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Co-CEO da CD Projekt diz que Cyberpunk 2077 ainda não completou o arco de redenção

Nowakowski disse que alguns fãs foram perdidos "indefinidamente" e espera recuperá-los com The Witcher 4, previsto para 2027.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
2 min de leitura
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35 milhões de cópias e ainda não é suficiente

Cyberpunk 2077 vendeu 35 milhões de cópias, tem 88% de avaliações positivas na Steam e virou referência de recuperação na indústria. O co-CEO da CD Projekt Red, Michał Nowakowski, não está satisfeito.

Em conversa no DevGAMM Gdańsk, ele disse com clareza: “Não estou 100% convencido de que passamos pelo arco completo de redenção.” E foi além: “Estou convencido de que perdemos a fé de algumas pessoas indefinidamente, e isso é justo.”

O que foi o lançamento de 2020

Cyberpunk 2077 chegou às lojas em dezembro de 2020 após três adiamentos, com problemas técnicos graves especialmente nas versões de PS4 e Xbox One base. A Sony chegou a remover o jogo da PlayStation Store por meses. A CD Projekt enfrentou processos judiciais de investidores alegando que a empresa havia escondido as condições reais do produto. Em seis meses, a equipe trabalhou em patches massivos até trazer o jogo de volta à loja da Sony.

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O impacto foi além do técnico. A reputação do estúdio, construída cuidadosamente ao longo de anos com The Witcher 3, levou um golpe que ficou associado ao nome da empresa de forma permanente para parte do público.

A aposta em The Witcher 4

Nowakowski disse que espera recuperar os fãs perdidos, “se não com The Witcher 4, então com o que vier depois.” O jogo, que terá Ciri como protagonista em vez de Geralt, está em produção com mais de 400 desenvolvedores ativos. A CD Projekt confirmou que não chega antes de 2027, e que fará parte de uma nova trilogia planejada para ser lançada num ciclo de seis anos, usando a Unreal Engine 5 para acelerar a produção das sequências.

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O próprio Nowakowski reconheceu que um lado positivo saiu do desastre de 2020: o estúdio ficou com uma equipe de veteranos fortalecidos pela experiência. “Fomos deixados com veteranos experientes e endurecidos pela batalha, líderes capazes de carregar um tipo diferente de desafio nos ombros”, disse.

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