Supergirl não prepara Superman 2, mas garante Milly Alcock no DCU
Supergirl não tem cena pós-créditos conectando ao sequência do Superman, mas o final do filme confirma Kara Zor-El em Man of Tomorrow.
O segundo filme do DCU chega ao cinema
Supergirl estreou hoje nos cinemas brasileiros. O filme é o segundo título do Capítulo Um do DCU, batizado Deuses e Monstros, e chega pouco mais de um ano após Superman, que abriu o novo universo compartilhado da DC em julho de 2025 com US$ 618 milhões em bilheteria global. Milly Alcock, que fez sua estreia como Kara Zor-El numa cena de Superman, agora comanda sua própria história numa aventura interestelar de três dias que começa no aniversário de 23 anos da heroína e descamba para uma jornada de vingança ao lado de Jason Momoa como Lobo e Eve Ridley como Ruthye.
As primeiras críticas foram majoritariamente positivas com a atriz e mais reservadas com o filme em si. A questão que muitos fãs querem responder antes de comprar o ingresso é se Supergirl conecta com o que vem por aí no DCU.
Sem cena pós-créditos, sem gancho direto
A resposta curta é não. Supergirl não tem cena pós-créditos que aponte para Superman: Homem do Amanhã, previsto para 2027. O filme funciona como um graphic novel autônomo, que é exatamente como o diretor Craig Gillespie descreveu o projeto ao Hollywood Reporter. O próprio James Gunn indicou a Gillespie na primeira reunião que cada filme do DCU seria tratado como sua própria história, sem a obrigação de servir de prólogo para o próximo título.
A cronologia interna também contribui para a separação. Os eventos de Supergirl ocorrem em setembro de 2026 no calendário do DCU, e Superman: Homem do Amanhã se passa no verão de 2027. Há um intervalo de dez meses entre os dois filmes onde qualquer coisa pode ter acontecido, sem que o espectador precise ter assistido ao segundo para entender o terceiro.
O que o final do filme entrega para o futuro
Mesmo sem cena pós-créditos, o desfecho de Supergirl posiciona Kara de forma clara para Man of Tomorrow. No final, ela retorna à Terra com Krypto e diz ao primo Clark Kent que vai ficar por um tempo. A mudança de postura é significativa: o filme mostra que Kara teve uma adaptação difícil quando chegou a Metrópolis pela primeira vez, preferindo partir para o espaço por conta própria. A jornada de caça a Krem que ocupa o filme todo parece ter mudado sua perspectiva sobre o que significa pertencer a algum lugar.
O produtor executivo Lars P. Winther confirmou ao Hollywood Reporter que Superman: Homem do Amanhã começa com Kara já de volta à Terra. “Ela terminou suas aventuras selvagens e vai tentar se reconectar com o primo, sendo mais presente na Terra. É onde ela está em Superman: Homem do Amanhã. Tudo é mais baseado na Terra”, disse Winther. No final de Supergirl, Clark Kent comenta que poderia ter usado a ajuda dela “na última vez”, numa referência presumível à batalha contra Lex Luthor que permeou o primeiro filme.
A aposta da DC em Milly Alcock
As projeções de bilheteria para o fim de semana de abertura ficaram entre US$ 50 e US$ 55 milhões nos Estados Unidos, abaixo dos US$ 125 milhões que Superman fez no mesmo período. Analistas de mercado apontam que a concorrência de Toy Story 5, em seu segundo fim de semana, vai pressionar os números. O ponto de equilíbrio do filme, considerando orçamento líquido e marketing, está estimado em US$ 315 milhões em bilheteria mundial.
Os números importam, mas a DC Studios deixou claro que sua aposta em Milly Alcock não depende deles. Peter Safran disse em maio que Kara Zor-El terá um papel central no DCU além de Superman: Homem do Amanhã. Três dos primeiros quatro filmes do Capítulo Um envolvem Superman ou Supergirl, o que sinaliza que James Gunn está construindo a Família Superman como o núcleo do universo. A performance de Alcock recebeu elogios praticamente unânimes da crítica, mesmo de quem teve ressalvas com o roteiro ou com o vilão Krem. Isso raramente acontece por acidente num projeto de super-herói, e dificilmente passa despercebido para quem decide o futuro do DCU.