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Após o seu tradicional período de hiato entre uma metade e outra da temporada, The Walking Dead teve seu retorno, e com ele a confirmação do destino de um personagem muito querido entre os fãs, destino esse inclusive que acabou gerando repercussões negativas na internet, por questões internas relacionadas a isso. Mas esse não é o foco aqui, e sim o novo episódio do seriado, que dá continuidade a elementos e responde mistérios levantados no episódio anterior.

Após um início similar ao do primeiro episódio da temporada, com uma pequena visão de Rick com olhar distante, temos a solução do mistério envolvendo Carl. Não sobre sua morte, a qual pôde ser dada como declarada assim que vimos a mordida que o personagem levou, mas sim sobre em que momento da temporada isso aconteceu. Trata-se de um ponto oculto no meio da ação visto no episódio The King, the Widow, and Rick, onde o personagem acaba entrando em confronto com um grupo de zumbis enquanto ajudava o indiano Siddiq, o qual foi mantido escondido nos esgotos de Alexandria Com seu destino selado, o que passamos a acompanhar são os momentos de despedida do personagem, deixando cartaz, brincando com a irmã, tudo isso ao som de At the Bottom of Everything, o que acaba trazendo um ar pacato, de algo corriqueiro na vida do personagem.

Quando retornamos ao tempo presente da situação, presenciamos os últimos momentos do filho de Rick Grimes. No núcleo que mais toma tempo de tela do episódio, momentos mais íntimos principalmente de pai e filho, onde a intenção por trás da morte do personagem, aparentemente, se revela. A transformação de Rick Grimes, algo que vem ganhando contornos durante a temporada e aparenta ser a base sob o qual o arco do personagem está sendo construído. Sempre trazendo palavras que remetem ao ponto da misericórdia, de como pode haver uma resolução que não resulte em mais mortes para o confronto entre Rick e os Salvadores, uma situação ocorrida ainda na terceira temporada, o próprio fato de, por uma grande coincidência, descobrir na figura de Siddiq, um personagem salvo por Carl, um médico que pode vir a ajudar na comunidade, o filho do protagonista acaba, aparentemente, marcando em seu pai palavras que podem vir a moldar o futuro do conflito.

Em outro ponto da narrativa, vemos duas linhas de acontecimentos que acabam se cruzando, embora pouco acrescentem aos envolvidos em si, e a história. De um lado, Ezekiel, após salvar seus “súditos”, acabou sendo pego pelos Salvadores, mantido refém em Kingdom para ser levado a Negan. Gavin então inicia uma conversa com o prisioneiro, demonstrando uma certa insatisfação com o rumo “sombrio” que as coisas normalmente costumam tomar, nunca atingindo um equilíbrio, retomando logo a seguir o posicionamento de que isso é necessário, enquanto Ezekiel afirma que sua mudança de atitude para com os Salvadores e seu Reino foi o melhor para seus amigos.

Do outro lado, vemos o que houve com Morgan, como se deu a fuga dos Salvadores que estavam cercados em seu covil, e seu retorno ao Kingdom. Nesse ponto, seu caminho cruza o de Carol, que encaminha os outros habitantes do Reino para um esconderijo, voltando em seguida para salvar Ezekiel. Em seu retorno, após conseguirem invadir o Reino e o local onde Gavin e seus comparsas levaram Ezekiel, os personagens entram em confronto, e Morgan apenas mostra sua mente realmente está confusa, assassinando todos os inimigos que encontra pelo caminho, contrariando os pedidos de Carol e Ezekiel, com direito a dedo nas tripas do inimigo com quem lutava. Porém, no momento de matar Gavin, um momento de hesitação, e é onde somos surpreendidos. Henry, irmão de um dos personagens que perderam a vida na guerra, assassina Gavin, justificando que era necessário. Essa atitude do personagem, vista enquanto a sequência é intercalada com momentos do discurso de Carl sobre encontrar outra solução, acaba funcionando para contrastar como não apenas Rick, mas outros personagens estão passíveis de sofrer influência dos ideais pacifistas de Carl.

Dono também da visão do “velho Rick”, vista no primeiro episódio da temporada, onde um futuro pacífico pode ser visto para a comunidade, Carl com certeza fará falta para os que acompanham a série desde o princípio. Por ser filho do protagonista, o personagem era presença constante na série, e, com esse destaque no seu posicionamento com relação ao futuro da guerra, vinha adquirindo cada vez mais destaque como o contraponto de Rick nos assuntos relacionados ao confronto. Suas palavras antes de suicidar-se, como dito anteriormente, podem ter papel determinante para o restante da temporada, que promete finalmente trazer o encerramento da Guerra Total.

Porém, independentemente do acontecimento, é necessário citar como Honor é mais um episódio comum dessa temporada de The Walking Dead. Com uma direção pouco inventiva e um roteiro que poderia ter dado mais tempo a despedida de Carl, por exemplo, do que a trama envolvendo Carol e Morgan, evitando assim perder tempo com momentos supérfluos, o episódio simplesmente não consegue nos envolver, e segue mantendo a baixa qualidade da temporada, que parece dar poucos sinais de retorno aos seus dias gloriosos.

The Walking Dead – 8X09: Honor — EUA, 25 de fevereiro de 2018

Showrunner: Scott M. Gimple
Direção: Greg Nicotero
Roteiro: Matthew Negrete, Channing Powell
Elenco: Andrew Lincoln, Norman Reedus, Lauren Cohan, Chandler Riggs, Danai Gurira, Melissa McBride, Lennie James, Josh McDermitt, Christian Serratos, Alanna Masterson, Seth Gilliam, Ross Marquand, Jordan Woods-Robinson, Katelyn Nacon, Jason Douglas, Tom Payne, Xander Berkeley, R. Keith Harris, Khary Payton, Karl Makinen, Logan Miller, Austin Amelio, Christine Evangelista, Steven Ogg, Jeffrey Dean Morgan, Juan Gabriel Pareja.
Duração: 56 min

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