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Historiadora afirma que camponeses medievais trabalhavam menos do que brasileiros modernos

O senso comum geral sobre a Idade Média é negativo. Seja nos costumes, alimentação e principalmente nas condições de trabalho. Porém parece que o cenário medieval não era tão ruim quanto se pensava.

Recentemente, a professora Juliet Schor lançou seu livro, The Overworked American: The Unexpected Decline of Leisure, revelando o resultado de sua pesquisa: o campones medieval trabalhava muito menos que qualquer cidadão contemporâneo ocidental.
Os últimos dados disponíveis do Bureau of Labor Statistics apenas apoiam essa ideia. Na verdade, a média anual de horas trabalhadas pelos americanos em 2017 chegou a 1.780, enquanto um camponês adulto do sexo masculino no Reino Unido trabalhava em média 1.620. No Brasil, trabalham-se em média 1.737 horas semanais.

Como a necessidade de mão-de-obra agrícola na Idade Média dependia da estação, o camponês médio tinha cerca de oito semanas até metade do ano de folga. Além disso, a Igreja sabia que a oportunidade de descanso manteria os trabalhadores felizes e ordeiros, então eles pediram feriados obrigatórios frequentes para realizar festas e celebrações típicas.

A jornada de trabalho ocidental muda radicalmente de figura após o processo de industrialização ocorrido durante o século XIX durante a Revolução Industrial. Até então, o ritmo de trabalho era lento, ainda que muitos não conseguissem obter quantidades expressivas de capital.

Um trabalhador do século XIII poderia ter até 25 semanas de folga por ano. Para referência, o trabalhador americano médio tem 16 dias de férias por ano.

“Considere um dia de trabalho típico no período medieval”, disse Schor. “Estendia-se do amanhecer ao anoitecer (dezesseis horas no verão e oito no inverno), mas, como observou o bispo Pilkington, o trabalho era intermitente – chamado para parar para o café da manhã, almoço, a costumeira soneca da tarde e jantar. Dependendo da hora e do lugar, havia também intervalos para lanches no meio da manhã e no meio da tarde.”

Complicado, não? Hora de começar a invejar um pouquinho uma das benesses da Idade Média.

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Publicado por Matheus Fragata

Editor-geral do Bastidores, formado em Cinema seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas.

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