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Saros teve vendas abaixo do esperado e pode não se pagar no PS5

Saros vendeu cerca de 300 mil cópias no PS5 e pode enfrentar dificuldades para recuperar custos.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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O exclusivo de PlayStation 5 Saros teve um começo considerado abaixo das expectativas comerciais, segundo dados divulgados pela empresa de análise de mercado Alinea Analytics.

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De acordo com a companhia norueguesa, o novo projeto da Housemarque ultrapassou 300 mil cópias vendidas nas duas primeiras semanas após o lançamento e teria gerado pouco mais de US$ 22 milhões em receita para a Sony.

Apesar dos números, a empresa acredita que o game pode enfrentar dificuldades para recuperar seu investimento total de produção, estimado em cerca de US$ 76 milhões.

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Engajamento dos jogadores aparece como ponto positivo

Mesmo com vendas consideradas mornas, os dados compartilhados pela Alinea Analytics mostram um nível elevado de engajamento entre os jogadores que compraram o título.

Segundo a análise, aproximadamente 40% dos usuários já ultrapassaram 15 horas de gameplay, enquanto 30% passaram da marca de 20 horas jogadas apenas nas primeiras semanas.

O chefe de análise de mercado da empresa, Rhys Elliott, destacou que esse nível de retenção é particularmente forte para um roguelike com alto grau de dificuldade.

Ele também afirmou que a decisão da Housemarque de tornar Saros mais acessível do que Returnal ajudou a aumentar a taxa de conclusão do jogo. Baseado em dados de troféus, mais de 20% dos jogadores já finalizaram a campanha, o dobro do registrado por Returnal no mesmo período de lançamento.

Concorrência pesada pode ter afetado desempenho

A análise também aponta que o cenário atual do mercado é muito diferente daquele encontrado por Returnal em 2021.

Na época, o PlayStation 5 ainda estava no início de seu ciclo de vida e havia poucos grandes lançamentos disponíveis. Segundo Elliott, muitos donos iniciais do console buscavam experiências inéditas para justificar a compra do hardware.

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Além disso, Returnal chamou atenção pelo uso intenso dos recursos do controle DualSense e do áudio espacial do PS5, o que ajudou a impulsionar sua relevância naquele momento.

Saros chegou em um período muito mais competitivo, pouco depois de lançamentos como Crimson Desert, Resident Evil Requiem, Hades II e Pragmata.

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Segundo a empresa, isso reduziu o espaço de destaque para uma propriedade inédita e mais nichada dentro do catálogo da PlayStation Studios.

Analista diz que jogos do gênero são difíceis de vender

Rhys Elliott também comentou que títulos de ação em estilo bullet hell tridimensional costumam encontrar dificuldades comerciais no mercado atual, principalmente quando chegam custando mais de US$ 70 e não pertencem a franquias consolidadas.

O analista ressaltou que, apesar da qualidade do jogo, a Housemarque ainda é um estúdio mais conhecido entre jogadores hardcore de PlayStation do que pelo público casual.

Mesmo assim, Elliott acredita que o forte engajamento inicial pode ajudar o título no longo prazo, principalmente através de recomendações entre jogadores, promoções futuras e uma eventual chegada ao catálogo da PlayStation Plus.

Saros ainda supera alguns concorrentes recentes

Apesar do começo abaixo do esperado, a Alinea Analytics afirmou que Saros já vendeu mais cópias no PlayStation 5 do que Marathon no mesmo período.

A comparação acabou chamando atenção nas redes sociais, principalmente porque Marathon era tratado como um dos projetos multiplayer mais importantes da Bungie nos últimos anos.

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Enquanto isso, Saros segue recebendo avaliações positivas de parte da comunidade que experimentou o novo exclusivo da Housemarque, especialmente pelo combate intenso e pela evolução da fórmula apresentada anteriormente em Returnal.

Tags: #Saros
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