Cinema

Toy Story 5 domina o fim de semana e Supergirl fica muito abaixo das expectativas

Toy Story 5 acumula US$ 585 mi globais no segundo fim de semana, enquanto Supergirl estreia com US$ 68 mi mundiais, bem abaixo das projeções da DC Studios.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
4 min de leitura

A animação que não para de crescer

Toy Story 5 chegou ao segundo fim de semana com o mesmo domínio do primeiro. A animação da Pixar faturou US$ 70 milhões na América do Norte entre sexta e domingo, uma queda de 56% em relação à abertura histórica de US$ 160 milhões, dentro do esperado para um filme familiar com forte apelo de recompra. O acumulado doméstico chega a US$ 297,2 milhões em dez dias de exibição. Globalmente, o título já soma US$ 585 milhões, e a Disney cruzou a marca de US$ 3 bilhões em bilheteria mundial em 2026 na última quinta-feira, tornando-se o primeiro estúdio a atingir esse patamar no ano.

Com Tom Hanks e Tim Allen de volta como Woody e Buzz, o filme dirigido por Andrew Stanton e Kenna Harris registrou a maior abertura da franquia Toy Story e a segunda maior estreia da história da Pixar, atrás apenas de Os Incríveis 2. A corrida para o top 5 anual está em andamento, e analistas projetam que o título pode ultrapassar Cara de Um, Focinho de Outro e Devoradores de Estrelas nas próximas semanas.

Supergirl abaixo do esperado, e a DC admitiu

O segundo filme do DCU estreou com US$ 38 milhões domésticos e US$ 68 milhões globais, bem abaixo das projeções iniciais de US$ 50 a 55 milhões na América do Norte. Peter Safran, co-presidente da DC Studios, reconheceu o resultado ao New York Times com uma declaração calculada: o filme ficou abaixo das expectativas de bilheteria, mas representa apenas um componente de uma estratégia mais ampla de longo prazo na qual o estúdio segue confiante.

O CinemaScore do público foi B-, uma queda considerável em relação ao A- de Superman em 2025. A nota da crítica no Rotten Tomatoes, de 57%, tornou Supergirl o primeiro filme podre do DCU. O orçamento de US$ 170 milhões exige entre US$ 300 e US$ 375 milhões globais para atingir o ponto de equilíbrio, meta que ficou mais difícil com essa abertura. O que a crítica não contestou foi Milly Alcock. O Hollywood Reporter a descreveu como “uma protagonista cativante e punk” mesmo num filme que avaliou negativamente. A DC Studios já confirmou sua presença em Superman: Homem do Amanhã, previsto para julho de 2027.

O restante do top 5

Obsessão manteve o ritmo impressionante no sétimo fim de semana. Com queda de apenas 27%, o horror de Curry Barker faturou mais US$ 9,8 milhões domésticos, elevando o total norte-americano a US$ 233,9 milhões e o global a US$ 370,1 milhões. É um dos melhores desempenhos de pernas longas no cinema americano recente.

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Jackass: Último Shot de Loucura estreou em quarto lugar com US$ 8,4 milhões domésticos e US$ 10,3 milhões globais. Com orçamento de apenas US$ 10 milhões, o filme já está no azul antes do fim de semana terminar. O CinemaScore A- foi o melhor da franquia desde o original de 2002. Em quinto, Dia D, de Steven Spielberg com Emily Blunt e Josh O’Connor, faturou mais US$ 8,1 milhões, acumulando US$ 94,3 milhões domésticos e US$ 193,6 milhões globais.

Os marcos da semana

Michael, a cinebiografia de Michael Jackson dirigida por Antoine Fuqua, cruzou US$ 977,4 milhões globais, ultrapassando Oppenheimer para se tornar a maior cinebiografia da história do cinema. Com Jaafar Jackson no papel do tio, o filme lançado em 24 de abril manteve quedas semanais abaixo de 50% por nove fins de semana consecutivos. A marca de US$ 1 bilhão está em vista nas próximas semanas.

Todo Mundo em Pânico, da Paramount e Miramax com Marlon Wayans, Shawn Wayans, Anna Faris e Regina Hall, cruzou US$ 100 milhões domésticos na quinta-feira, tornando-se a primeira comédia com classificação R a atingir esse número desde Girls Trip, em 2017. E The Invite, a comédia de relacionamento de Olivia Wilde com Seth Rogen, Penélope Cruz e Edward Norton, estreou em sete salas com US$ 379 mil, média de US$ 54 mil por tela.

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