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Lista | Os Melhores filmes sobre a Segunda Guerra Mundial de todos os tempos

Após termos presenciado recentemente o mais novo grande filme de Christopher Nolan em sua inovadora investida no gênero do filme de guerra, foi nos cabível tentar reunir aqui nessa lista os melhores dos melhores! Atenção que esta não é a lista dos melhores filmes de guerra de todos os tempos (essa fica pra outro dia), e sim os melhores filmes que retrataram a Segunda Guerra Mundial no cinema, em todas as suas diferentes vertentes!

Confira aqui agora então, só os melhores dos melhores:

25. Fugindo do Inferno (1963)

Assim como no filme de David Lean já aqui listado, são nas constantes e mirabolantes tentativas de fuga dos míseros prisioneiros britânicos e americanos, reunidos aqui em um elenco não menos que soberbo, onde se encontra um espírito flamejante de sobrevivência à todo custo. Não só pela liberdade, mas pela sanidade humana frente a violência e opressão da guerra que os aprisionam e ditam o destino de suas vidas, de forma tragicamente imprevisível. E dentro disso, ao mesmo tempo, consegue ser talvez um dos filmes mais divertidos já concebidos no cinema, com fantásticas cenas de ação e um humor cínico certeiro, equilibrado de forma perfeita com o trágico drama com que lida. A dor no coração aqui é certa, mas um sorriso no rosto também é instantâneo!

24. Os Doze Condenados (1967)

O pré Bastardos Inglórios até de certa forma. Mas o filme de Robert Aldrich consegue ser também de certa forma uma jornada rumo a redenção desses 12 homens amaldiçoados pela suas vidas criminosas, reunidos em um elenco de estrelas não menos que soberbo, que ao matarem membros de alta patente do inimigo nazista conseguem encontrar a honra perdida. Ao mesmo tempo que claro, é uma obra que possui um senso cínico e gratificante de diversão onde é impossível não abrir um sorriso sórdido no rosto em certos momentos.

23. O Pianista (2002)

Muito mais do que um mero filme das aterradoras consequências do holocausto, o que é, mas o filme de Roman Polanski consiga se destacar tão bem se deve ao fato de procurar ser um excelente, desolador e agonizante estudo de personagem e sua dura luta pela sobrevivência através de sua arte, em um lugar onde esta seja a única coisa bela e pura que ainda exista. Longe de ser perfeito, mas altamente emocionante graças à rudimentar direção e uma performance central não menos que soberba de Adrien Brody.

22. Império do Sol (1987)

Quando Steven Spielberg tentou emular um pouco do drama épico de David Lean, e acabou realizando aqui um de seus mais belos, únicos e subestimados trabalhos. Que talvez sirva como uma grande síntese de todo seu cinema, ao colocar a guerra e suas trágicas consequências sendo vistas a partir da perspectiva inocente e sonhadora de uma criança, com uma performance central estonteante de um jovem Christian Bale. Fazendo do espectador uma testemunha íntima do jovem menino em sua jornada onde rimos, choramos e torcemos ao seu lado pelo talvez impossível final feliz.

21. A Vida É Bela (1997)

Assim como em Império do Sol, é na visão pura e isenta de maldade ou negatividade, que vemos os horrores e a tragédia da guerra sendo retratadas de forma tão “leve” aqui no belíssimo filme de Roberto Benigni. Que no meio de tantos momentos doces e deveras divertidos e engraçados, se esconde um sombrio e trágico horror, que nenhum pai quer que o filho sofra. Um dos sacrifícios mais tocantes, emocionantes e tristes que o cinema já veio a nos mostrar!

20. O Inferno Nº 17 (1953)

Sim, até Billy Wilder ousou se aventurar no drama de guerra e realizou aqui um dos filmes de guerra mais subestimados de todos os tempos. Um estudo de personagem intrínseco e brilhante sobre as consequências psicológicas do aprisionamento em um palco bélico, mas sem nunca perder o refinado humor de Wilder capaz de tornar tudo mais leve em meio da inevitável tragédia. Um filme necessário e merecido de melhor reconhecimento!

19. O Mais Longo dos Dias (1962)

O dia D retratado por Spielberg em sua bem conhecida obra capturou em menos de meia hora, o retrato violento do combate. Pois enquanto aqui no filme do trio Ken Annakin, Andrew Marton e Bernhard Wicki, visa ser uma retratação histórica fidedigna do mesmo de forma épica e eletrizante. Ao mesmo tempo em que é um filme exaltante do heroísmo dos soldados frente às dificuldades no front, representado em um sempre bravo John Wayne. Ao mesmo tempo da moral frente ao dever quando nos deparamos com os diferentes pontos de vista de ambos os lados. Talvez não um dos melhores de todos os tempos, mas especial e brilhante em sua própria maneira.

