2018 está acabando, então nada mais justo que começarmos as nossas singelas recapitulações dos melhores e piores do ano. Diferente de outros especiais, resolvemos começar pelas melhores produções televisivas – e aqui buscamos trazer um pouco de tudo.

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Entre mansões mal-assombradas, aventuras clássicas e roubos quase perfeitos, a lista traz escolhas bem ecléticas, buscando refletir o suprassumo da televisão contemporânea. Entretanto, foi com grande pesar que deixamos algumas de fora, e por isso também aproveitamos o espaço para pedir sugestões e séries que deveriam ter entrado (quem sabe não fazemos uma segunda lista?).

Confira abaixo e não se esqueça de deixar seu comentário!

10. CHANNEL ZERO – 4ª TEMPORADA

A série de terror antológica do SyFy Channel é uma das pérolas perdidas da indústria televisiva e, desde sua estreia, apenas aperfeiçoou sua proposta, misturando as lendas urbanas da deepweb em uma perspectiva única e assustadora. Em The Dream Door, como foi intitulada sua quarta temporada, as coisas mergulham em uma densa narrativa banhada a sangue e assassinatos inescrupulosos, culminando em um final angustiante e aplaudível.

9. STAR TREK: DISCOVERY – 1ª TEMPORADA

Apesar de ter começado no final de 2017, a segunda metade de Star Trek: Discovery conseguiu superar os episódios iniciais. Em uma trama de viagem no tempo, a tripulação da espaçonave que empresta o nome à série encontra uma realidade terrível e descobre segredos inimagináveis que temperam ainda mais as relações hierárquicas conturbadas, principalmente entre Gabriel Lorca (Jason Isaacs) e Michael Burnham (Sonequa Martin-Green). Isso sem comentar na volta de Michelle Yeoh que, sem abusar muito das palavras, é emocionante.

8. CAÇADORES DE TROLLS – 3ª TEMPORADA

A terceira e última temporada de Caçadores de Trolls beira a perfeição. Sua estética detalhadamente bem pensada e sua envolvente história apenas teve mais a acrescentar para o cosmos criado por Guillermo Del Toro. Em tramas de superação, amadurecimento e sacrifício, a saga de James Lake Jr. apanha elementos do clássico e do novo e os converge em uma deliciosa e emocionante conclusão. O bom é que Del Toro não nos deixaria na mão: o fim dessa era é apenas o começo de outra.

7. CARA GENTE BRANCA – 2ª TEMPORADA

A segunda temporada de Cara Gente Branca vai muito além do que esperávamos e não se importa em criar uma atmosfera tensa para dizer exatamente o que precisa. De modo indescritível, ela não satura os discursos políticos dos quais se vale e nem das ideologias que carrega – e abre margens para debates que realmente deveriam acontecer na vida real.

6. THE GOOD PLACE – 3ª TEMPORADA

Já sabemos que Kristen BellTed Danson são alguns dos atores mais carismáticos dos tempos de hoje. É por isso que colocá-los juntos em uma série que procura explicar o que acontece na vida após a morte da forma mais irreverente possível não poderia ter erro. Em seu terceiro ano, The Good Place mantém seu discurso propositalmente autoexplicativo e canastrão, além de trazer mais temas interessantes para discussão e algumas viradas surpreendentes que a deixam ainda mais engraçada. E é claro: Janet!

5. DEMOLIDOR – 3ª TEMPORADA

Mantendo o considerável nível dos anos anteriores e aprofundando temas diversos, incluindo uma muito bem-vinda exploração de arquétipos religiosos, Demolidor continua sendo a melhor parceria entre Marvel Netflix. Encarnando com precisão o protagonista, Charlie Cox se entrega a uma atuação inesperada e envolvente, adentrando um arco de conformismo após os trágicos eventos envolvendo a morte de seu par romântico. Infelizmente, a plataforma resolveu encerrar a série devido à brusca queda de audiência.

4. UNBREAKABLE KIMMY SCHMIDT – 4ª TEMPORADA

A última epopeia de Kimmy Schmidt é extremamente satisfatória pela total rebeldia cênica e por uma fluidez entre seu elenco que é de dar inveja. Sempre inovando e, ao mesmo tempo, trazendo elementos universais para um cosmos universalmente conhecido pelo telespectador – a comédia escrachada -, a série começa sua despedida do melhor jeito possível. Agora, é só esperarmos a próxima leva de episódios chegar.

3. O MUNDO SOMBRIO DE SABRINA – 1ª TEMPORADA

Remakes são perigosos e, no geral, passam longe de funcionar. Felizmente esse não foi o caso de O Mundo Sombrio de Sabrina, cuja adaptação dos quadrinhos da Archie acertou em cheio em quase todos os pontos. Com atuações incríveis, em especial de Kiernan ShipkaMiranda Otto, a primeira temporada é uma divertida e macabra aventura pelo ocultismo, pela bruxaria e pelas duras escolhas da vida adolescente. E, como se não bastasse, a série tornou-se uma entrada positiva para o showrunner Roberto Aguirre-Sacasa – ganhando prestígio após a triste investida em Riverdale.

2. THE HANDMAID’S TALE – 2ª TEMPORADA

Após uma incrível primeira temporada, a continuação de The Handmaid’s Tale poderia desagradar a várias pessoas. Mas diferente da “pessimista esperança”, a série retornou com toda a força e aprofundou ainda mais seus temas políticos, suas ácidas críticas ideológicas e seu escopo distópico, arquitetado com maestria pela romancista Margaret Atwood. E num mundo em que as mulheres são subjugadas, são elas próprias quem roubam a cena com performances permeadas com delineações de tirar o fôlego, principalmente quando mencionamos o conjunto perfeito formado por Elisabeth MossYvonne Strahovski.

1. A MALDIÇÃO DA RESIDÊNCIA HILL – 1ª TEMPORADA

Faltam palavras para descrever a perfeição que Mike Flanagan trouxe à televisão contemporânea com A Maldição da Residência Hill. Além da competente narrativa e da incrível habilidade técnica do showrunner, as tramas de suspense e terror são orquestradas com precisão, arrancando o melhor de seu incrível elenco, frisando a dualidade performática de Carla Gugino. Não contente com a angústia desesperadora, a série brinca com o nosso psicológico fundindo loopings temporais com viradas inesperadas, além de arquétipos religiosos e familiares que apenas aumentam a complexidade de uma das melhores produções da década.

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