Há quem instantaneamente compartilhe do rabugento sentimento de que “continuações são desnecessárias e não deveriam existir” ou “nunca será melhor que o primeiro”, e conseguimos compreender razoavelmente bem os motivos para isso. Mas há algo de muito encantador na existência de continuações de filmes e dos motivos pelos que elas são criadas, além de quererem fazer mais dinheiro claro.

» Siga o Bastidores no Facebook , Instagram e no Twitter para saber todas as notícias sobre cinema «

E sim a forma de que continuações são uma espécie de oportunidade cinematográfica dada a uma história específica de um filme para poder crescer, expandir, se adicionar ou mudar, fazendo com que o público assista a esses personagens e ao seu mundo entrarem em diferentes ou novas formas de se contar suas histórias, seja por as engrandecer em escala ou trazer uma perspectiva diferente para estas, em uma escala mais íntima, um foque dramático ou humorado, etc. Essas são as continuações consideradas aqui nessa lista, as que conseguiram ser tudo isso e mais um pouco.

Os segundos que são melhores ou tão bons quanto os primeiros; os terceiros filmes que quebram a maldição do “o terceiro é sempre o pior”; os quartos ou quintos, etc., que provam sua existência como válida ao trazerem algo de novo e relevante para a história que fazem parte.

Mas atenção, pois estamos apenas contando aqui continuações diretas de uma história, então por exemplo filmes como Missão: Impossível em que cada trama e conflito dos filmes são independentes um do outro (isto é até o quinto filme), ou Mad Max: Estrada da Fúria que é uma de reimaginação do personagem e seu universo, e até mesmo filmes como O Despertar dos Mortos de George Romero ou Três Homens em Conflito de Sergio Leone que fazem parte de uma trilogia onde as histórias não possuem conexão apenas a temática similar, um de pós-apocalipse zumbi e o outro um Western Spaghetti estrelando Clint Eastwood sendo fodão.

Lá vamos nós para a contagem das melhores de todos os tempos:

50. Um Tira da Pesada II (1987)

Infelizmente apenas lembrado hoje como outra das várias continuações genéricas que tentam recriar o brilho do filme original e ficando completamente aquém deste. Mas o caso aqui é muito pelo contrário, seja pela direção muito mais estilosa de Tony Scott ao trazer uma Los Angeles vibrante em cores saturadas e bastante adrenalina para as cenas de ação usuais. Mas o brilho do filme está novamente no Axel Foley de Eddie Murphy, bem mais à vontade no papel e trazendo o dobro de risadas altas aqui. Pode ser um mais do mesmo mas é um ótimo e estiloso mais do mesmo.

49. Vingadores: Guerra Infinita (2018)

Não só apenas o terceiro filme marcado com o nome dos Vingadores, mas Guerra Infinita realizava o feito de entregar um capítulo integral para mais de vinte anos do universo cinematográfico da Marvel, dando continuidade à todos os filmes, todas as histórias e todos os seus personagens, culminando aqui se não sua mais perfeita aventura, sem dúvidas seu maior desafio até hoje encarnando na presença magnética de Thanos de Josh Brolin que se torna automaticamente o melhor vilão da franquia até hoje. Com certeza ainda é um filme que não escapa dos três jeitos familiares da Marvel de realizar seus filmes, mas uma decente dose de drama e uma pitada de ousadia com certeza faz desse um capítulo marcante para os heróis da Marvel até hoje.

48. Duro de Matar 3: A Vingança (1995)

Se há uma das continuações do excelentíssimo Duro de Matar que faça real jus ao seu nome e mereça estar aqui, com certeza foi essa terceira desventura do policial John McClane, agora com uma cidade inteira aos seus pés para ele salvar. Não só marcando o retorno da sempre ótima direção do mestre John McTiernan de volta à franquia, como viria trazer as memoráveis participações do parceiro acidental Zeus Carver de Samuel L. Jackson e o excelente vilão Simon Gruber de Jeremy Irons, incluindo ainda um roteiro afiadíssimo no humor negro e um clima de tensão crescente palpável e muito divertido. Pode não ser melhor que o primeiro mas faz jus às suas melhores qualidades.

47. Blade II (2002)

Enquanto no primeiro bom filme tínhamos a direção de Stephen Norrington trazendo à vida o submundo violento do personagem com a perfeita encarnação de Wesley Snipes. Mas fora com a chegada de Guillermo Del Toro que vimos o que sua criatividade poderia trazer ao personagem de Blade. Realizando uma continuação que adiciona esse tom de terror gótico muito bem mesclado com sua ação ala Matrix, sem poupar nas dosagens de violência e sem medo de mostrar sua personalidade brega tão autoconsciente. Fazendo do segundo subestimado capítulo de Blade não só mais uma típica continuação de filme de super-heróis de quadrinhos, mas uma que entende o seu personagem título e seu universo ao expandir tudo de melhor do primeiro filme em um novo nível.

