Cinema

Supergirl deve dar prejuízo de até US$ 120 milhões para a Warner Bros.

Com abertura de US$ 68 milhões globais e projeção de encerrar com US$ 200-210 mi, Supergirl deve gerar prejuízo entre US$ 80 e US$ 120 milhões para a Warner.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

Os números que não mentem

Supergirl abriu com US$ 38 milhões nos Estados Unidos e US$ 68 milhões globalmente no fim de semana de estreia. Esses números, por si só, já eram ruins. O que a Variety apurou com fontes próximas às finanças do filme transformou os números ruins em projeções concretas de prejuízo. O filme deve encerrar sua trajetória nos cinemas com entre US$ 200 e US$ 210 milhões mundialmente. Para atingir o equilíbrio financeiro, precisaria chegar a pelo menos US$ 300 milhões, já que os exibidores ficam com cerca de metade da receita de bilheteria. A distância entre os dois números tem nome: prejuízo entre US$ 100 e US$ 120 milhões para a Warner Bros.

Uma fonte separada, com conhecimento direto das finanças do projeto, estimou que o rombo pode ficar um pouco menor, entre US$ 80 e US$ 85 milhões, caso o filme atinja pelo menos US$ 200 milhões globais. Mas isso depende de uma sustentação nas próximas semanas que os dados de queda do segundo dia não sugerem.

O tamanho do buraco

O orçamento de produção foi de US$ 170 milhões. A campanha de marketing custou aproximadamente US$ 120 milhões adicionais. São US$ 290 milhões investidos antes de um ingresso ser vendido. A projeção de receita total de US$ 200 a US$ 210 milhões, com metade indo para os cinemas, deixaria a Warner com cerca de US$ 100 a US$ 105 milhões de retorno bruto do cinema, uma fração do investimento.

A comparação com outros fracassos recentes de super-heróis é imediata. As Marvels abriu com US$ 46 milhões domésticos e é lembrado como o pior lançamento do MCU. Supergirl ficou abaixo disso com US$ 38 milhões. Joker: Loucura em Dois, o pior resultado da franquia Joker, abriu com US$ 37,6 milhões. Supergirl ficou milímetros acima. O Morbius, da Sony, que virou sinônimo de fracasso no universo dos super-heróis, abriu mais alto do que o segundo filme do DCU.

Por que o sinal de alerta é mais amplo que o prejuízo

O dinheiro importa, mas o contexto importa mais para a DC Studios. Superman, lançado um ano antes, abriu com US$ 125 milhões domésticos e faturou US$ 618 milhões globalmente. A expectativa era que Supergirl construísse sobre esse momentum, ainda que numa escala menor. A abertura de US$ 38 milhões, abaixo até da pior estreia do MCU, sugere que a audiência geral não está seguindo o DCU de forma automática. Cada filme precisa conquistar seu próprio público.

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O analista Jeff Bock, da Exhibitor Relations, foi direto ao Variety: “A audiência nunca percebeu Supergirl como um evento. Simplesmente não foi bom o suficiente para se tornar um.” A nota do CinemaScore de B- do público, contra A- de Superman, confirma que quem foi ao cinema saiu menos entusiasmado.

O que isso não significa para Milly Alcock

Em praticamente toda cobertura do fracasso de bilheteria, um ponto aparece como exceção: a atriz central não é parte do problema. A Variety citou que “a performance de Alcock é um dos poucos pontos inquestionavelmente bem-sucedidos do filme.” O Hollywood Reporter descreveu sua Kara Zor-El como “uma protagonista cativante e punk.” A DC Studios confirmou sua presença em Superman: Homem do Amanhã, previsto para julho de 2027, independentemente do resultado de bilheteria de Supergirl.

O próximo teste para o DCU chega em outubro com Clayface, estrelado por Tom Rhys Harries num horror corporal que diverge completamente do formato de super-herói convencional. Depois vem Vingadores: Doutor Destino em dezembro, que com os irmãos Russo e Robert Downey Jr. carrega expectativas de outra magnitude. Por ora, a Warner Bros. tem um prejuízo de até US$ 120 milhões para processar e uma estratégia de franquia para defender.

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