Últimas
Dua Lipa processa Samsung por US$ 15 milhões após uso não autorizado de sua…O Agente Secreto vence sete categorias no Prêmio Platino e supera Ainda Estou AquiSony revela que Horizon Zero Dawn Remastered usou IA para animaçõesBillie Eilish diz que não dá para amar animais e comer carne ao mesmo…Amigo de Justin Baldoni fala sobre estado emocional do diretor após acordo com Blake…Produtor de War of the Worlds rebate críticas: ‘prefiro três semanas no topo da…Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt receberam US$ 12,5 milhões cada por O…Última entrevista de Marilyn Monroe revela visão íntima sobre fama e sexualidadeDua Lipa processa Samsung por US$ 15 milhões após uso não autorizado de sua…O Agente Secreto vence sete categorias no Prêmio Platino e supera Ainda Estou AquiSony revela que Horizon Zero Dawn Remastered usou IA para animaçõesBillie Eilish diz que não dá para amar animais e comer carne ao mesmo…Amigo de Justin Baldoni fala sobre estado emocional do diretor após acordo com Blake…Produtor de War of the Worlds rebate críticas: ‘prefiro três semanas no topo da…Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt receberam US$ 12,5 milhões cada por O…Última entrevista de Marilyn Monroe revela visão íntima sobre fama e sexualidade
Bastidores®
  • Início
  • Notícias
    • Viral
    • Cinema
    • Séries
    • Games
    • Quadrinhos
    • Famosos
    • Livros
    • Tecnologia
  • Críticas
    • Cinema
    • Games
    • TV
    • Quadrinhos
    • Livros
  • Artigos
  • Listas
  • Colunas
  • Início
  • Notícias
    • Viral
    • Cinema
    • Séries
    • Games
    • Quadrinhos
    • Famosos
    • Livros
    • Tecnologia
  • Críticas
    • Cinema
    • Games
    • TV
    • Quadrinhos
    • Livros
  • Artigos
  • Listas
  • Colunas
Publicidade
Catálogo

Crítica | Polícia Federal: A Lei é Para Todos

Entretenimento vazio.

Redação Bastidores
Redação Bastidores Redação
5 de setembro de 2017 · 6 min de leitura
Publicidade

Como todas as outras artes, o cinema também se alimenta da realidade e, por ser uma mídia narrativa, eventos reais podem inspirar os cineastas tanto quanto ideias, paisagens, canções e sentimentos. Às vezes, em razão da própria vida se encarregar de ser mais criativa que os roteiristas, algumas histórias surgem prontas para serem filmadas. Assim, era uma questão de tempo até que a famosa Operação Lava-Jato migrasse dos documentos oficiais para a tela grande. No entanto, ninguém imaginava que Polícia Federal: A Lei É Para Todos seria realizado e lançado enquanto as investigações ainda aconteciam!

Publicidade

Porém, como não há problema algum em lucrar, não nos aprofundemos nessa questão. É melhor ir direto à trama. Nesta, acompanhamos o delegado Ivan (Antonio Calloni). Chefe de uma competente equipe formada pelos policiais Julio César (Bruce Gomlevsky), Vinicius (João Baldasserini) e Bia (Flávia Alessandra), ele e os seus comandados investigam as relações de poder entre doleiros e traficantes de drogas. Mas, ao longo da investigação, o que parecia ser um simples caso de corrupção empresarial se estende às principais empreiteiras do país, chegando nos nomes das figuras mais importantes de Brasília.

Enquanto thriller político, Polícia Federal: A Lei É Para Todos é um bom filme. Marcelo Antunez, diretor acostumado a realizar comédias rasteiras, surpreende e, ao lado de sua equipe, mostra conhecer as convenções do gênero. Os letreiros usados para situar o espectador na cronologia dos eventos surge sempre de maneira precisa, a câmera, ao mesmo tempo que treme para transmitir a sensação de instabilidade, enquadra a ação com clareza, a montagem ágil de Marcelo Morais nunca deixa o ritmo se tornar irregular, a fotografia de Marcelo Brasil (o mesmo de Gostosas, Lindas e Sexies), juntamente com a direção de arte e figurino, investe em tons desprovidos de vida, mergulhando os personagens em ambientes frios, e a trilha sonora mantém a história embalada. Como os filmes de gênero ainda engatinham no país, esse nível de competência não é muito comum.

Publicidade

Os roteiristas, por sua vez, sabem que um dos atrativos da obra é a ordem dos eventos, que é disposta com muita segurança pela dupla Thomas Stavros e Gustavo Lipsztein. Desde a interceptação de caminhões transportadores de drogas até a prisão coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Ary Fontoura, que acerta ao não recriar a voz rouca), o espectador compreende perfeitamente quais foram os documentos, provas e delações que levaram os policiais de um ponto ao outro. Nesses instantes, eles apresentam os acontecimentos com precisão e até a exposição verbal e imagética (em alguns momentos, o investigador explica coisas aos outros personagens usando uma lousa) é inteiramente justificada.