46. Os Mil Olhos do Dr. Mabuse (1960)

Fritz Lang não partiria do cinema sem que findasse a sua clássica saga do Dr. Mabuse da melhor forma possível. Talvez pouco lembrado (ou apreciado) como seu antecessor O Testamento do Dr. Mabuse, mas nesse terceiro filme Lang colocando sua história no palco da Alemanha pós guerra eleva muito a perpetuação da figura icônica do seu personagem título como uma força do mal com um testamento à ser seguido por gerações. Ainda com um enredo que já prenunciava toda a rede de vigilância moderna, profetizando a invasão de privacidade e reality shows. Um encerramento de carreira com chave de ouro e um filme que honra o legado do filme original e de seu diretor.

45. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012)

Raros são os terceiros filmes de franquias de super-heróis que realmente chegam à uma conclusão digna da história iniciada com seus prévios filmes. E por mais que vários discordem, o terceiro capítulo da trilogia Batman de Christopher Nolan foi uma conclusão épica para a heróica história de Bruce Wayne e o seu símbolo de justiça denominado Batman. Tanto pela recompensadora finalização dramática para o protagonista e os ótimos personagens à sua volta, como conseguiu entregar um excelente vilão com o Bane de Tom Hardy que pouco deve ao Coringa de Heath Ledger, como também o filme do Batman de maior escala e sensação épica até hoje.

44. Beijos Proibidos (1968)

Sim até François Truffaut pôs suas mãos em fazer continuações, e no que diz respeito à triste e bela saga do seu icônico personagem alter-ego Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud) iniciada com Os Incompreendidos, Beijos Proibidos talvez seja a melhor das ótimas continuações que Truffaut faria para o personagem. Abandonando o tom mais trágico e dramático dos filmes antecessores, Truffaut faz do filme não só uma contínua visão de uma vida em crescimento cheio de suas inevitáveis atribulações tão reais, ao mesmo tempo que adota uma visão mais humorada e pura ao explorar temas de amor e afeto em um ponto da vida de Antoine que ele os encontra. Ao mesmo tempo que é um filme que mistura essa vibe de comédia romântica com um surpreendente e divertidíssimo filme de detetive. Uma continuação das mais peculiares, mas tão fiel à história de seu personagem.

43. T2 Trainspotting (2017)

Uma continuação que chegou vinte anos atrasada e é discutível se era uma que realmente precisava ser feita. Mas graças tanto à paixão de seu diretor Danny Boyle, seu roteirista John Hodge e o seu excelentíssimo elenco, fazendo todos o seu melhor para mostrar o quanto seu segundo Trainspotting é uma válida adição à história do original. Não por simplesmente apelar à fácil nostalgia barata, mas sim trazer ao público e aos seus personagens o cenário da dura realidade em que vivem, e uma reflexão tão real e emocionante sobre os efeitos do passado em nosso presente. Pode não ter tido o mesmo impacto pop cultural que o filme original teve, mas é uma continuação que honra e entrega muito coração à história lá iniciada.

42. Hellboy II: O Exército Dourado (2008)

Se o primeiro filme conseguiu ser um thriller de ação e aventura com uma forte vibe Lovecraftiana e um tom gótico que capturou a essência do seu material fonte. Foi aqui em sua ótima continuação que Guillermo Del Toro transformou Hellboy em um filme completamente de sua autoria, ao expandir o universo pré-estabelecido do primeiro filme em novos territórios de fantasia gótica onde seu diretor pode exercitar sua criatividade fabulosa de criação de mundo e suas diversas criaturas, ao mesmo tempo em que se mantém completamente fiel à essência de seu protagonista com um ainda mais brilhante Ron Pearlman no papel do demônio do bem. Outro exemplo de uma continuação que supera e eleva tudo que o primeiro filme fizera.

41. Shrek 2 (2004)

Há quem diga que o brilho que o primeiro Shrek realizou para conquistar tantos fãs nunca poderia ser repetido ou replicado. Eis que chega uma continuação que poderia facilmente ter sido um copy cola genérico, mas na verdade é um filme que expande o espírito de fantasia desconstrutiva do primeiro filme por novos caminhos criativos e hilários. Seja algumas das distorções de expectativas como o fator do reino mágico “tão tão distante”, a jornada de amor verdadeiro às avessas do protagonista ou a incrível vilã principal sendo a fada madrinha de Jennifer Saunders. Shrek 2 continuou distorcendo o conto de fadas pra toda família em todo seu louvor politicamente incorreto, e continuou a conquistar com seu charme espalhafatoso e coração puro e único. Simplesmente impagável!

40. Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017)

Se há uma continuação dentro do Universo Cinematográfico da Marvel que não só consegue se elevar além de sua conexão com vinte outros filmes do mesmo universo, como também se torna um filme de identidade própria, e por consequência, bem mais memorável. Seja pela forma com que James Gunn desvie dos percursos pirotécnicos e familiares de fazer um filme apenas maior com tudo de melhor do primeiro filme, e ao invés disso realiza uma aventura espacial totalmente despirocada, mas com um foque muito mais íntimo e pessoal para cada um dos seus ricos personagens e o drama íntimo que cada um carrega aqui por percursos surpreendentemente emocionantes. Mesmo que consiga também redobrar a lábia do seu humor assim como a inventividade de sua ação. Uma continuação digna e que merecia muito mais valorização do que um Soldado Invernal ou Guerra Civil.

