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Lista | Os 10 Melhores vilões da franquia 007

Quem é Blofeld na fila do pão?!

Com Sem Tempo Para Morrer finalmente chegando, e onde finalmente veremos para além do retorno do querido James Bond última vez interpretado por Daniel Craig, teremos também Rami Malek como o suposto Lyutsifer Safin, outro misterioso vilão que aparenta ser conectado de forma profunda com Bond e com aqueles que ama, e que promete ser mais sua nova ameaça. Agora, basta ver se ele vai realmente entregar algo capaz de colocá-lo junto ao panteão de alguns dos melhores vilões, não só da franquia 007 mas do próprio cinema. Até lá, vamos relembrar aqui algumas dessas personalidades e as que melhor assumiram os grandes antagonistas que o agente Britânico já cruzou em seu caminho através de décadas inteiras.

Blofeld – Com 007 Só Se Vive Duas Vezes

Dono de um dos momentos mais memoráveis de toda a franquia, quando Bond encontra seu nêmesis Blofeld, cara a cara pela primeira vez, com a expressão instantaneamente icônica do clássico vilão de cicatriz assustadora, e voz de um maníaco controlado, o gênio do mal por detrás da mãozinha fazendo carinho em um gato branco. Entregue gloriosamente por Donald Pleasence que vende o visual definitivo do grande arqui-vilão da vida de Bond, mesmo que seja por um breve momento que nunca foi tão bem aproveitado pela promessa que fez aqui.

Max Zorin – 007 – Na Mira dos Assassinos

Além do fato de termos aqui Christopher Walken em completo modo lunático de sempre, o que torna sua presença imediatamente deliciosa de se assistir como também estar interpretando outro bem típico vilão intelectual psicopata perverso nascido de um experimento científico nazista e treinado pela KGB?! Uma mistureba deliciosamente insana. E que Walken abraça com total carisma deliciosamente maligno, que surta em raiva controlada, e ri enquanto metralha seus próprios trabalhadores. Quase um primo não tão distante de Goldfinger cujos planos de ambos os vilões trocam similaridades, desde envolvendo mentes criminosas ao invés de mentes querendo desestabilizar a política mundial, basta trocar ouro por destruir o centro tecnológico mundial e aumentar o valor de seus micro-chips. O plano é idiota e o filme em si está longe de ser um dos melhores da franquia, mas Walken faz tudo valer a pena ao se mostrar parecer ter nascido para ser um vilão do Bond, e sem dúvida um dos mais memoráveis!

Silva – Operação Skyfall

Basicamente o coringa da franquia 007. Ou pelo menos, tenta muito ser, ao ponto de toda a trama e caracterização em volta de Silva chega a espelhar muito o Coringa de Heath Ledger em O Cavaleiro das Trevas, ao ponto de imitar cenas e pedaços de trama, desde o vilão ter planejado ser capturado o tempo todo; sendo interrogado em uma sala de vidro enquanto solta algumas verdades duras nos rostos dos heróis; em seguida, escapando de uma maneira elaborada, e no final ele realmente tem sucesso em seu objetivo de plano contra o herói. Mas ao mesmo tempo, é um vilão que serve como celebração de toda a franquia e seus elementos clássicos, absorvendo tanto a vertente do sociopata parte de uma organização secreta que mora em uma ilha; tem o poder nas mãos de desestabilizar governos; está sempre à frente de tudo e de todos, ri como um maníaco, e um calculista psicopata movido por vingança. Além de que é outro vilão que tenta se formar como uma antítese do Bond de Daniel Craig, com Silva sendo escrito literalmente como um maricas, delicado, refinado, ultrajante e que até tenta seduzir o 007 em uma cena?! Capaz de te deixar uns arrepios na espinha.

Alec Trevelyan/006 – 007 Contra GoldenEye

Não apenas um papel que faz um trabalho formidável em explorar o talento de atuação de Sean Bean em tela enquanto ele interpreta uma antítese perfeita para o 007, alguém em que Bond poderia se tornar se ficasse desonesto ou obscuro em seus ideais e morais, mas isso também combina com sua sagacidade e ações estratégicas, evitando cada movimento e virada dele e até mesmo tirando sarro de todas as engenhocas de Bond e sua relação com Moneypenny, sempre um passo à frente do herói, sendo também alguém que encarna o vilão do plano de escala mundial bem típico old school da franquia, ao longo de ter verdadeiras motivações íntimas por trás de seus planos, simplesmente um ótimo vilão que Bond merece!

Scaramanga – 007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro

Facilmente um dos melhores vilões de Bond de todos os tempos, não apenas pelo fato de ser Christopher Lee no papel, mas como o lendário ator aborda esse belo e carismático personagem com muita imprevisibilidade intimidante e controle que ele tem sobre a situação, sempre mantendo um passo à frente de Bond em seus objetivos pessoais e estragicamente trazendo Bond exatamente onde ele queria. Demonstrando como Scaramanga é igualmente antagonista igualado e mortal para Bond, mostrando muita superioridade intelectual e até mesmo afirmando o bom e velho: “nós somos iguais” para o velho agente.

E mesmo tendo o ego da mente maligna de mostrar o quanto ele tem de um grande pedaço de superioridade com todo o seu poder figurativo sobre sua Ilha privada, onde ele possui seus poderes científicos e aprisiona suas vítimas em uma perseguição de gato e rato dentro de um labirinto de horrores. Sem falar que é o vilão que possuí gadgets melhores que o próprio Bond, desde um isqueiro dourado que se transforma na sua famosa pistola dourada, um carro-avião, até um bendito canhão de energia solar, e podemos contar com Nick Nack (Hervé Villechaize) como um gadget também?! Um dos melhores assistentes com certeza!