18. Bastardos Inglórios (2009)

E eis aqui quando temos um dos diretores mais autorais de todos os tempos como Quentin Tarantino lidando aqui com um palco de Segunda Guerra Mundial: uma comédia de humor negro, afiada e sombria digno de um filme Nouvelle Vague, com um senso de violência exploitation e filmado como um Western Spaghetti. E ainda alterando o decurso histórico de sua época retratada sem pudor algum, com Tarantino despejando toda sua repudia e ódio ao Nazismo representeados em um dos maiores vilões do cinema, o odiável Hans Landa de um FANTÁSTICO Christoph Waltz.

17. Cartas de Iwo Jima (2006)

A perspectiva do suposto “inimigo” sendo colocada defronte ao público em um filme de guerra emocionalmente poderoso e dramaticamente trágico. Onde o foco do brilhantismo aqui composto não está nos grandiosos combates, habilmente bem filmados, mas sim nos conflitos ínfimos de cada personagem frente a honra e o dever de se sacrificarem pelo seu país, mas a frágil natureza humana recheada de sentimentos de apego ao lar e amor a vida, os impedindo de realizar. Um dos filmes mais únicos de Clint Eastwood e também facilmente um de seus melhores!

16. Amargo Triunfo (1957)

Além do fato de ser um dos filmes mais subestimados de um dos mais subestimados diretores de todos os tempos, Amargo Triunfo de Nicholas Ray é um confronto íntimo e profundo sobre dois quebrados homens em meio da guerra. E como os horrores do combate e a forma que cada um encara sua missão servem como verdadeiro reflexo de seu psicológico e ética frente ao dever que tem que cumprir e o conflito pessoal que instiga o ódio entre ambos. Uma obra-prima a ser melhor conhecida!

15. Julgamento em Nuremberg (1961)

Quase mais um documento histórico do que um verdadeiro filme de Guerra. Mas é inegável o fato de termos aqui no filme de Stanley Kramer uma retratação altamente dramática e fidedigna do evento que julgou aqueles culpados de uma catastrófica guerra e as milhares de vidas perdidas que assombram cada um dos personagens aqui envolvidos, representados em um elenco nada menos que soberbo.

14. Túmulo dos Vagalumes (1988)

Até o mundo da animação ousou tocar na ferida de muitos ao retratar de forma tão melodramaticamente dolorosa, as consequências da guerra no meio social e ainda mais na deturpação da inocência. E eis isso que encontramos aqui no magnífico e doloroso filme de Isao Takahata, uma obra tão cheia de inocência e pureza tão encantadora agarrando o emocional do espectador pela culatra, apenas para destrui-lo sem misericórdia quando a tragédia e injustiça da guerra culmina em cima de seus protagonistas. Uma das obras mais adultas e realistas da guerra em formato de uma estonteante animação que promete te deixar desolado por completo.

13. Alemanha, Ano Zero (1948)

O final da trilogia da guerra de Rossellini não poderia ser menos desoladora e pessimista como a obra que aqui se apresenta. Alemanha, Ano Zero é, em todo o melhor sentido da frase, um documento histórico em forma cinematográfica das consequências mais aterradoras da guerra. Onde o espectador é colocado sem piedade frente a auto-destruição da inocência em um palco dizimado pelo ódio entre homens. Não há esperança ou nada de edificante aqui, apenas a guerra em seu mais puro e desolador estado.

12. A Infância de Ivan (1962)

A estréia de Andrei Tarkovsky no cinema não poderia ser nada menos do que genial como a obra que se apresenta aqui. Uma visão onírica, poética e surrealista da inocência tentando sobreviver em um mundo dominado pela tragédia e desolação do ser humano em guerra. Emocionalmente grandioso em sua pequena e sutil escala, e um dos retratos mais únicos, triste e belo da guerra já feito.

11. Roma, Cidade Aberta (1945)

Interessante como alguns diretores aqui mencionados estrearam suas carreiras no cinema com dramas de guerra, e Roberto Rossellini não fora diferente aqui com seu Roma, Cidade Aberta. Uma obra-prima que marcou para sempre o neo-realismo Italiano e toda a filmografia de Rossellini, graças ao assombroso realismo tão palpável que o diretor capta de forma documental e dramática a pura tragédia cercando inocentes vidas que tão facilmente e friamente se perdem. Aterrador mas absolutamente uma necessária obra-prima!

10. Além da Linha Vermelha (1998)

Quando Terrence Malick tornou aqui seu olhar onírico e contemplativo que viria a ser sua marca de autor até hoje, e realiza talvez o filme de guerra mais poético já realizado. Onde os vários jovens soldados e seus conflitos individuais existencialistas, não passam de meros coadjuvantes em um filme onde a própria bela natureza, sendo manchada e machucada pela violência dos homens, é a verdadeira protagonista e real vítima.

9. Patton – Rebelde ou Herói? (1970)

Um dos filmes biográficos mais genialmente realizados. Mas o filme de Franklin J. Schaffner infelizmente caiu um pouco, desmerecidamente, no esquecimento ou reconhecimento como um dos retratos mais fidedignos já realizados, não só do lado humano de George S. Patton de um ilustre George C. Scott, mas também dos ideias patrióticos idealistas quase cegos defronte um conflito que ia muito além do que um mero triunfo americano sob as forças opressoras, pelo menos fora para esse complexo e fascinante personagem.