39. Antes do Pôr-do-Sol (2004)

Uma daquelas continuações que fazem parecer ser uma parte contínua do primeiro filme quase os fazendo parecer serem o mesmo filme, não só por causa do estilo de escrita e direção de Richard Linklater, mas pela forma tão humana e verdadeira com que ele conta a história de Jesse e Celine que segue uma progressão tão natural aqui em seu segundo capítulo. Se enquanto Antes do Amanhecer vimos um casal jovem acendendo uma paixão flamejante, Antes do Pôr-do-Sol mostra o mesmo casal de jovens agora se reencontrando em sua fase adulta, com todas as dúvidas e questionamentos que a idade e sua vivência os traz e como isso se reflete no sentimento que ainda ali existe, ou não. Seja graças ao seu excelente diretor ou à icônica dupla de Ethan Hawke e Julie Delpy que fazem dessa continuação um companheiro digno do primeiro filme.

38. De Volta para o Futuro Parte II (1989)

Outra continuação que faz parecer ser uma parte à mais do último filme, nesse caso aqui quase que literalmente, e mesmo que não possua do mesmo brilho narrativo que o primeiro filme teve, Robert Zemeckis e seu roteirista Bob Gale trazem alguns dos elementos mais inventivos e inteligentes de toda a trilogia e que nada deve aos conceitos ou a extrema diversão do primeiro filme. Seja pela inventividade com que desenvolve seus novos temas futuristas que passam pela linha do caricato, mas sem perder seu charme especial, quanto na forma genial que revisita os eventos do primeiro filme como forma de por detrás dos bastidores e deixa um imprevisível futuro em aberto para sua intensa aventura de forma engajadora. Não melhor, mas talvez ainda mais divertido que o seu primeiro filme.

37. Rocky Balboa (2006)

Bem antes de Creed de Ryan Coogler se tornar o filme que trouxe nova vida para a franquia Rocky, Sylvester Stallone retornava ao seu clássico personagem para mostrar que ambos ele e Rocky tinham uma última história para contar e um legado à se provar. Se por um lado vemos o icônico protagonista em sua velha idade buscando fazer pazes com seu passado e o reflexo de sonhos estilhaçados no seu presente de forma altamente dramática e envolvente; do outro vemos um ator e diretor mostrando exatamente seu hábil talento de comandar essa história e extrair dela o seu melhor que comprovava o quanto a história de Rocky seria eternamente inspiradora e capaz de entregar um ótimo filme que faz jus ao seu legado.

36. Planeta dos Macacos: A Guerra (2017)

Desde sua nova retomada da franquia, agora seguindo a história do símio César desde o primeiro ótimo filme de Rupert Wyatt, foram com as duas subsequentes continuações comandadas por Matt Reeves que essa nova etapa da história de Planeta dos Macacos no cinema mostrou sua verdadeira força não só como blockbusters acima da média, mas como ótimo cinema. Principalmente aqui em seu terceiro filme que trazia não só uma conclusão mais do que satisfatória para a jornada de seu excelente protagonista com outra das icônicas performances de Andy Serkis, mas um blockbuster sem medo de ter seu foco principal ser em uma jornada sombriamente dramática de seus personagens, ao mesmo tempo em que evoca clássicos elementos do género épico e do Western em toda sua estrutura quase dando um fim de epopeia à história. Uma das melhores finalizações de trilogia de todos os tempos!

35. Superman II: The Richard Donner Cut (1980 – 2006)

Pode ser a versão da continuação que chegou anos atrasado, mas é a versão e a continuação que o primeiro clássico de Richard Donner tanto merecia. Onde ao contrário de um filme que se perdia entre boas e más idéias, e com momentos esticados de humor escrachado completamente sem nexo; temos aqui na versão originalmente idealizada por Donner um companheiro espiritual e digno do tom e história do primeiro filme em todos os sentidos. Seja em sua complexa e dramática jornada do herói rumo aos seus conflitos mais ínfimos como ser humano, como também um filme de aura encantadora e que move tanto sua ação quanto sua história com leveza e poesia. Tirando um final tanto sem nexo quanto da versão original, tem se aqui uma continuação tão boa quanto o insuperável clássico.

34. Pânico 2 (1997)

Uma daquelas continuações que constantemente é debatida pelos fãs sobre ser melhor ou não que o seu primeiro filme. O fato é que graças a sempre presente maestria de Wes Craven e um roteiro ainda mais afiadíssimo em seu humor metalinguístico de Kevin Williamson garantem que Pânico 2, mesmo não tendo o fator surpresa do filme original, mantém sua lábia voraz apontada para o gênero e ainda fazendo o melhor em extrair o melhor que há nele, tanto seja de forma completamente aterrorizante ou absurdamente hilária. Muitas outras continuações sonhariam em ter o mesmo nível de esperteza que essa.

