Konami quer fazer de Silent Hill uma franquia anual
Produtor Motoi Okamoto revela à gamescom 2026 que Konami já trabalha em vários projetos não anunciados de Silent Hill.
A Konami revelou durante a Gamescom 2026 uma ambição e tanto para o futuro de Silent Hill: transformar a franquia de terror em um lançamento anual. Quem confirmou o plano ao site GamesRadar+ foi Motoi Okamoto, produtor responsável pela série na empresa japonesa. “Nosso objetivo é, esperamos, ter um lançamento anual de novos jogos”, afirmou.
A meta explica, em parte, uma mudança de rota que a franquia já vem adotando nos últimos lançamentos: o abandono da cidade fictícia americana que dá nome à série como cenário único. Silent Hill f, ambientado no Japão dos anos 1960, e o já anunciado Silent Hill: Townfall, com ambientação escocesa, são os primeiros exemplos concretos dessa virada.
Por que a franquia está mudando de cenário
Segundo Okamoto, insistir sempre no mesmo pano de fundo criativo tinha um custo narrativo. “Se ficarmos focados a laser no mesmo cenário americano, isso esgotaria as possibilidades narrativas, e também poderia potencialmente causar cansaço na base de jogadores”, explicou o produtor, defendendo que cada equipe de desenvolvimento trabalhe dentro dos ambientes e estilos de narrativa que funcionam melhor para ela.
Essa lógica ajuda a sustentar o plano de lançamentos anuais. Para manter esse ritmo, a Konami precisa ter várias equipes trabalhando em paralelo, cada uma com liberdade para explorar sua própria interpretação do universo de Silent Hill, em vez de depender de um único time responsável por toda a franquia.
Os jogos que já sustentam a estratégia
Silent Hill f, desenvolvido pela NeoBards Entertainment com roteiro de Ryukishi07, autor conhecido pelas visual novels Higurashi no Naku Koro ni e Umineko no Naku Koro ni, chegou em setembro de 2025 como o primeiro título da franquia ambientado no Japão e também o primeiro a se passar no passado, na cidade fictícia de Ebisugaoka, inspirada na cidade real de Kanayama.
Já Silent Hill: Townfall, desenvolvido pelo estúdio escocês Screen Burn Interactive (antiga No Code), chega em 24 de setembro deste ano para PlayStation 5 e PC, com exclusividade de pelo menos seis meses em relação a outros consoles. No início de agosto, a Konami liberou quase 20 minutos de gameplay do jogo, mostrando resolução de quebra-cabeças e o primeiro encontro com um monstro.
Jordan Middler, do site VGC, testou uma demonstração do jogo e destacou a representação da Escócia como um dos pontos altos da experiência. “Sendo escocês, é inédito ver meu país representado, mas não só isso, representado de forma tão autêntica”, escreveu o jornalista após a sessão.
Muitos projetos ainda não anunciados
Okamoto foi cauteloso ao falar sobre o que vem a seguir, mas confirmou que a Konami já trabalha em diversas frentes além dos dois jogos conhecidos. “Ainda há muitos projetos em desenvolvimento e títulos bem não anunciados. Obviamente, não podemos entrar em detalhes. Mas ainda há muitos projetos que estamos explorando e nos quais estamos trabalhando neste momento”, disse.
O produtor reforçou que a intenção é surpreender positivamente quem acompanha a franquia. “Gostaríamos que os jogadores soubessem que temos mais experiências por vir, e muitos tipos de jogos que, acreditamos, serão capazes de proporcionar boas surpresas para quem espera por isso na série”, completou, sem revelar detalhes sobre gêneros, plataformas ou cenários dos próximos projetos.