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Crítica | Trolls – Um acerto da DreamWorks


Na mitologia escandinava os trolls são seres sádicos e maldosos, além de lhes serem atribuídas várias formas. Alguns dizem que são parecidos com goblins outros parecidos com ogros. Mas não é dessa forma que são apresentados os personagens do novo lançamento da DreamWorks, Trolls.

Na animação Trolls, os personagens são seres pequeninos, bondosos, coloridos e alegres. Por serem tão felizes são caçados pelos vilões chamados de Bergens que são maus e tristes. Eles descobriram que ao comer um troll eles ficam alegres e desde então decidiram criar um dia especial chamado de “trollstício” em que os Bergens se reuniam para devorar os seres pequeninos e assim terem um dia de felicidade.

Um dia todos os trolls conseguem escapar inclusive seu rei e a princesa Poppy (Anna Kendrick). O filme dá um salto e a personagem aparece maior. Poppy junto com seu amigo Tronco (Justin Timberlake) partem para uma aventura tentando liberar seus amigos trolls de serem mortos pelos Bergens.

Os bergens são seres solitários e por isso vivem tristes, já os trolls vivem em grupo, um ajuda o outro e assim vivem seus dias cantando alegremente. O único troll que não é “alegre” e nem colorido é o personagem Tronco no qual é preto e branco por um motivo traumático que será apresentado durante a história.

Ele e Poppy são tão contrários em seu jeito de ser, mas isso acaba por unir os dois. Enquanto ele é realista e sério ela é divertida e feliz. Tronco é sozinho e só descobre a felicidade depois de conhecer e gostar de Poppy e por conseqüência volta a ser colorido.

O que dá tom a história e realmente nos deixa muito empolgados durante o filme é a trilha sonora. Composta por cantores como Justin Timberlake e Gwen Stefani e pelas atrizes Anna Kendrick e Zooey Deschanel a trilha empolga e dificilmente você não sairá do cinema sem cantar “can´t stop the feelling” ou “Move Your Feet”.

Anna Kendrick já havia cantado no filme a Escolha Perfeita (2012) e agora mais uma vez mostra que tem voz para ser cantora. Ela e Justin Timberlake além de cantarem na trilha dublaram os personagens principais na versão original.

Algumas músicas foram dubladas para a versão em português, talvez para ter maior alcance e conseguir uma melhor bilheteria. Poderiam ter deixado a versão original em algumas canções, pois Justin Timberlake e Anna Kendrick são perfeitos e os dois têm voz suficiente para prender a atenção do público.

Quanto à direção de Walt Dohrn e Mike Mitchell é competente e define desde o início o objetivo do filme. Os personagens são um acerto, mas acho que eles erram ao dar toda atenção para a personagem Poppy, os personagens secundários perderam espaço durante a produção. Já o personagem Tronco se tornou chato depois que ficou colorido.

Ele fazia o papel de zangado e do idealista que tinha certeza do grupo ser atacado a qualquer momento. Algo que lembre o mito de Cassandra em que ela sonhou com a destruição de Tróia, mas ninguém a ouviu. As cenas em que Tronco aparece são as mais engraçadas, mas depois de se tornar colorido ficou cansativo e sem sentido.

Já Os Bergens são tiranos, eles têm um rei que decide tudo por eles e uma cozinheira louca que prepara os trolls para serem devorados. Eles são tristes e solitários e por não se apaixonarem os torna mais individualistas e solitários.

A principal mensagem da produção é que a “Felicidade está em cada um de nós”, ou seja, devemos antes de tudo encontrar a alegria dentro de nós para depois encontrar a felicidade no outro. Trolls ensina que com amizade e união podemos mudar a história.

Trolls é uma produção para toda família, tanto adultos quanto crianças irão gostar do resultado final. Filme não enjoa e não cansa em nenhum momento. Conta uma história universal e é um acerto da DreamWorks no meio de tantos resultados adversos.

Trolls (Idem – EUA, 2016)

Direção: Mike Mitchell, Walt Dohrn
Roteiro:Jonathan Aibel, Glenn Berger, Erica Rivinoja
Elenco: Anna Kendrick, Justin Timberlake, Zooey Deschanel, Christopher Mintz-Plasse, Christine Baranski, Russell Brand, Gwen Stefani, John Cleese, James Corden, Jeffrey Tambor

Gênero: Animação, Aventura, Comédia

Duração: 90 min.

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Publicado por Gabriel Danius

Jornalista e cinéfilo de carteirinha amo nas horas vagas ler, jogar e assistir a jogos de futebol. Amo filmes que acrescentem algo de relevante e tragam uma mensagem interessante.

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