33. Toy Story 3 (2010)

De tantas continuações da Pixar que mostravam ser aparentemente (e completamente) desnecessárias, Toy Story 3 foi com certeza a que mais ninguém incluindo os fãs pediram pra existir, e que a todos conquistou de forma instantânea. Solidificando o que se tornaria uma das melhores trilogias de todos os tempos ao trazer o que seria, até então, uma última aventura para Woody, Buzz e o resto da turma ao enfrentarem o seu maior desafio até então, a despedida do passado com Andy. Extremamente divertido ao mesmo tempo em que é igualmente emocionante, uma saga não poderia pedir por um final melhor.

32. Rocky II – A Revanche (1979)

Outra das continuações que servem como uma segunda parte do seu primeiro filme, e que até abre constantemente a discussão sobre ser um filme melhor. Se o primeiro Rocky de John G. Avildsen retratou uma luta contra todas as adversidades da vida para realizar um sonho, sua continuação agora comandada pelo próprio Stallone trazia a vitória e a recompensação por todos os esforços cometidos. Um filme mais “positivo” e “comercial”, mas tão inspirador e emocionante, se não mais, que seu imbatível clássico e que teve aqui uma imbatível continuação.

31. A Cor do Dinheiro (1986)

Muitos anos antes de continuações de velhos clássicos terem virado uma moda atual, Martin Scorsese vinha surpreender ao realizar uma inesperada continuação de um de seus filmes favoritos, Desafio à Corrupção de Robert Rossen, um de seus filmes de cabeceira. Que trazia à Eddie Felson, novamente encarnado brilhantemente por Paul Newman na performance que lhe rendeu um Oscar, não só uma reflexão dramática de seus trunfos do passado, mas uma luta em tentar reconquistar aos mesmos no presente ao contracenar com Tom Cruise e seu carismático e petulante Vincent Lauria. Não é um filme que reconquista o espírito libertário e jovial do filme original, mas que é feito com tanta paixão e carinho por Scorsese que com certeza chega perto disso, o bastante para o fazer um digno sucessor.

30. Star Trek IV – A Volta para Casa (1986)

Com certeza o filme mais aparte e despretensioso da franquia Star Trek até então, mas não menos divertido, excitante ou brilhante quanto seus antecessores. Contando com a direção do próprio Spock, o comando de Leonard Nimoy não só se mostra eficiente em trazer uma nova aventura de trama intrigante, e até bizarra, para a nave da Enterprise, como também trazia um tom de humor muito pontual e constantemente hilário ao ponto de fazer um dos filmes de Star Trek mais gostosos de se assistir. Pode não ter o mesmo impacto que filmes como A Ira de Khan ou o espetáculo épico como A Terra Desconhecida, mas foi uma continuação que manteve o espírito da franquia mais vivo e chamativo do que nunca.

29. Antes da Meia-Noite (2013)

Parece que o trio formado por seu diretor Richard Linklater e suas duas estrelas Ethan Hawke e Julie Delpy, ainda tinham mais um capítulo na manga para a história tão longa de Jesse e Celine, e que prometia aqui ser a sua mais dramática até então. Onde após dois filmes em que o público via ambos enfrentando certas adversidades para poder ficar juntos em seu amor mútuo, eis que Antes da Meia-Noite mostra finalmente os personagens após anos de casados juntos, e enfrentando uma crise existencial conjugal tão trágica e real como é de verdade na vida. Não é um filme que termina com uma fagulha de esperança como os antecessores, e sim um que traz um retrato bem mais realista e até cínico para a história do casal, mas sem esquecer dos calorosos sentimentos que o público tem por eles.

Gremlins 2: A Nova Geração (1990)

Já ouviam falar daquelas continuações que se afastam quase que por completo de tudo que o primeiro filme era e cria algo quase complemente novo? Gremlins 2 com certeza é um dos melhores exemplos disso. Se distanciando completamente do tom Natalino sádico do primeiro filme e mergulhando de cabeça em uma comédia de humor negro e extremamente satírica sobre a mídia sensacionalista, fazendo dos Gremlins outrora uma temível e assustadora manifestação, agora se tornando uma infestação das mais caricatas e hilárias de todos os tempos. O que raio isso tem haver com o primeiro filme? Não se faz ideia, até parece que os Gremlins despertaram, se manifestaram até usurparem a cadeira de direção e fazerem aqui o próprio filme deles. Faz sentido!

O Ultimato Bourne (2007)

Se nenhum filme da franquia até então havia convencido a maioria do público que Jason Bourne era um nome para se prestar atenção e respeito, com certeza foi em seu terceiro e definitivo capítulo que o diretor Paul Greengrass e ator Matt Damon não só traziam a jornada de três filmes do personagem para um excitante e recompensador desenlace, como também realizava um dos melhores thrillers de ação dos últimos anos. Com ação que desafiava os limites de adrenalina, e com inesperadas reviravoltas que apareciam à cada esquina que só intensificam toda a experiência. Uma das mais ótimas continuações e das mais satisfatórias conclusões para uma trilogia.

