Com a estreia de Extraordinário, um nome muito conhecido na indústria do entretenimento retorna para as telonas: Julia Roberts. A atriz começou sua carreira no final da década de 1980 e ganhou bastante reconhecimento após encarnar a prostitua Vivian Ward em Uma Linda Mulher, trabalhando ao lado de Richard Gere. E para imortalizar ainda mais seu nome, separamos suas melhores performances numa singela homenagem.

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Confira abaixo nossas escolhas e deixe seu comentário!

UMA LINDA MULHER (1990)

O papel mais icônico e relembrado de Julia Roberts é sem sombra de dúvida um de seus primeiros trabalhos. Atuando ao lado de Richard Gere, que já possuía sua fama em Hollywood, a atriz encarnou uma prostituta chamada Vivian que, após ser contratada pelo excêntrico milionário Edward, acaba transformando um caso de uma noite só em um dos romances mais complicados e adoráveis de acompanhar do cinema. Aqui, Roberts não apenas brilha como a protagonista, mas também entrega-se a um arco de amadurecimento no melhor estilo rags-to-riches, ainda servindo como inspiração para diversas comédias românticas atuais.

DORMINDO COM O INIMIGO (1991)

Roberts provou sua versatilidade logo depois de se tornar a queridinha da América com Uma Linda Mulher: um ano depois de estrelar no romance em questão, ela foi elencada no suspense psicológico Dormindo com o Inimigo, cuja história gira ao redor de um conturbado casamento. A atriz dá vida a Laura, uma jovem mulher que forja sua própria morte para fugir do marido abusivo, ciumento e possessivo, fingindo ter se afogado para depois mudar-se para o interior e começar uma nova vida sob o disfarce de Sara. Entretanto, sua sorte mais uma vez acaba quando descobre que o ex-esposo descobre que está viva e passa a persegui-la. Apesar do incrível elenco, Roberts rouba a atenção por suas suaves nuances que transparecem todos os elementos necessários de um bom thriller, sem cair nas tentações dos clichês ou do melodrama.

O CASAMENTO DO MEU MELHOR AMIGO (1997)

O Casamento do Meu Melhor Amigo é um daqueles típicos filmes de comédia romântica que foram reciclados e aproveitados das mais diversas maneiras, seja no cinema, seja na televisão. A história traz em foco dois melhores amigos chamado Julianne (Roberts) e Michael (Dermot Mulroney) que firmam um pacto entre si: ambos irão se casar caso, até os 28 anos de idade, não encontrasse ninguém. Porém, Michael acaba encontrando o amor de sua vida e faz o fatídico anúncio para Julianne, a qual percebe estar apaixonada por ele – e, bom, já podemos prever o final da saga. Apesar de não ser tão original, a doçura e a leveza da atriz em cena são um dos principais pontos a serem ovacionados, incluindo sua química com o restante do elenco e até mesmo com o público.

UM LUGAR CHAMADO NOTTING HILL (1999)

Quem não é apaixonado por um bom e divertido romance? Julia Roberts parece ser uma fã de carteirinha de escolher projetos que tragam sua amabilidade para cena, e ela faz isso de novo em 1999 com Um Lugar Chamado Notting Hill. No longa dirigido por Roger Michell, e que foi muito bem recebido pela crítica e pelo público, Roberts dá vida à estrela de cinema Anna Scott, que viaja para o bairro de Notting Hill durante as gravações de seu próximo filme e acaba conhecendo William Thacker (Hugh Grant), dono de uma livraria local. A trancos e barrancos, os dois acabam se apaixonando e, numa construção muito bem elaborada e crível até mesmo para os mais céticos, o crescente relacionamento entre os dois é simplesmente emocionante e memorável – sendo indicado para inúmeras categorias do Globo de Ouro.

ERIN BROCKOVICH – UMA MULHER DE TALENTO (2000)

Baseado em fatos reais, Erin Brockovich talvez seja maior performance de Julia Roberts de todos os tempos. A história gira em torno de personagem-título, uma ex-beauty queen que passa a gerenciar um gigantesco processo contra água contaminada através de sua pequena firma judicial. Roberts é, sem dúvida, a grande estrela do filme, trazendo diálogos incríveis perscrutados com uma evolução em tour-de-force que permite explorar novas camadas de seu potencial como atriz – incluindo determinação, possessividade e uma energia imparável para trazer às telas uma perspectiva crível e passível de compreensão de uma das mulheres mais fortes da história.