Todavia, os dois também usam essa exposição para revelar o interior dos personagens, e isso acaba gerando vários instantes nos quais os policiais precisam falar sobre suas frustrações e expectativas. Com a exceção de um drama envolvendo a mãe de Júlio, nenhum sentimento é transmitido visualmente. Tudo é feito através de palavras. Quando um investigado é preso, os policiais gritam e falam sobre a felicidade de tê-lo pegado. Nos instantes em que o oposto acontece, eles xingam, amaldiçoando o país e o mundo (inclusive, há um exagero na forma como o filme e os personagens ressaltam que a corrupção é um fenômeno presente desde os primeiros anos da história brasileira). Porém, essa superficialidade no tratamento da imagem não é um fenômeno isolado.

Na abordagem temática, ela se repete. E este é o erro central de Polícia Federal: A Lei É Para Todos: se fosse um documentário informativo sobre o desenrolar da Operação Lava-Jato, as sensações do espectador seriam as mesmas. Quando pensamos em filmes similares como Todos os Homens do Presidente e Zodíaco, nos quais também há tramas investigativas, lembramos que, no primeiro, a intenção era ilustrar os pormenores da profissão jornalística, e no segundo, como a obsessão dos investigadores trouxe consequências desastrosas em suas vidas pessoais. No longa de Marcelo Antunez, a investigação se encerra em si mesma e o filme nunca olha para os lados nem se aprofunda em uma questão específica.

Publicidade

Mas seria injusto dizer que essa culpa recai somente na realização técnica dos responsáveis. Aqui, também há o problema da ausência de perspectiva histórica. A operação da Polícia Federal ainda está acontecendo. Por causa disso, não dá para mergulhar nos detalhes técnicos ou dizer como o trabalho afetou a longo prazo a vida dos envolvidos. É verdade que existirá uma sequência (tem uma cena pós-créditos anunciando o próximo filme), mas isso não é suficiente para justificar a superficialidade desta primeira produção. Do ponto de vista comercial, não há por que maldizer a opção dos realizadores de aproveitar o momento para lucrar. Já do ponto de vista histórico, esse imediatismo atrapalhou a concepção artística (embora um pouco mais de liberdade poética por parte dos roteiristas fosse bem-vinda).

Publicidade

Aliás, isso é algo que atrapalha até na nossa reação quando algumas figuras reais aparecem. Todas as vezes em que estas surgem, com um destaque para Lula, rompemos a suspensão de descrença e rimos. Isso acontece porque as imagens dessas figuras públicas estão muito frescas na nossa cabeça e qualquer tipo de caracterização soa cômica, não real. O fato de todas as atuações, em um momento ou outro, se tornaram caricatas contribui negativamente para essa sensação (as exceções são Antonio Calloni e Marcelo Serrado, os únicos que encontram o tom correto).

Ainda sobre as caracterizações, é possível que muitas pessoas vejam na forma como os personagens são retratados um tipo de inclinação política: Moro é um homem de fala mansa, professor universitário, pai de família e esposo atencioso, ao passo que Youssef, Lula e os outros são seres repulsivos. Porém, dizer que o filme é partidário é trazer uma discussão que acontece fora das telas e não algo que o próprio longa apresenta. É importante lembrar que os heróis são policiais fazendo apenas o seu trabalho. Portanto, através da subjetividade deles, fica muito claro quem são os vilões. Pode até se discutir se o longa defende um lado, mas, novamente, isso ocorre por adições feitas externamente. Em sua essência, a história é a famigerada luta de Davi contra Golias.

Leia também
Cinema

Janet Jackson briga com a família após criticar a cinebiografia de Michael Jackson

→

Dessa maneira, não há dúvidas que Polícia Federal: A Lei É Para Todos gerará polêmica. Não obstante, analisar o longa politicamente não seria condizente com a sua proposta de thriller. Acima de tudo, é necessário julgá-lo pelos seus méritos técnicos e narrativos. E eles existem, mas não em um número capaz de se sobrepor ao de defeitos.

Polícia Federal: A Leia é Para Todos (Idem, Brasil – 2017)

Publicidade

Direção: Marcelo Antunez
Roteiro: Gustavo Lipsztein, Thomas Stravos
Elenco: João Baldasserini, Flavia Alessandra, Ary Fontoura, Antonio Calloni, Marcelo Serrado
Gênero: Policial
Duração: 110 minutos.

Leia também
Games

Estúdio brasileiro ARVORE revela novo trailer do jogo em realidade virtual de The Boys

→
Tags: #Antonio Calloni #Filme #Flavia Alessandra #Lula #Marcelo Serrado #Nacional #PT
Compartilhar: Twitter Facebook WhatsApp
Redação Bastidores
Escrito por

Redação Bastidores

Perfil oficial da redação do site.

Ver todos os posts →
Carregando próxima leitura…
Publicidade
Bastidores®

Aqui a crítica acontece!

📣 Quer anunciar?

Manda um email pro Matheus: matheus@nosbastidores.com.br

  • Início
  • Notícias
  • Críticas
  • Artigos
  • Listas
© 2026 Bastidores. Todos os direitos reservados. feito com café por matheus serafim

Olá, gostaria de entrar e comer um cookie?

Usamos cookies para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdo e analisar nosso tráfego.

Política de Privacidade · Política de Cookies · Termos de Uso

Preferências de cookies

Usamos cookies para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdo e analisar nosso tráfego.