Cinema

Supergirl recebe nota podre no Rotten Tomatoes e se torna o pior filme do DCU

Com 57% no Rotten Tomatoes, Supergirl é o primeiro filme podre do DCU. A crítica divide o roteiro, mas é quase unânime em elogiar Milly Alcock.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

Um recorde que o DCU não queria ter

O MCU precisou de 13 anos e 26 filmes para ter sua primeira nota podre no Rotten Tomatoes. Eternos, em 2021, foi o primeiro a cruzar essa linha depois de duas décadas de franquia. O DCU de James Gunn conseguiu o mesmo feito no segundo filme. Supergirl, estrelado por Milly Alcock, estreou nesta quinta-feira nos cinemas com 57% no Tomatômetro, consolidando a nota podre com mais de 150 avaliações registradas. É o menor índice do universo compartilhado da DC até agora, muito abaixo de Superman (83%), Creature Commandos (95%) e Peacemaker temporada 2 (94%).

As projeções de bilheteria também recuaram: o filme que era esperado para arrecadar US$ 55 milhões no fim de semana de abertura está sendo revisto para próximo de US$ 45 milhões.

O que a crítica disse, e o que não disse

A divisão na imprensa especializada é real, mas tem uma peculiaridade: praticamente ninguém disse que Milly Alcock foi um problema. O consenso sobre a atriz é quase uniforme. Críticas de veículos tão diferentes quanto USA Today, The Guardian e The Hollywood Reporter convergiram no ponto de que ela entrega carisma, profundidade e presença para muito além do que o roteiro exige. Parte da crítica vai ao ponto de dizer que ela é razão suficiente para assistir ao filme.

O alvo das avaliações negativas é o roteiro de Ana Nogueira, baseado na aclamada HQ Supergirl: Mulher do Amanhã, de Tom King e Bilquis Evely. Revisores apontaram que a adaptação perde a densidade emocional do material original, que o vilão Krem não tem profundidade suficiente para sustentar a jornada de vingança da protagonista e que o tom oscila de forma desconfortável entre épico espacial, comédia de ação e drama pessoal sem encontrar equilíbrio. O Hollywood Reporter foi direto ao sugerir que quem espera um DCU mais urgente deveria aguardar Superman: Homem do Amanhã, com o próprio James Gunn de volta à direção.

O que funcionou

Jason Momoa como Lobo gerou consenso positivo. Críticos que detestaram o filme em geral admitiram que o personagem, em todas as suas cenas, funciona. Ele traz um humor físico e uma energia que contrasta com a seriedade da missão de Kara de forma que a maioria considerou bem-vinda. David Corenswet também foi elogiado nas suas breves aparições como Clark Kent, com química de irmãos descrita como imediata e natural por múltiplos críticos.

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A direção de Craig Gillespie, que havia feito Tonya e Cruella, recebeu avaliações mistas. Parte da crítica elogiou a escolha de tons mais escuros e violentos para uma personagem feminina da DC, comparando o resultado a Guardiões da Galáxia e Mad Max: Estrada da Fúria em ambição. Outros sentiram que a execução não correspondeu à ambição.

O contexto que importa para o DCU

Um único filme podre não destrói uma franquia. O próprio MCU sobreviveu a Eternos, Thor: Amor e Trovão e a outros tropeços sem comprometer a percepção geral do universo. O que importa agora é o que vem a seguir. Lanterns, a série da HBO, estreia em agosto. Clayface, com Tom Rhys Harries, chega aos cinemas ainda em 2026. E Superman: Homem do Amanhã, com Corenswet e a participação confirmada de Alcock como Kara, está em produção para 2027.

A continuidade de Milly Alcock no papel é um dado relevante para a leitura da nota podre. A DC Studios já confirmou sua participação no próximo filme, independentemente de como Supergirl se sair nas bilheterias. James Gunn não está avaliando a atriz pelo resultado crítico desta estreia, e a imprensa especializada também não. O problema é o roteiro e a execução. A solução, se vier, terá que vir pelo mesmo caminho.

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