Jill Abramson, ex-editora executiva do The New York Times, em seu novo livro deu informações a respeito do jornal. Segundo afirmou, o periódico abandonou completamente a objetividade para focar apenas no governo de Donald Trump, isso apenas para agradar eleitores progressistas.

Na obra intitulada Merchants of Truth (algo como Mercadores da verdade), que começará a ser vendido nos EUA já em fevereiro e que já está em pré-venda pela Amazon, traz um relato da primeira mulher a ter o cargo de editora-executiva do jornal, isso até ser demitida no ano de 2014. Seu sucessor foi Dean Baquet, e é para ele que Jill faz algumas das acusações, como a de ele permitir que a cobertura tradicional e objetiva do jornal se torna-se em uma cobertura anti-Trump, segundo noticiou a Fox News.

“Embora Baquet tenha dito publicamente que não queria que o New York Times se tornasse um partido de oposição, as páginas do seu noticiário são inequivocamente anti-Trump. Algumas manchetes contêm opinião pura, assim como alguns dos conteúdos que são categorizados como análises”, disse a ex-editora em um dos trechos.

Em outra parte de sua obra, Abramson fala sobre essa mudança em relação a objetividade e que tudo seria para conseguir a audiência progressista. “Dada a sua audiência predominantemente progressista, havia uma recompensa financeira implícita para o jornal ao publicar páginas e páginas de conteúdo sobre Trump, quase todas negativas: eles atingiram um tráfego alto de leitores e, apesar do pequeno pico de cancelamentos após as eleições, aumentaram as assinaturas a níveis que ninguém tinha previsto”

Jill Abramson é uma jornalista que já foi chefe de redação em Washington do New York Times, além de já ter trabalhado como repórter investigativa pelo Wall Street Journal. Justamente por ser uma jornalista veterana é que o livro surge, para os críticos conservadores ao New York Times, como algo que dê credibilidade para essas alegações, pois muitos conservadores diziam, há algum tempo, que o Partido Republicado sofria perseguição pelo jornal.

Jill não crítica apenas o jornal, mas também o atual presidente, que segundo ela, ao dirigir o termo fake news para uma parte da imprensa acabou por criar uma “maneira barata de tentar minar a credibilidade das reportagens do New York Times, rotulando-as como algo a ser aceito como verdade apenas por progressistas em áreas urbanas e cosmopolitas”.