagonismo central de Eric Love de Jack O’Connel e sua jornada sob constante tortura física e psicológica.

Com o filme conseguindo explorar a fundo a real essência do ódio e violência que nascem a partir de simples desentendimentos, chances não dadas, palavras ignoradas ou não ouvidas, um conflito de sentimentos presos entre um pai e um filho como no poderoso embate entre O’Connel e Ben Mendelsohn com ambos os atores brilhando individualmente e juntos em cena. Incorporando a violência brutal que seus personagens são postos a enfrentar e culminam em uma verdadeira batalha de sobrevivência ao inferno dominado pelo puro mal, e onde só um raio de afeto pode realmente salva-los no final.

Por favor senhor McKenzie, continue, assim como esse e seu último excelentíssimo A Qualquer Custo, a fazer filmes tão promissores e tematicamente relevantes e emocionalmente poderosos!

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