Documentário Tudo Pode Ser Visto e Cara de Barro disputam liderança apertada nas bilheterias dos EUA
Documentário com Elizabeth Holmes e Cara de Barro, da DC, ficam separados por US$ 200 mil num dos piores fins de semana de 2026.
Um documentário sobre uma fraudadora condenada contra um vilão de massa de modelar da DC. Foi essa a disputa que definiu o fim de semana do Halloween nos cinemas americanos, e ninguém sabe ao certo quem venceu. A A24 calcula US$ 10,6 milhões para Tudo Pode Ser Visto, documentário de Nathan Fielder sobre Elizabeth Holmes. A Warner Bros. aposta em US$ 10,4 milhões para Cara de Barro e também reivindica o primeiro lugar.
O resultado oficial só sai na segunda-feira (2), quando os números do domingo forem fechados.
Doces para o vilão, domingo para o documentário
A noite de Halloween ficou com Cara de Barro, que arrecadou US$ 4,2 milhões no sábado, contra US$ 3,58 milhões do documentário. O domingo, porém, tende a virar o jogo. A A24 projeta US$ 3,45 milhões, enquanto o filme da DC deve ficar em US$ 2,8 milhões.
Parte da confusão vem do perfil do público. Segundo relatos do mercado, Tudo Pode Ser Visto atrai sobretudo mulheres mais velhas, que costumam comprar ingressos com antecedência, o que infla as parciais por hora. Na semana passada aconteceu o mesmo, e Cara de Barro acabou vencendo. Alguns concorrentes dão vantagem de US$ 200 mil a US$ 500 mil ao filme da Warner.
Um fenômeno improvável
Que um documentário dispute a liderança com um filme de super-herói já é notícia por si só. Dirigido por Fielder, criador de O Ensaio, e Lance Oppenheim, Tudo Pode Ser Visto acompanha Elizabeth Holmes, fundadora da Theranos, nas semanas que antecederam sua prisão por fraude contra investidores. O filme virou o mais bem avaliado da história do Letterboxd e já soma US$ 63,9 milhões em três semanas nos EUA.
No Brasil, chega aos cinemas em 26 de novembro, com distribuição da Sony Pictures. Fora dos EUA, por enquanto, só está em cartaz na Turquia.
Cara de Barro, por sua vez, acumula US$ 44 milhões no mercado americano em duas semanas e lidera a bilheteria mundial do fim de semana, com US$ 22,8 milhões e total de US$ 83 milhões.
Halloween fraco para os cinemas
O balanço geral foi ruim. Todos os filmes em cartaz somaram cerca de US$ 62,2 milhões, queda de 38% em relação à semana anterior. É o terceiro pior fim de semana do ano, à frente apenas de 23 a 25 de janeiro e de 6 a 8 de fevereiro. Halloween num sábado costuma esvaziar as salas.
A Netflix também estreou The Mosquito Bowl, filme de Peter Berg sobre a Segunda Guerra Mundial, em 349 salas, com modestos US$ 455 mil. O próximo teste da plataforma nos cinemas é As Novas Desventuras de Cliff Booth, que entra em salas IMAX no feriado de Ação de Graças.
Os dez filmes mais vistos do fim de semana nos EUA, segundo as estimativas dos estúdios:
- Tudo Pode Ser Visto: US$ 10,6 milhões
- Cara de Barro: US$ 10,4 milhões
- Wildwood: US$ 7,49 milhões
- Wicker: US$ 4,1 milhões
- Street Fighter: US$ 3,2 milhões
- BTS: World Tour Arirang: US$ 2,8 milhões
- Resident Evil: US$ 2,5 milhões
- Other Mommy: US$ 2,5 milhões
- The Only Living Pickpocket in New York: US$ 1,92 milhão
- Heart of the Beast: US$ 1,61 milhão
Editor-geral do Bastidores, formado em Cinema.
Apaixonado por histórias que transformam.
Contato: matheus@nosbastidores.com.br
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