Batman: O Retorno (1992)

Depois de uma versão mais sombria e que seguia os moldes de um filme de crime como foi o primeiro Batman de Tim Burton, o que poderia se esperar de uma continuação? Um filme do diretor é claro! E é literalmente isso que temos aqui, um filme de Tim Burton que tem o Batman como coadjuvante de luxo. Mas isso está longe de soar como algo negativo quando vemos em execução um puro blockbuster de super-herói feito com todos os traços góticos de seu diretor. Onde as icônicas encarnações de Danny DeVito como o Pinguim e Michelle Pfeiffer como A Mulher Gato roubam todos os holofotes e que fazem de Batman: O Retorno não só um divertidíssimo filme do Batman como também uma tragicomédia Natalina perfeita. Como não amar essa continuação?

O Novo Pesadelo: O Retorno de Freddy Krueger (1994)

Após anos de uma franquia que ingressou em sua fórmula de slasher surrealista, que nunca conseguiu realmente voltar a capturar o mesmo brilho do filme original, eis que o seu diretor Wes Craven retornava a franquia com um novo (literalmente) Hora do Pesadelo que renovava a história de todos os filmes em um percurso narrativo completamente inesperado e inovador, e que já servia como um prelúdio satírico para o que viria a se tornar os seus filmes da série Pânico. Trazendo Freddy Krueger, o próprio Robert Englund e Heather Langenkamp que interpretava a Nancy para nossa realidade, com cada um interpretando à si mesmo aqui. Mas não deixando de ser um verdadeiro conto macabro em sua história de terror psicólogo, ao mesmo tempo em que é um comentário mordaz ao desgaste da franquia, e uma continuação que valida todos os seus antecessores e honra toda sua história até aqui.

X-Men 2 (2003)

Lembrado por muitos até hoje como um marco do gênero de super-heróis, e merecidamente, X-Men 2 de Bryan Singer trazia não só um digno sucessor para o abridor de portas do gênero que foi o primeiro filme, como também talvez o definitivo filme até hoje à mostrar os X-Men em toda sua glória. Seja nas excelentes cenas de ação que demonstra a imensa variedade de poderes de cada um dos personagens com imensa criatividade, como também constrói em sua história quase fúnebre inteligentes alegorias sociais de preconceito e exclusão que honram as temáticas sócio-políticas das origens de seus quadrinhos. Poucas são as continuações do gênero que conseguem ser tão boas quanto X-Men 2 foi.

Uma Noite Alucinante 2 (1987)

Para muitos um remake aprimorado e melhor orçamentado do filme original, mas ao mesmo tempo em que refaz pedaços inesquecíveis do filme original, consegue prosseguir com a tragicômica jornada de Ash contra as forças do mal o cercando por todos os lados em um filme que traz o dobro dos sustos tenebrosos como também aumenta a dose de risadas. Sem dúvidas é um mais do mesmo, mas é um mais do mesmo não só muito bem realizado como também promete levar seus personagens por desafios inesperados.

De Volta para o Futuro Parte III (1990)

Enquanto seu segundo filme explorava e elevara a faceta de ficção científica do primeiro filme para um novo patamar de criatividade, eles conseguiram fazer o mesmo e ainda melhor aqui em seu terceiro filme. Com Robert Zemeckis e Bob Gale fazendo uma transfusão de gêneros entre o sci-fi e o Western de forma perfeita, onde ao contrário do clima de corrida contra o tempo do segundo filme, voltam ao tom de encantamento, aventura e exploração do filme original agora em um set de velho Oeste, recheado das mais diversas referências visuais e características, junto de todo o humor e diversão que todos os filmes souberam entregar em perfeita medida. Por muito pouco esse excelente terceiro filme não entra no páreo de discussão sobre ser tão perfeito quanto ou melhor que o primeiro filme, mas com certeza é um digno sucessor para ele.

Máquina Mortífera 2 (1989)

E pensar que muitas continuações lutam para recriar o brilho de seu filme predecessor, enquanto Máquina Mortífera 2 o faz com tanta aparente leveza e facilidade. Não só por levar a dupla de Martin Riggs e Roger Murtaugh em uma nova trama relativamente mais sombria e letal para os personagens, como também consegue intensificar sua alta dose de diversão catártica graças à sempre eletrizante direção de Richard Donner e ao carisma e química magnéticos de sua icônica dupla formada por Mel Gibson e Donald Glover. Uma continuação que forma um casal perfeito de qualidade com o primeiro filme sem dever em nada e só melhorar.

Toy Story 2 (1999)

Em uma época onde já era se considerado difícil fazer uma continuação superior a de um filme consagrado, e especialmente impossível fazer uma continuação sequer boa de uma animação, mas eis que John Lasseter vinha provar o contrário com total exuberância. Fazendo de Toy Story 2 se não melhor, um filme tão excelente e marcante quanto seu predecessor, ao mesmo tempo em que amplia em escala e diversidade o universo dos personagens, e intensifica o que podia se esperar de seu humor sempre pontual assim como seu drama que soca forte nas reflexões existenciais novamente trazidas do primeiro filme. É difícil pedir por continuações tão boas assim.