Elektra King – 007 – O Mundo Não é o Bastante

Provavelmente NUNCA mais veremos um filme de Bond explorando algo como a síndrome de Estocolmo em torno de uma personagem feminina como a de Elektra King (Sophie Marceau). Que se de inicio parece apenas mais uma “garota-vínculo dramático” com o Bond, mas que imediatamente se transforma na primeira, e até hoje ÚNICA vilã feminina principal em um filme de Bond. E a maneira como o roteiro encontra para construir sua relação femme-fatale sensual e intimidadora com Bond, o atraindo para dentro das emoções que ele começa a sentir por ela e quase pondo em risco toda a missão de investigação, que vai desde encontrar quem pode estar tentando matá-la, até mais tarde revelar que ela é o próprio cérebro por trás de tudo isso.

Se revelando a amante de seu capturador Renard, e que se começara como o vilão principal do filme, se revela como apenas um mero peão nos planos de Elektra de destruição de oleodutos e países inteiros apenas para aumentar o legado de sua família em o custo da vida de seu próprio pai e qualquer pessoa que cruze seu caminho. Você como Bond vai se sentir mal por se sentir atraído por essa víbora psicótica!

Donald ‘Red’ Grant – Moscou Contra 007

Anos antes do Hans Gruber zombar do sotaque americano na cara de John McClane em Duro de Matar, já tínhamos aqui na franquia 007 um agente / assassino russo zombando do velho comportamento cavalheirismo britânico da forma mais deliciosamente caricatural possível diante de um dos maiores heróis britânicos de todos os tempos. Para muitos o mero capanga silencioso que eventualmente troca uns socos com o 007, mas Grant tem uma baita presença intimidadora, e que quando ele finalmente quebra o silêncio no meio do filme, ele o domina com pura crueldade, graças à performance estrondosa de Robert Shaw que faz de seu personagem um monstro de presença pesada e carismática. No minuto em que ele diz: “O primeiro não vai te matar; nem o segundo, nem mesmo o terceiro … não até que você rasteje até aqui e BEIJE MEU PÉ! ” apenas cimenta o quão ameaçador e intimidador esse agente russo fodão ainda consegue até hoje ser um dos melhores vilões de Bond Apenas para ter seu final entregue em uma luta de punho brutal perfeitamente executada e agonizantemente real entre os dois homens pela sobrevivência, isso é sem dúvida uma das melhores lutas da franquia e de todo o cinema de ação, ponto final.

Franz Sanchez – 007 – Permissão para Matar

Ele a primeira vista pode parecer um típico Tony Montana traficante estereotipado, mas que na verdade Sanchez se mostra uma presença realmente maliciosa e ameaçadora na tela, não apenas uma combinação física e intelectual para Bond, mas seu alcance de poder e controle sobre tantas autoridades e negócios em suas mãos é o que aumenta as apostas que ele traz, com seu poder criminoso e alcance, na verdade, sendo bem projetados e planejados ao longo da trama de maneira intrigante neste que é um dos melhores e mais sombrios filmes da franquia, e grande parte disso se deve a presença que parece suar sangue de Sanchez na tela, e que faz da vida do agente um verdadeiro inferno tortuoso físico e psicologicamente.

Auric Goldfinger – 007 Contra Goldfinger (Gert Fröbe)

O alemão gordo que se comporta como um gentleman britânico e comanda um exército de capangas comunistas chineses, aquele que amamos odiar, este é Goldfinger (Gert Fröbe), o vilão que faz o próprio Bond tremer nas calças e o coloca em teste. Provocando o agente à todo o tempo que o tem em suas mãos, que é a maior parte do filme, mostrando seu alcance de poder intimidante. Enquanto o ego e o confronto intelectual entre os dois parecem tão naturalmente construídos com um tentando se sobressair ao outro constantemente, conduzindo um caminho de imprevisibilidade tensa e divertida, já que ambos os atores mostram rivalidade de sincronia perfeita. Um gênio do mal bilionário que fala como um gangster (e mata gangsters) apenas para provar sua superioridade inteligente e trazer um plano caótico para derrubar o mundo ocidental na Guerra Fria. Ele é tão legal que você nem percebe que Fröbe está sendo dublado!

Le Chiffre – Casino Royale

Definitivamente o ápice de toda a franquia, no que tange em conseguir extrair um vilão de caricaturas particulares, a cicatriz no olho, o sangrar pelo nariz; mas conseguir fugir do cartoonesco que alguns vilões do passado recaíram sob características similares, e extraíram aqui um antagonista formidável e memorável.  Não somente pelo seu comportamento cruel, mas como Le Chifre é propositalmente reduzido a um papel de um peão, ainda que poderoso, dentro de um quadro de ameaça muito maior. Criando um tangível senso de humanidade em torno de sua crueldade caricaturada de alguém que você imediatamente entende de onde ele vem e quais são as ameaças que o cercam, e claro com Mads Mikkelsen entregando uma de suas melhores atuações com pura destreza. Ele também serve como praticamente a antítese masculina do 007, enquanto Le Chifre é um covarde pronto para deixar sua amante ser torturada em seu lugar, Bond prefere deixar suas bolas serem esmagadas do que ceder ao seu inimigo.

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Publicado por Raphael Klopper

Estudante de Jornalismo e amante de filmes desde o berço, que evoluiu ao longo dos anos para ser também um possível nerd amante de quadrinhos, games, livros, de todos os gêneros e tipos possíveis. E devido a isso, não tem um gosto particular, apenas busca apreciar todas as grandes qualidades que as obras que tanto admira.

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