Ragnarok volta às Américas com modelo pago e sem virar P2W
Gravity abre pré-registro de Ragnarok Zero: Americas, MMORPG por assinatura que chega às Américas com suporte em português.
A Gravity abriu nesta terça-feira (1º) o pré-registro de Ragnarok Zero: Americas, novo MMORPG ambientado no universo de Rune-Midgard que chega ao continente americano com suporte em português do Brasil, espanhol e inglês. O título é a extensão regional de Ragnarok Zero: Global, versão que a produtora já havia lançado em março para jogadores do Sudeste Asiático, Europa e Oceania.
A principal mudança em relação ao Ragnarok Online original está no modelo de negócio: em vez do tradicional free-to-play, a nova versão adota assinatura paga como forma de manter uma economia interna mais equilibrada, valorizando itens conquistados, fabricação e conquistas dentro do próprio jogo. A Gravity ainda não revelou o valor cobrado nem as datas do teste beta e do lançamento oficial.
O Brasil que já foi o maior mercado de Ragnarok fora da Coreia
A chegada de uma nova versão às Américas carrega peso histórico especial para o público brasileiro. Distribuído no país pela Level Up a partir de 2004, o Ragnarok Online original virou fenômeno de LAN house e, três anos depois de sua estreia por aqui, o Brasil se tornou o maior mercado do game fora da própria Coreia do Sul, onde a franquia nasceu.
Duas décadas depois desse fenômeno, o desafio de Ragnarok Zero: Americas é reconquistar tanto os veteranos que viveram aquele período quanto atrair jogadores que nunca tiveram contato com a franquia, mantendo a identidade visual clássica da série enquanto moderniza aspectos como escalonamento de interface, câmera e campo de visão.
Itens aleatórios tornam a caçada mais imprevisível
Entre as mudanças mecânicas, o sistema de saque passa a gerar atributos e bônus aleatórios em equipamentos deixados por monstros, fazendo com que duas cópias do mesmo item possam ter valores completamente diferentes de personagem para personagem. A novidade amplia o ciclo de farming tradicional da série e deve tornar a personalização de builds ainda mais relevante para quem joga em grupo.
Caça automática busca aliviar a rotina mais repetitiva
Para reduzir o desgaste de sessões longas dedicadas apenas a caçar itens, o jogo introduz um sistema oficial de caça automática, controlado pela própria produtora. A ideia é liberar o tempo de jogo ativo do jogador para conteúdos que exigem mais atenção, como encontros MVP, masmorras e atividades competitivas, sem abandonar completamente a progressão passiva que já fazia parte da rotina de Ragnarok.
Raids MVP saem do mundo aberto e ganham grupos dedicados
Outra mudança relevante afeta as clássicas caçadas a MVPs, antes disputadas livremente entre todos os jogadores presentes no mapa. Em Ragnarok Zero: Americas, essas batalhas passam a acontecer em raids dedicadas, nas quais composição de grupo, preparação e coordenação entre jogadores pesam mais do que simplesmente chegar primeiro ao monstro. As classes também foram rebalanceadas, com novas combinações de habilidades que convidam até os veteranos a repensar estratégias já consolidadas, e o clássico Poring ganha uma camada de interação como mascote virtual conectado à progressão do personagem.
Interessados podem se pré-registrar desde já e acompanhar novidades pelo servidor oficial do jogo no Discord, enquanto a Gravity não confirma as datas de teste beta e lançamento.