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (2004)

Entre os sete filmes que prosseguiram com a saga de Harry Potter iniciada com A Pedra Filosofal, com certeza foi Prisioneiro de Azkaban que se destacou como um filme que levava seu personagem e história um degrau acima do que simplesmente ser mais um capítulo de franquia, e sim um pedaço de história muito bem contada. Que não só redefinia a franquia de filmes que até então seguiam uma estrutura de filmes mirados para um público infanto-juvenil, e a transformava aqui em uma narrativa que levava seu personagem e seu universo à sério, assim como seus conflitos íntimos e com um forte cunho dramático sendo revelado. Sem claro de deixar de ser um filme de fantasia encantador, divertido e dirigido com a total maestria de Alfonso Cuaron. A continuação que fez as outras tentarem conjurar a mesma magia que o fez ser o que é mas nunca conseguiram.

Creed (2015)

Quando vivíamos em uma atualidade que via a franquia Rocky como inspiradoras obras de entretenimento nostálgico do passado, eis que chegava Ryan Coogler carregando uma idéia e promessa de ressuscitar o legado dos filmes de Sylvester Stallone para o público de hoje, e cumpriu cada uma dessas palavras. Não só Creed faz sentir como sendo uma progressão natural dos filmes de Rocky Balboa como inicia junto uma promissora história com o jovem Adonis Creed. Trazendo tanto o melhor do talento de sobra de Michael B. Jordan como também lembra ao mundo o porquê Sylvester Stallone é um excelente ator que merece respeito e admiração, fazendo aqui talvez sua melhor performance como o icônico personagem. Todos fazendo de Creed sim um familiar e excitante filme de box, mas que, assim como os melhores filmes do Rocky, algo muito maior e emocionante do que simples troca de socos por diversão, mas sim uma luta por superação capaz ainda de inspirar à muitos.

Star Wars: O Despertar da Força (2015)

Considerado por muitos como talvez o filme mais aguardado e antecipado de todos os tempos desde o seu anúncio, o diretor J.J Abrams carregava consigo uma imensa responsabilidade de não só corresponder à expectativas insupríveis dos fãs, como também trazer o ar clássico de Star Wars para o público atual. E por mais que repita diversos elementos familiares, traz consigo uma vitalidade invejável, tanto graças à novos personagens muito promissores, traz nova luz para os personagens veteranos em talvez suas melhores performances em seus icônicos personagens, e a direção inspirada de seu diretor que mostra amar e idolatrar esse universo, trazendo nova e infinita vida à galáxia tão tão distante.

Mad Max 2: A Caçada Continua (1981)

Se o primeiro Mad Max de George Miller se categorizava como sendo um muito eficiente filme de vingança recheado de uma vibe de filme B exploitation, em A Caçada Continua ele consegue trazer toda essa mesma vibe e adapta-la em um cenário neo Western e pós-apocalíptico de forma dez vezes mais eficiente. Que cimentava para todo o sempre a icônica imagem de Mad Max como sendo o definitivo retrato de um futuro desolado dominado pela barbárie, onde os inocentes de um lado tentam sobreviver à selvageria que reina no coração dos lunáticos, e no meio disso temos Max Rockatansky e seu alado V8 para fazer justiça em um mundo onde ela deixou de existir. Estrada da Fúria hoje pode ser o filme de Mad Max favorito de toda gente, mas deve tudo e muito ao que essa fantástica continuação fizera primeiro.

Fragmentado (2017)

Já não deve ser mais nenhum segredo por agora de qual história o ótimo Fragmentado de M. Night Shyamalan continua e costura com a sua própria ótima história através de sua inesperada reviravolta final. Não só prometendo uma ambiciosa continuidade à história de seres especiais iniciada em Corpo Fechado, como também ampliando o seu universo em novos limites e caminhos imprevisíveis, cheios de promissoras oportunidades a explorar. E depois de entregar uma performance icônica como a de James McAvoy com suas múltiplas personalidades, só deixa o público no final aguçado para ver aonde mais esse universo e personagens podem ir.

Logan (2017)

Com certeza para muitos o definitivo ‘filme solo’ do personagem, o que com certeza é, mas a grandeza de Logan de James Mangold provém muito do fato da continuidade que ele dá à história do Wolverine iniciada anos atrás nos filmes X-Men, e que aqui encontrava um desenlace que não só se provara como o melhor filme a sair da franquia, como também elevar o legado do personagem e de Hugh Jackman que sempre o encarnou com devida perfeição. Fazendo-o aqui em um filme que demonstrava uma retratação suja, quebrada e violentada do personagem e do mundo em sua volta que o atormenta, assim como os seus poderes. Um filme e continuação que redefinem o ídolo que seu icônico personagem se tornou e o apresenta em uma realidade muito próximo à nossa, e por ventura, muito mais emocionante do que nunca.

