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Após uma retorno de hiato onde a morte de Carl e seus desejos e ações pareciam pairar sobre os episódios, Dead or Alive or procura focar em outros personages que ainda não haviam tido seu momento como centro das atenções nesse retorno. Falo de Tara, Daryl, Dwight, Rosita e Padre Gabriel, além de Maggie e Hilltop.

O núcleo de Dwight, Tara, Daryl e Rosita é envolvido com a continuidade da fuga do restate do grupo da agora destruída Alexandria, rumo a Hilltop. De destaque, e principal foco do núcleo, há a questão envolvendo Tara e Dwight. A “viúva” de Denise continua com seu desejo de sangue que vem mostrando desde o início da temporada, passando basicamente todo o episódio desejando finalizar a vida do personagem, e quase consegue, porém, Dwight consegue fugir a princípio e, quando finalmente é pego, acaba tendo a sorte de alguns Salvadores estarem vindo exatamente pelo mesmo caminho em que o restante do grupo prosseguia para Alexandria, o que fez com que o personagem se revelasse e para assim levar os Salvadores para a direção oposta e salvar o povo de Alexandria. Dentro de toda essa situação, é no mínimo preguiçoso que Tara simplesmente surte e saia atirando em Dwight. Ok, o fato do personagem ter citado o nome de Denise, em um sincero pedido de desculpas, contribuiu. Mas dada a situação, o personagem não só pedindo desculpas, como também revelando odiar sua antiga equipe, o esperado, e lógico seria Tara continuasse seguindo a ordem de Daryl e mantivesse a situação sob seu controle. O que aparenta é que, em uma tentativa de não só agitar o episódio como manter a questão envolendo Carl e suas palavras sobr misericórdia, o roteirista tenha gasto um bom tempo do episódio apenas com essa situação, que em um primeiro momento, não serviu para nada mais do que reiterar posições e ocupar tempo do episódio.

Em outro ponto, há a retomada da fuga do Doutor Carson e Padre Gabriel, auxiliada anteriormente por Eugene. Nesse ponto, enquanto perde a visão, Gabriel mostra a faceta de um homem crente que há um plano superior por trás de todas as decisões tomadas por eles, enquanto Carson mostra-se mais cético. Toda essa situação é relativamente bem construída, tendo inclusive um momento onde é necessário haver uma certa dose de boa vontade do espectador, quando Gabrel, mesmo praticamente cego, consegue acertar a cabeça de um zumbi para salvar seu amigo, em um momento que, de um modo claro até demais, existe para embasar essa crença do personagem. O que não contribui para o fechamento desse arco do episódio é exatamente sua conclusão, que acaba sendo abrupta, inesperada, de tal modo que não há embasameto, se observado o caminho lógico que o doutor vinha construindo. Uma pena, pois esse sem dúvida foi o núcleo melhor trabalhado no episódio, com destaque para a atuação de Seth Gilliam.

De resto, do lado dos “mocinhos”, tivemos também pequenos vislumbres da situação de Hilltop, que enfrenta problemas com quantidade de alimentos, algo que pode ser um pouco melhor trabalhado nos próximos episódios, afinal, não só de guerra vive o homem. Ainda em Hilltop, Maggie continua sua batalha entre a raiva que sente por seus reféns e a justiça e equilíbrio em suas decisões.

No núcleo dos Salvadores, o foco foi direcionado a Eugene, que recebe uma base para montar balas para os Salvadores, ganhando também uma equipe. Aqui, nota-se como Eugene claramente se sente bem com o tratamento que recebe de Negan, embora ainda tenha sentimentos por seus antigos amigos, como pôde ser visto na contida frustração do personagem, ao se deparar com Gabriel, recapturado.

Após a leitura você deve estar se perguntando: “Por que essa nota?”. Simplesmente porque, como muitos episódios da série, esse novamente não foge da linha da mediocridade. Um exemplo é a própria direção de Michael Satrazemis, que é totalmente burocrática e sem timing em certos momentos, vide a cena em que, relembrando momentos por vezes vistos em filmes de qualidade duvidosa, o grupo de Alexandria finalmente chega a Hilltop. O problema não chega a ser a cena,a câmera lenta em si, mas sim a total falta de construção para que o momento surtisse o efeito desejado. A caminhada dos fugitivos de Alexandria a Hilltop, vista no episódio, simplesmente não recebe o tratamento necessário. Junte a isso momentos que, novamente, aparentam estar ali mais para “encher linguiça”, e o que temos é Dead or Alive or.

The Walking Dead – 8X11: Dead or Alive or — EUA, 11 de março de 2018

Showrunner: Scott M. Gimple
Direção: Michael E. Satrazemis
Roteiro: Eddie Guzelian
Elenco: Andrew Lincoln, Norman Reedus, Lauren Cohan, Danai Gurira, Melissa McBride, Lennie James, Josh McDermitt, Christian Serratos, Alanna Masterson, Seth Gilliam, Ross Marquand, Jordan Woods-Robinson, Katelyn Nacon, Jason Douglas, Tom Payne, Xander Berkeley, R. Keith Harris, Khary Payton, Karl Makinen, Logan Miller, Austin Amelio, Christine Evangelista, Steven Ogg, Jeffrey Dean Morgan, Seth Gilliam
Duração: 45 min

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