Paris Hilton, Julia Roberts, Trump e Bernie Sanders se unem em homenagens a Dolly Parton
Pedro Pascal, Julia Roberts, J.K. Rowling e até Bernie Sanders se juntaram às homenagens à cantora.
Horas depois de a família confirmar a morte de Dolly Parton, aos 80 anos, homenagens começaram a se multiplicar em todos os cantos do entretenimento e também da política americana. Da música country a Hollywood, passando por nomes que raramente concordam entre si em Washington, a repercussão deu uma dimensão do alcance que a cantora teve ao longo de sete décadas de carreira.
Colegas da música country se despedem
Kacey Musgraves, que dividiu o palco com Dolly em uma homenagem all-star no Grammy de 2019, foi uma das primeiras a se manifestar. “O mundo parece bem menos brilhante de repente”, escreveu a cantora, que disse não conseguir falar sobre o assunto no dia. Keith Urban publicou nos Stories que estava sem palavras diante da notícia.
Reba McEntire compartilhou uma foto ao lado de Dolly e escreveu um longo texto de despedida, encerrando com uma referência direta à canção mais famosa da amiga: “Eu sempre vou te amar, Reba”. Outros nomes do gênero também se manifestaram, caso de Maren Morris, George Strait, John Rich e Trace Adkins, todos destacando o impacto de Dolly como artista e como pessoa generosa fora dos palcos.
Hollywood lembra de quem driblou o próprio clichê
Jamie Lee Curtis publicou uma foto ao lado de Dolly citando o ditado de que não se deve conhecer os próprios ídolos de perto, para em seguida explicar por que Dolly era a exceção à regra: a coragem da cantora de seguir em frente profissionalmente, segundo a atriz, foi o que inspirou a composição de “I Will Always Love You”. Julia Roberts, parceira de elenco em Flores de Aço, descreveu Dolly como “um ser humano mágico e alegre” e disse sentir o sol mais fraco naquele dia.
A lista de atores seguiu com Colman Domingo, que lembrou o exemplo de bondade deixado pela cantora, e Khloe Kardashian, que descreveu Dolly como um ser humano extraordinário e uma alma única em uma geração. Pedro Pascal publicou uma foto antiga da cantora com a legenda “única, precisamos fazer mais”, enquanto Sarah Jessica Parker chamou Dolly de uma das maiores pessoas que os Estados Unidos já produziram.
Um consenso raro na política americana
A despedida também uniu vozes que dificilmente concordam em outros temas. O presidente Donald Trump anunciou que vai baixar a bandeira dos Estados Unidos por uma semana em homenagem à cantora, chamando-a de uma das maiores artistas country de todos os tempos em publicação no Truth Social.
Do outro lado do espectro político, o senador Bernie Sanders destacou o trabalho filantrópico de Dolly em causas como alfabetização, educação e direitos LGBTQ+, enquanto o senador Chuck Schumer a chamou de uma força para o bem. Políticos do Tennessee, estado natal da cantora, também se manifestaram, caso da senadora Marsha Blackburn e do governador de Kentucky, Andy Beshear, que citou o impacto da Imagination Library na alfabetização de crianças em seu estado.
“Eu sempre vou te amar”, o refrão que virou despedida
A canção mais famosa de Dolly acabou se tornando uma espécie de linguagem comum entre quem prestou homenagem a ela. A atriz e cantora Kristin Chenoweth, que já dividiu estúdio com Dolly em uma gravação, encerrou seu texto repetindo o verso: “Eu te amo, Dolly, e eu sempre vou te amar”.
Instituições ligadas à música country também se pronunciaram, caso do Grand Ole Opry e do Country Music Hall of Fame, que descreveram o legado de Dolly como algo que ultrapassa a fama e representa humanidade e generosidade. A escritora J.K. Rowling destacou a Imagination Library como uma das maiores contribuições de uma celebridade à alfabetização infantil no mundo, projeto para o qual a família da cantora pediu que doações sejam direcionadas em memória dela.