» Siga o Bastidores no Facebook , Instagram e no Twitter para saber todas as notícias sobre cinema «

Logo no primeiro episódio da nona temporada de The Walking Dead já haviam sinalizado qual seria o caminho traçado pelos personagens. Começaram a dar maior destaque para as cenas com os zumbis, fizeram Maggie e Daryl ganharem maior destaque, já que possivelmente ambos ficarão no lugar de Rick.

Neste fatídico episódio o marketing da série havia trabalhado a ideia de que Rick Grimes (Andrew Lincoln) iria sair da série, preparando o público para sua saída já no quinto episódio, criando assim uma ansiedade para o futuro acontecimento e fazendo com que a audiência perdida começasse novamente a ter vontade de assistir a série, que havia perdido muito do público por causa de decisões equivocadas de roteiro.

Havia uma questão em relação a possível morte de Rick que causava estranheza, que era a do porquê uma série iria perder tanto tempo desenvolvendo um personagem por nove temporadas e assim do nada decidem o matar. Para efeito de comparação seria como se os produtores e roteiristas de Sobrenatural decidissem matar os irmãos Winchester. Matar o protagonista seria praticamente o fim de Walking Dead. Queira ou não Rick Grimes tem sua importância histórica para a trama, pois estava presente em todos os acontecimentos traumáticos, além de ser um líder nato e tem carisma suficiente para ter essa liderança, portanto seria uma atitude equivocada se o matassem.

No episódio anterior Rick estava à beira da morte ao se machucar gravemente e logo ele monta no cavalo tentando fugir de uma horda de zumbis, mas é difícil correr à galope estando tão machucado. Em pelo menos três momentos do episódio Rick Grimes têm alucinações vindas de uma situação de quase morte que está vivendo. Nesses vislumbres abre uma porta em que encontra uma luz branca, outro momento encontra seu ex-parceiro Shane, tudo isso é feito para criar um vínculo do personagem com o passado, fazendo com que Rick espie seus pecados, seus erros e traumas. Mas essa ida ao outro plano não parece ser o certo e seus companheiros que acaba de conversar o ajudam a retornar a sua sanidade. Uma ótima artimanha do roteiro que já nos indicava que Rick realmente não iria morrer. 

O diretor Greg Nicotero trabalhou muito bem a tensão neste quinto episódio, algo que não se via há muito tempo em Walking Dead. Era o que havia se perdido durante as temporadas passadas. Os personagens viviam em brigas contra humanos e os zumbis se tornaram coadjuvantes, mas agora voltaram com tudo e este episódio é um dos melhores dos últimos cinco anos de TWD justamente por colocar o personagem principal em uma real situação de perigo. A carga dramática da possível morte de Rick também foi bem desenvolvida, fazendo com que desde o início fosse criada uma atmosfera favorável para o que viria pela frente. Ao chegar ao tão esperado momento da ponte e do adeus de Rick foi realmente triste ver no semblante de seus companheiros o pânico pela perda, a cena que Daryl vira as costas é bela e tocante. 

Obviamente que iriam fazer o que fizeram com Rick Grimes, possivelmente por medo de o personagem principal estar perdendo seu brilho e pelo público estar começando a se encher dele. O tiram de cena e colocam ainda um outro mistério interessante que é o helicóptero. Provavelmente vão retirar Rick de cena por muitas temporadas, fazendo com que ele volte apenas em uma futura última temporada como um salvador da pátria. 

Outro acerto do episódio foi dar um salto temporal perto do final, apresentando novos personagens e dando gancho para novas tramas. Colocar esses novos personagens em cena dará mais força para uma série que perdeu muitos protagonistas, é natural repor com um novo grupo. O melhor estaria guardado para o final, colocando um elemento na série para lembrar o público de que Rick ainda está na história. Uma escolha acertada, já que os fãs – por um tempo – ficaram viúvos de Rick Grimes.

Comente!