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Catálogo

Crítica | O Caçador e a Rainha do Gelo

"Espelho, espelho meu, existe algum filme mais clichê do que o meu?"

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
11 de setembro de 2016 · 9 min de leitura
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Não passa nem ao menos um mês que logo outra adaptação de “releitura” de contos de fadas surge nos cinemas. Semana passada, apontei como Mogli era outra obra pertencente a esse nicho do studio system da Disney. Entretanto, O Caçador e a Rainha de Gelo não é um filme da Disney, mas sim da Universal, prequel e sequência direta do insosso Branca de Neve e o Caçador, filme de 2012 mais lembrado por polêmicas de fidelidade amorosa do que por seus próprios méritos.

A sinopse desse filme é algo complicado. O primeiro ato do longa se define como prequelexplicitado pela incessante e mal utilizada narração em voz over a fim de conferir aquele ar de contos de fadas – até os 40 minutos do filme, o narrador se faz presente. Logo entendemos que Ravenna tinha uma irmã chamada Freya, porém, após uma catástrofe na vida pessoal da jovem moça, Freya, tomada por ódio, se transforma na Rainha de Gelo – simples assim, fique com muita raiva e desperte o mutante que há dentro de você. Com aversão à irmã, ela foge para o Norte onde estabelece seu próprio reinado independente e totalitário sequestrando crianças e as treinando para virarem sua própria tropa pessoal de “Caçadores”. Nisso, entendemos a origem do Caçador e de seu interesse romântico, Sara. Então se passam sete anos, após os eventos do filme anterior. O espelho mágico de Branca de Neve foi roubado. Acreditando que há um grande mal o envolvendo, o Caçador parte com alguns anões para reaver o artefato, porém ele terá que enfrentar a ira de Freya e do retorno de uma grande inimiga.

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Convenhamos, bater em um filme desses é uma tarefa fácil. Não há desafio, não há segredos, não há sutilidades em um texto tão descartável e enlatado como esse escrito por Craig Mazin e Evan Spiliotopoulos. Novamente, uma obra que você já viu milhares de vezes antes em tantos outros filmes que podem ou não compartilhar a mesma temática. O que temos é uma verdadeira mistura de Game of Thrones, Harry Potter, Frozen, Alice no País das Maravilhas, Senhor dos Anéis e Homem-Aranha 2 – obviamente se trata de uma cópia de péssima qualidade de arquétipos já explorados nesses filmes.

A iniciar, o longa é trágico em conferir qualquer apelo emocional em seus personagens. Porém, pasmem, há conflitos relevantes ali, porém as soluções são tão rasteiras ou pouco críveis que é difícil perdoar. Isso afeta principalmente Freya, personagem que tem um arco muito interessante graças à tragédia que desperta seu poder congelante. Assim entram traumas e as buscas, inconscientes ou não, para tentar “solucioná-las” que por sua vez acabam criando mais traumas e conflitos ridículos. Há uma descrença e repulsa ao amor e afeto humano que parte dessa nova antagonista, mas nada é de fato bem explorado ou contestado com firmeza por outro personagem. Aliás, os lados antagônicos entre Freya vs. Eric, o caçador, e Sara surge exatamente por conta dessa proibição do amor em seu reinado. É piegas, diversos outros filmes já batalharam em nome do “amor”, além de não adicionar nada de novo a este clichê já tão consolidado.

Aliás, o festival de clichês não termina aqui. Esse longa possui incontáveis. Temos amuletos de amores passados, um conflito amoroso cheio de progesterona vs testosterona, alguns deus ex machina de mulher salva homem, artefato envolto por maldade que atrai e corrompe pessoas fascinadas, alívios cômicos toscos, casais forçados, amores proibidos, revelações rápidas dos talentos marciais dos protagonistas, namoros noturnos, motivação da vilã baseada na extinção do amor, etc. Pior é admitir que Freya, mesmo sendo essa Elsa do mal, tinha grande potencial de conflito graças a essa abordagem sombria e adulta que a franquia recebe.

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O mínimo a se esperar era um trabalho decente com o protagonista, já que Branca de Neve está longe dos holofotes – ela é mencionada apenas, mas novamente, a dupla torpe aposta no medíocre e acerta no péssimo. A transformação que Eric passa em sua jornada é banal tendo mais a ver com a reconciliação de um amor do passado. Não há um escopo satisfatório em seubackstory, na relação com Freya e até mesmo com Sara, apesar dos esforços dos roteiristas com em tornar o amor dos dois algo crível. Com Sara temos os mesmos problemas, mas com a desvantagem de contar com menos tempo em tela. Se torna tão banal quanto. Os anões servem para pouco ou nada.

Os diálogos também não ajudam por serem tão histéricos e caricatos chegando ao cúmulo do ridículo – pelas tantas, como se já não estivesse claro, Freya grita que é proibido amar em seu reino. Aliás, esta é uma grande mania que o texto possui: ser autoexplicativo. Ele reitera os fatos do filme anterior, reitera fatos do próprio filme e descreve as ações já vistas em tela – claro que tudo isso feito pela tosca narração over. Como sempre, há as frases de efeito péssimas que nem ao menos são variadas: sempre há um I never miss em cenas com Sara.

Mas nem tudo é catástrofe, pois os cidadãos conseguem escrever coisas horrendas que se provam boas depois de desenvolvidas. Isso tange ao espelho. Com essa nova característica de entidade malévola, o filme quase exime a responsabilidade dos atos insanos de Ravenna no passado. Porém, isso tudo é bem resolvido resultando em um ótimo caso de “as aparências enganam”, além de tornar crível o retorno de certa personagem. Também é boa a ideia tateada com o sequestro das crianças por Freya e sobre seu significado, mas a condução é péssima. É engraçado notar como eles pensam nas pausas destinadas ao desenvolvimento de seus personagens, mas que sempre ficam restritas à mediocridade vide a total falta de talento e esforço em criar uma história, de fato, boa.