FRANQUIA ONZE HOMENS E UM SEGREDO (2001, 2004, 2007)

Onze Homens e Um Segredo, assim como suas duas sequências, reúne um time incrível de celebridades que mergulham no mundo da corrupção e do roubo. Tendo como pano de fundo o orquestramento meticulosamente bem pensado de um assalto, Roberts mais uma vez se prova versátil dentro da indústria hollywoodiana ao encarnar a ex-namorada de Daniel Ocean (George Clooney), Tess. A personagem é de extrema importância para o sucesso do plano, visto que representa uma das fraquezas do protagonista, além de emergir como uma forte e complexa personalidade cujo controle é posto em cheque com a presença dos fantasmas do passado.

O SORRISO DE MONA LISA (2003)

O Sorrido de Mona Lisa é um tour-de-force feminista que funciona em sua maior parte. E ainda que a narrativa e a concepção estrutural do filme tenha seus problemas, Julia Roberts mais uma vez mostra ser uma grande e incontrolável atriz cujo potencial apenas aumenta a cada novo projeto que abraça. No drama baseado em fatos reais, ela dá vida à professora Katherine Watson, cuja visão revolucionária vai de encontro aos valores tradicionalistas e conservadores da Faculdade Wellesley, onde leciona. Sua performance é envolvente e leva o público a criar um laço de proteção para com seus ideais: afinal, ela é o canal principal do plot, que flui através de todo o seu arco; nós queremos que ela alcance seus objetivos, prevaleça e permita que alcancemos um estado de felicidade e êxtase com a chegada dos créditos finais.

COMER REZAR AMAR (2010)

O primeiro e único filme para os cinemas dirigido por Ryan Murphy pode não ter feito grande sucesso e ter pecado no quesito brilho e originalidade. Mas mesmo com as falhas, Roberts ainda sim consegue encantar os espectadores ao encarnar um dos retratos mais humanos de sua carreira, a decadente escritora Elizabeth Gilbert, que abandona sua vida conturbada e urbana para realmente começar a viver, viajando para a Europa e depois para a Ásia para se encontrar. Através de uma jornada de amadurecimento, acompanhamos cada nuance e cada virada irreversível na personalidade da protagonista, possibilitadas apenas pela transparência e pela naturalidade da atriz em cena, a qual utiliza-se do casamento de uma verborragia ácida com trejeitos interessantes para conquistar seu público.

ÁLBUM DE FAMÍLIA (2013)

O que acontece quando você coloca duas atrizes de grande nome numa mesma tela? Magia. E é justamente isso o que temos com Meryl Streep e Roberts protagonizando como mãe e filha no drama Álbum de Família, uma das surpresas de 2013. No filme, adaptado da peça homônima de Tracy Letts, ambas fazem parte de uma família disfuncional que deve lidar com o desaparecimento e consequente suicídio da matriarca da casa, através de inúmeros conflitos e revelações sobre passado, presente e como tudo aquilo irá afetar o futuro. As cenas de maior profundidade são as protagonizadas pelo duo, principalmente pelo abismo de personalidades – uma reacionária, a outra rebelde – e pelo fluxo de emoções que caminham entre os extremos do ódio e do puro amor.

THE NORMAL HEART (2014)

A segunda parceria entre Murphy e Roberts parece ter dado certo, no final das contas. Depois de trabalharem em Comer Rezar Amar, a dupla retornou, dessa vez para as telinhas, com o drama The Normal Heart. A história gira em torno dos raros casos de câncer diagnosticados em uma série de homens gays, e cujos sintomas se manifestavam apenas quando eram contaminados com o vírus da AIDS. Na trama, Roberts dá vida à Dra. Emma Brookner, responsável pela consulta de diversos pacientes e que vê suas mãos atadas por não encontrar nenhum tratamento. A performance da atriz abandona quaisquer estereótipos das narrativas do gênero, optando por uma complexa análise da impotência e da empatia que poucos médicos da época tinham para com essas pessoas.

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