O Poderoso Chefão III (1990)

A infeliz ovelha negra que por anos ainda carrega críticas negativas nas costas. Mas tirando o fato de que é sim um filme que passa longe do brilhantismo dos dois primeiros filmes, Poderoso Chefão III ainda se prova como sendo um filme mais do que ótimo e acima da média em sua realização. Que não só trazia uma conclusão digníssima para a história da família Corleone no cinema, levando Michael Corleone em seu impasse definitivo e um dos melhores momentos de atuação da carreira de Al Pacino. Como também vinha a se solidificar aqui como sendo uma das melhores trilogias de todos os tempos em um epitáfio digníssimo.

noiva de frankenstein 1935

A Noiva de Frankenstein (1935)

Quem disse que Frankenstein só teve um filme icônico no cinema com certeza passa um papel de ignorante frente a excelente continuação que James Whale realiza aqui para o seu eterno clássico. Que não só partilha do mesmo brilhantismo criativo que seu primeiro filme levava, como também apresentava novas nuances dramáticas para a história da criatura e seu criador, e ouso dizer de forma não só muito mais emocionalmente envolvente como ainda mais trágica, onde nem o amor seria capaz de vencer o medo. Vocês pediram continuação mais pesada e sombria? Sabem onde encontrar.

Star Trek II: A Ira de Khan (1982)

Após um primeiro filme que por um bom tempo afastou a ideia na mente de qualquer pessoa de que Star Trek sequer poderia funcionar no cinema, mas eis que o diretor Nicholas Meyer vinha consolidar o contrário disso ao fazer uma continuação que, ao mesmo tempo em que mudava estabelecidos paradigmas do que se poderia esperar de um filme de Star Trek. Realizando uma continuação que, não só melhorava em número e grau tudo do seu primeiro filme foi, como também eleva o seu tom de aventura que, para além de se levar à sério sem deixar de soar inteligente e intrigante em narrativa, consegue construir tanto um enervante (e  divertido) sentimento de tensão, como também é igualmente metódico e dramático na criação do perigo palpável que a tripulação da Enterprise está enfrentando representado no formidável vilão Khan de Ricardo Montalban que para sempre marcou a franquia.

Indiana Jones e a Última Cruzada (1989)

Para quem já chegou a dizer que Indiana Jones nunca teve uma continuação sequer boa ou à altura de Caçadores da Arca Perdida, eis que Steven Spielberg não deixou as injustas más críticas de Templo da Perdição afetarem a imagem do icônico personagem ao entregar aqui talvez sua mais divertida aventura. Onde ao mesmo tempo em que improva vários dos melhores elementos dos filmes anteriores com ação ainda mais inventiva e eletrizante, como também descascava o lado mais humano de seu personagem ao sutilmente explorar suas origens e interagir com seu pai Dr. Henry Jones, com Harrison Ford e Sean Connery formando uma das melhores duplas de todos os tempos em perfeita química. Impossível ter um filme do personagem que te faça abrir um sorriso enorme do início ao fim como esse faz.

O Testamento do Dr. Mabuse (1933)

Se enquanto no primeiro grande filme do personagem, Fritz Lang criava um pilar dos filmes policiais Noir, é aqui em sua fantástica continuação que ele criava em Dr. Mabuse a figura de um mal em ascensão. Não sendo apenas um excelentíssimo thriller policial, mas também um drama de cunho existencial e social em sua narrativa que obviamente salienta uma denúncia anti-nazista. Onde o mal criminoso encarnado em seu personagem título, é visto quase como uma força de influência de movimento organizacional e que origina o terrorismo anárquico que viria a inspirar tantos outros filmes e personagens do gênero. Uma continuação que torna sua história em um monumento!

Blade Runner 2049 (2017)

Se apontassem um clássico popular que nunca deveria ter uma continuação, um deles com certeza seria Blade Runner – O Caçador de Andróides de Ridley Scott. Mas eis que o próprio Scott confiou ao talentosíssimo Denis Villeneuve à continuar essa grande história para uma nova geração. Não só fazendo de 2049 uma continuação que honra tudo que o filme original foi, como consegue fazer o feito de expandir seus temas existenciais através de novos e riquíssimos personagens como K de Ryan Gosling, assim como seu universo distópico capturado com uma imensitude épica e imersão palpável. Não é nada cedo para classificar esta como uma das mais bravas e melhores continuações de todos os tempos.

marvel cancelados

Homem-Aranha 2 (2004)

Impressionante como quando tentam citar as melhores continuações de filmes de super-heróis a maioria hoje em dia ou limitam a resposta para O Cavaleiro das Trevas ou Capitão América: O Soldado Invernal, e parecem esquecer ou ignorar do enorme prestígio colocado por Sam Raimi em seu Homem Aranha 2. Sem um espetáculo de exibicionismo do tipo “maior e melhor”, mas fazendo um sucessor do primeiro filme que acerta em todas as notas em que almeja, seja a jornada íntima do herói em conflito, um vilão como Dr. Octopus de Alfred Molina que tememos mas criamos simpatia, o conflito amoroso que dói emocionalmente mas que torcemos para dar certo, as cenas de ação espetaculares e uma mistura perfeita de humor hilário e drama realista mas sem perder sua personalidade dos quadrinhos. Ou seja, a perfeita continuação em todos os detalhes e que todas gostariam de ser metade do que esta é.