8. A Ponte do Rio Kwai (1957)

Nada é mais forte em um conflito do que a benevolência do espírito humano frente as temíveis adversidades. E esse é o grande tema que se ressoa nesta magnífica obra-prima do mestre David Lean, que ousa mostrar o lado seco e brutal das consequências da guerra, ao mesmo tempo que é capaz de elevar as emoções do espectador de orgulho e admiração para com seus heróis aqui, mas sem nunca levantar bandeiras e apontar o lado certo ou errado.

7. Paisà (1946)

Talvez o mais maduro e dolorosamente trágico filme da trilogia de guerra que Rossellini criara. Paisan não pretende ser um simples drama das cruéis consequências da guerra, mas se torna um épico documental sobre diferentes perspectivas da tragédia iminente de uma guerra em cima de um povo de um país dominado pela morte opressiva e dolorosa injustiça. Os sentimentos aqui retratados e guardados são puros, mas apenas salvaguardados de dor. Talvez o retrato mais fiel da desolação da guerra.

6. Agonia E Glória (1980)

Após uma longa, grandiosa e criminalmente injustiçada filmografia, eis que Samuel Fuller finalmente realiza aqui o filme de guerra que talvez tanto almejasse e lhe fosse tão pessoal. Ao retratar algumas de suas próprias experiências no fronte, Fuller realiza aqui em seu filme testamento uma experiência, ao mesmo tempo que desoladora e violenta, almeja a diversão e um senso um tanto cínico de positividade na química brilhante de um soberbo elenco, com destaque para um fantástico Lee Marvin em seu ápice! Um dos filmes mais únicos e especiais sobre a guerra e a camaradagem no combate já feito!

5. Vá e Veja (1985)

A guerra nunca fora retratada em um retrato tão pesado e desolador como aqui no filme de Elem Klimov. Onde o espectador é imersivamente transposto no lugar dos jovens protagonistas aqui retratados, e sofrer tudo ao lado de forma brilhantemente agonizante. Perturbador em todos os níveis, mas talvez realmente necessário!

4. Dunkirk (2017)

Dunkirk se destaca dentre tantos filmes de guerra pelo tanto que Christopher Nolan experimenta e renova sua assinatura como cineasta aqui. Sem nunca apelar para a violência explícita, o diretor mostra a angústia da Guerra como poucas vezes vista em outros filmes. O inimigo invisível mimetiza face misteriosa da morte, sempre onipresente e onosciente na totalidade da obra, dificultando o resgate dos soldados deprimidos. Dunkirk transcende o plano do filme ao nos jogar diretamente na guerra. Presenciar essa obra nos cinemas é algo obrigatório.

3. O Barco: Inferno no Mar (1981)

Claustrofobia e tensão nunca formaram um casal tão perfeito como aqui nesta obra-prima de Wolfang Petersen. E talvez seja indulgente dizer o quão revolucionário o filme é por mostrar a guerra e o combate a partir da visão Alemã, já que o próprio filme é Alemão. Mas o brilho da obra não está em levantar bandeiras, e sim mostrar de forma tão verossímil e agonizante o sufocante combate marinho e os sacrifícios feitos entre os soldados frente os motes de patentes e a honra individual. Um exímio estudo de personagem e uma orquestra de suspense apenas magistral.

2. O Resgate do Soldado Ryan (1998)

Uma colocação talvez previsível, mas impossível não validar aqui a experiência visceral pra onde Spielberg transporta o espectador para dentro do calor da batalha e toda a imersiva e palpável violência que a forma. Nos tornando em vítimas e baixas da guerra junto de seus bravos e humanos soldados, onde rimos, sofremos e torcemos ao lado de cada um, e questinamos o verdadeiro valor de uma vida em meio a tantas facilmente perdidas. Spielberg não fez aqui um filme sobre a guerra, ele deu vida a ela em forma de cinema!

1. A Lista de Schindler (1993)

Se Steven Spielberg ainda viria a retratar o calor visceral da violência no front de guerra, antes ele se aventurou aqui em fazer um dos retratos mais documentais e realistas das consequências mortais da vida humana de milhares de inocentes frente ao terror e morte da guerra. Ao mesmo tempo em que realiza uma digna biografia melodramática, mas nunca glamorizada, de um homem que buscou salvar alguns muitos do destino trágico certo. Impiedosamente triste, porém altamente inspirador!

Já conferiram todos essas jóias de filmes? Qual o seu filme favorito sobre a Segunda Guerra Mundial?

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Publicado por Raphael Klopper

Estudante de Jornalismo e amante de filmes desde o berço, que evoluiu ao longo dos anos para ser também um possível nerd amante de quadrinhos, games, livros, de todos os gêneros e tipos possíveis. E devido a isso, não tem um gosto particular, apenas busca apreciar todas as grandes qualidades que as obras que tanto admira.

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