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No clímax, as coisas pioram ainda mais com o ressurgimento de Ravenna. Restando poucos minutos de projeção, os dois tem a coragem de adicionar mais um conflito (clichê) em potencial a respeito da manipulação que Freya sofre com a bruxa má. O plano do Caçador para resolver toda a situação é estúpido (reconhecido pelo próprio roteiro), a resolução é previsível além de contar com uma reviravolta tão pouco sutil quanto.

Resumindo, o texto de O Caçador e a Rainha do Gelo é o que há de pior nesta produção, mas algumas outras áreas tentam disputar o prêmio também. A começar temos o desconhecido Cedric Nicolas-Troyan na direção que pertencia a Rupert Sanders no primeiro filme – após os causos com Kristen Stewart, foi um consenso da produção afastá-lo da franquia.

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Troyan é um diretor estreante, mas que já trabalhou em outras produções como supervisor sênior de efeitos de computação gráfica. Logo não há um desastre completo, apenas besteiras de um diretor sem firmeza ante um produtor lunático que subestima seus espectadores. O trabalho dele é bem medíocre sem dúvidas, porém há cuidado em diversas composições e movimentos de câmera. Ou seja, foi pensado antes de apertar o botão de gravar.

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Ele respeita muito o trabalho de Sanders deixando a concepção visual quase intocada, mas isso vem mais do trabalho excepcional do cinematografista Phedon Papamichael, do design de produção de Dominic Watkins e dos figurinos absolutamente magníficos de Colleen Atwood – caminhando seguramente para outra indicação ao Oscar graças aos vestidos diversos e delicados que ela apresenta ao longo do filme.

O fotógrafo ainda mantém os tons monocromáticos de outrora, tudo cinzento, reprimido e morto. Boa parte por conta dos contrastes clássicos do preto e branco, porém Troyan quebram essa chatice monocromática ao longo do filme em diversas oportunidades dando mais variação ao trabalho de Papamichael que trabalha tanto com luz dura ou soft, iluminação barroca e naturalista, cores dessaturadas com o reino de Freya e tons pulsantes cheios de vida nas cenas dedicadas ao florescimento do amor dos protagonistas. É um uso óbvio de iluminação e cor, porém como se trata de Papamichael, o resultado nada mais é do que espetacular.

Voltando a Troyan, ele aposta bastante em diversas elipses via raccords visuais. Uma técnica bem audaciosa com certeza, porém a maioria não funciona resultando em algo plasticamente feio – com exceção dos bons time lapses. Sua encenação quase nunca foge do básico e por muitas vezes também é clichê, a ação empolga pouco, um tanto medíocre e por vezes parada. Algumas ideias como um jogo de “gladiadores” até são interessantes, mas logo são podadas pelo prosseguimento do filme. Porém, outras, como uma visão a la Sherlock Holmes merecem a lata do lixo. Fora a insistência com o uso jogado de flashbacks sendo apenas dois relevantes para o espectador.

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Não falhando somente à técnica, Troyan é péssimo com os atores. Hemsworth está no automático pensando apenas no dez milhões de dólares que lucrou aqui fazendo os tipos clássicos de seu Thor. Chastain se diverte, um pouco, mas logo ela desiste de levar o filme a sério entregando uma performance aceitável. Emily Blunt consegue criar bem Freya expressando bem a dor da personagem e suas neuroses, mas ao decorrer do filme, assim como Chastain, acaba em uma atuação tão gélida quanto sua personagem.

Já o retorno também milionário de Charlize Theron é o ponto alto para acordar um pouco o espectador. Como o público parece ter gostado bastante de sua última performance, Theron aposta nas mesmas fichas, ou seja, na atuação caricata ao encarnar Ravenna. Porém, mesmo eu achando tudo muito histérico e tosco, é inegável que ela dá nova vida ao filme. Preenche a tela, envolve bastante com suas risadas malignas, poses de diva e caretas vilanescas. Algo bizarro que chega a ser paradoxal de tão ruim que se torna tão bom. Ela poderia entregar uma ótima Rita Repulsa nesse novo Power Rangers.

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O Caçador e a Rainha do Gelo é mais um desses filmes para preencher cota de lançamentos dos filmes de verão, mas isso não é justificativa para o resultado ser tão genérico e preguiçoso mesmo apresentando conceitos interessantes tanto no roteiro quanto na direção. O elenco nada inspirado falha em cativar, mas o apuro estético das áreas técnicas é exemplar. Toda a preguiça de outros setores foi compensada pelo esforço dos departamentos artísticos que só apresentam coisas belas e adequadas àquela diegese – repare no piso que forma um tabuleiro de xadrez no palácio de Freya. Uma pena imaginar que este é o primeiro e, por enquanto, único filme onde vemos algumas das maiores atrizes da atualidade contracenar juntas de modo tão frio, desprovido de paixão.

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Tags: #Charlize Theron #Chris Hemsworth #Craig Mazin #Emily Blunt #Evan Spiliotopoulos #Jessica Chastain #Nick Frost #Sam Claflin
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Matheus Fragata
Escrito por

Matheus Fragata

Editor-geral do Bastidores, formado em Cinema. Apaixonado por histórias que transformam. Contato: matheus@nosbastidores.com.br

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