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As maiores bombas da Netflix em 2018

Virou quase uma tradição na Netflix lançar filmes de todos os gêneros e para todos os gostos do público. Alguns longas são de ótima qualidade outros nem tanto, com histórias tão fracas e mal feitas que chegam a deixar os usuários revoltados. É algo que já vem acontecendo há algum tempo, desde que a plataforma de streaming começou a fazer filmes por baciada, se preocupando mais em lançar inúmeras produções sem pensar se aquela obra é boa ou ruim, apenas lançando filmes sem parar e deixando a qualidade da narrativa de lado. Aqui estão dez dos piores filmes lançados pela Netflix em 2018. 


Próxima Parada: Apocalipse

Daquelas produções cheias de intenção, mas com um roteiro pessimamente elaborado. Filmes sobre o apocalipse existem aos montes e a qualidade de Próxima Parada é bastante discutível. Começa bem, apresentando os personagens, em seguida mostrando os dramas pelos quais irão passar no caminho, a questão da sobrevivência, de aprenderem a viver em um mundo em que o caos predomina. Tudo isso é criado de uma forma tão tosca que não é de se estranhar que figure em diversas listas dos piores do ano. A trama do longa não se sustenta, a ação acontece de forma forçada, apenas para tentar empurrar o protagonista para novas situações. Uma tremenda perda de tempo.

O Paradoxo Cloverfield

Grande parte do público esperava assistir ao próximo filme da franquia Cloverfield nos cinemas, mas em uma ação inteligente a Netflix lançou o filme inteiro em sua plataforma sem avisar ao público. Portanto, O Paradoxo Cloverfield não é uma produção original da Netflix, mas por ter o distribuído já o torna apto para entrar na lista. Nesta continuação, que conta com a produção de J. J. Abrams (Lost) e é dirigido por Julius Onah (The Girl Is In Trouble), a ideia era a de contar a origem dos monstros que invadiram a terra, primeiro em Cloverfield e depois em Rua Cloverfield, 10. Só que a qualidade de Paradoxo Cloverfield é muito baixa, primeiro em relação aos longas anteriores, segundo por querer contar uma história de origem de forma confusa. A história é fraca, situações pessimamente desenvolvidas, esclarecimento falho do que seriam todos os acontecimentos na nave, fora o elenco que mesmo tendo nomes importantes, como o de Daniel Brühl (Adeus Lenin), acaba por se perder com personagens mal construídos e falhos.  

Vende-se esta Casa

Este é daqueles filmes de suspense que causam revolta no público, primeiro pelo péssimo final, em que não se entende como o assassino agiu da forma que agiu, segundo porque não se importa em esclarecer quem era o vilão. Claro que o final não é a única coisa bizarra no longa, ele apenas sacramentou uma trama totalmente idiota envolvendo o protagonista, nada de relevante é apresentado para desenvolver sua história pessoal, o suspense é da pior qualidade, e para finalizar a interpretação sofrível de Dylan Minnette (13 Reasons Why) que parece ser o queridinho do momento da Netflix

A Barraca do Beijo

O romance mais celebrado do ano da plataforma de streaming é um show de imbecilidade e constrangimento. A atuação do elenco principal é um horror e seus personagens são tão fracos e bobos que não seguram a atenção do telespectador. Não há uma sintonia entre os protagonistas, algo que atrapalha na hora de criar o romance. Os acontecimentos são tão falsos e forçados que foge da realidade, parecia um grande episódio ruim da novela Malhação da Rede Globo. 

Anon

Outro dos filmes da Netflix com uma ideia interessante, mas que novamente tem uma execução falha. Anon foi dirigido por Andrew Niccol, que havia feito um bom trabalho em O Preço do Amanhã, e que tentou realizar algo parecido em Anon. No que diz respeito a tecnologia futurista há um acerto, já quanto a trama errou feio. A mensagem sobre a falta de privacidade se perde com o passar do tempo, é deixada de lado para desenvolver os personagens de Amanda Seyfried (Mamma Mia) e Clive Owen (Rei Arthur). O plot twist final é perdido e corrido, tentaram fazer tanto mistério sobre o que seria tudo aquilo que acabaram perdendo o foco da história.  

Lá Vêm os Pais

Adam Sandler hora ou outra figura nas principais listas de piores filmes do ano, isso para mencionar suas várias participações no Framboesa de Ouro. O ator parece ir bem com o público da Netflix, tanto que já fez a produção Os Seis Ridículos para a empresa. Em Lá Vêm os Pais falta sintonia entre o elenco numeroso e de bons atores, o humor empregado é horrível, não tirando uma risada se quer, as situações envolvendo o protagonista são constrangedoras e ridículas. Um filme cansativo que piora só piora com o tempo. 

Mute

Há certos momentos que se passa pela cabeça uma reflexão sobre os lançamentos da Netflix. Alguns, como é o caso de Mute, são tão irrelevantes e ruins que nem deveriam ser filmados. Com nomes de peso no elenco, como Alexander Skarsgard (It – A Coisa) como protagonista e Paul Rudd (Homem-Formiga) em um papel secundário, Mute se perde em sua própria trama, se preocupa mais em criar um ambiente futurista e esquece do roteiro. Alexander Skarsgard Paul Rudd não conseguem prender a atenção do telespectador, tornando a experiência de assistir Mute em algo frustrante. 

Caixa de Pássaros

Caixa de Pássaros já é o filme original da Netflix mais assistida em sua história recente, com mais de 40 milhões de visualizações em sete dias de estreia, o filme se mostrou um carro chefe para a plataforma e possivelmente um caminho a se seguir com futuras produções. Bird Box (nome original) é horrível! Tenta criar um suspense em volta da protagonista interpretada por Sandra Bullock (Um Sonho Possível), mas de forma totalmente equivocada, e isso não é nem pelo fato de não ter mostrado as criaturas, algo secundário para a trama. O principal problema é que Bird Box tentou tratar de vários temas sem focar em um, hora parece um filme sobre a maternidade, hora da importância da família, em alguns momentos parecia ser um longa sobre o medo e sobre a depressão, mas nada realmente dizendo o que era, parecia que nem a diretora sabia quais caminhos seguir. O desenvolvimento da trama é mal feito, prendem a protagonista em uma casa e esquecem da sua jornada pessoal. Uma tragédia do início ao fim e um longa totalmente dispensável. 

Titã

Sam Worthington parece ainda não ter encontrado o papel certo que o deslancharia para uma carreira promissora em Hollywood. Quase sempre é o protagonista das produções que trabalha, mas sem um brilho capaz de trazer lembranças positivas quanto aos seus personagens. Em Titã não é diferente, seu personagem não é envolvente, a trama não ajuda em criar uma história que prenda a atenção do telespectador, sem contar no final que é patético.

Boneca Maldita

A tal boneca que dá nome a produção aparece apenas em alguns instantes e sem assustar. De resto é um filme fraco que tenta imitar outros longas de sucesso recente, o mais visível são as referências a Invocação do Mal e a Annabelle. Produção da Indonésia peca por não saber quais caminhos trilhar e a ruindade da interpretação de todo o elenco torna a experiência em assistir Boneca Maldita algo cansativo, ridículo e engraçado. 

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Publicado por Gabriel Danius

Jornalista e cinéfilo de carteirinha amo nas horas vagas ler, jogar e assistir a jogos de futebol. Amo filmes que acrescentem algo de relevante e tragam uma mensagem interessante.

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