O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991)

Quem diria que o filme de ação sci-fi carregado de uma vibe de filme de slasher poderia ter como continuação talvez o mais épico filme de ação de todos os tempos? Bem, é exatamente isso que James Cameron almejou e conseguiu realizar de ponta a ponta na continuação de seu clássico Exterminador do Futuro bem aqui. Onde quando parecia ameaçar repetir todos elementos e trama do seu primeiro filme, Cameron subverte todas as expectativas e cria um filme de alma própria e que expande todo o universo e mitologia do seu primeiro filme para o seu definitivo estado clássico no cinema. Basta saber que quando um filme que é basicamente uma perseguição contra o tempo do início ao fim, onde quase ninguém morre e que te faz lembrar para sempre da frase “Hasta la vista baby”, você realmente deve reconhecer o nível dessa obra-prima para sempre eternalizada.

Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008)

Quando falamos aqui de melhores continuações de filme de super-heróis, não podemos negar um fato irrefutável que é o grandessíssimo filme que é O Cavaleiro das Trevas. Além de ser sem dúvidas o melhor filme do personagem no cinema e com a melhor encarnação de seu arqui-inimigo na performance icônica de Heath Ledger que tornou o Coringa, pela segunda vez, um dos melhores vilões de todos os tempos. Mas foi também o filme que mostrou como o gênero poderia ser uma porta aberta para vários outros: um drama policial, um thriller ala Michael Mann, a velha história do bem contra o mal com cargas de nuances complexas. Batman Begins foi um ótimo reinício para o personagem no cinema, mas O Cavaleiro das Trevas foi o filme que o levou para um nível à ser levado a sério e respeitado como um grande filme.

Aliens: O Resgate (1986)

James Cameron já deve ter conquistado por agora a fama de ser um grande diretor de continuações já que foi o responsável por duas das melhores de todos os tempos, e eis que ele aqui fazia a primeira. Há quem critique Aliens por ser um filme que não tem completamente nada haver com seu grande original, mas exatamente isso faz parte do seu brilho. Não só por expandir o universo introduzido no primeiro filme em uma nova escala de imersão, como também ter uma identidade própria ao tornar a jornada de sobrevivência de Ripley em um verdadeiro filme de ação brucutu, que não abandona nem um pouco o tom de terror e perigo iminente do primeiro filme, só o implementa para construir algo não melhor, mas tão grandioso e excitante quanto.

referências star wars os últimos jedi

Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca (1980)

Como poderia não estar aqui não é mesmo? Se citamos aqui que O Cavaleiro das Trevas foi o filme que mostrou como o gênero de super-heróis poderia ser levado a sério como cinema, George Lucas e o diretor Irvin Kershner fizeram com O Império Contra Ataca um filme que quebrava todas as expectativas do que poderia se esperar de um filme de Star Wars. Que havia se iniciado como uma aventura ala Flash Gordon misturando ficção científica com fantasia, e agora mostrava ser tudo isso e mais um filme com uma narrativa que queria construir nuances em seus personagens e ambiguidades em suas ações. Um filme que mantém todo o seu nível de diversão garantido em um ritmo eletrizante como se fosse um terceiro ato de um filme durante duas horas de duração, sem deixar de construir sua história com a maior reviravolta de todos os tempos e o garantido impacto emocional com seus personagens e público. Ninguém nunca conseguiu recapturar o que fez essa continuação tão impactante.

O Senhor dos Anéis: As Duas Torres (2002) e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (2003)

Pode ser trapaça fazer isso, mas é impossível não contar a trilogia de Peter Jackson como sendo um só filme épico dividido em três partes igualmente excelentes. Por essa lógica, não podemos separar As Duas Torres e O Retorno do Rei pois conseguiriam ser duas perfeitas continuações para a jornada do Anel e da luta pela Terra Média. Com Duas Torres fazendo o papel do capítulo intermediário ao mostrar a imensa escala do desafio que seus heróis terão que enfrentar e a esperança de vitória que lutam para manter. Enquanto O Retorno do Rei trazia uma conclusão estrondosa, épica e emocionante para toda a aventura e luta que seus inesquecíveis personagens enfrentaram até então. Como podem ver, não podemos separar duas continuações que se complementam e são individualmente perfeitas para continuar e concluir sua grande história.

O Poderoso Chefão II (1974)

Não poderia mesmo ser outro. Afinal estamos falando aqui da continuação de um dos melhores filmes de todos os tempos, que não só consegue ser tão grandiosa quanto se não melhor que seu já insuperável clássico. Seja pela direção apaixonada de Francis Ford Coppola, pelo exímio roteiro dele e Mario Puzo, pelo elenco ainda mais afiado e exalando perfeição, tudo isso e mais só servem para beneficiar a grandiosidade de filme que O Poderoso Chefão Parte II é. Que, assim como o primeiro filme, vai muito além do que um simples drama que “glorifica a máfia”, e sim uma épica jornada de uma família envolvidos em um mundo sem salvação ou redenção filmado como se fosse um documentário registro de sua época. Não há outra palavra se não perfeito e o que poucas ou nenhuma continuação conseguiu ser, verdadeiramente maior e genuinamente melhor.

Deixamos alguma das suas continuações favoritas de fora? Não deixe de nos dizer qual.

Comente!