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De Dr. No a Sem Tempo para Morrer: O ranking da franquia 007

Ao longo de 59 anos, 25 filmes e 6 atores diferentes, James Bond se estabeleceu como um dos ícones definitivos da História do Cinema. Cada era de sua passagem pela Sétima Arte representa um pouco da história da própria mídia, e o lançamento de Sem Tempo para Morrer traz um novo marco em sua trajetória formidável.

Portanto, nada mais justo do que elaborar um ranking com todos os 25 filmes oficiais produzidos pela família Broccoli na MGM (nada de Nunca Mais Outra Vez nessa lista), do pior ao melhor.

Confira abaixo.

25. Os Diamantes São Eternos

Sean Connery simplesmente não largava o osso. Após uma despedida interessante e grandiosa em Só Se Vive Duas Vezes (chegaremos lá), o astro retorna para uma aventura cansada e sem poucas novidades. Salva-se a ambientação em Las Vegas e a dupla de capangas gay que garante ótimos momentos.

24. Viva e Deixe Morrer

Se uma despedida foi abaixo da média, foi logo seguida por uma estreia morna. Roger Moore iniciou sua longa era com um longa que mistura de forma bizarra uma trama de traficantes em Nova York (que funciona) com uma macarronada com vudu e feiticeiros (que definitivamente não funciona). Mas certamente não podemos reclamar da excelente música tema de Paul McCartney.

23. Um Novo Dia para Morrer

Uma galhofa, sem sombra de dúvida. A saída de Pierce Brosnan garantiu a aventura mais exagerada e fantasiosa, com carros invisíveis e raios do sol como armas de um vilão capaz de trocar de etnia. É um filme inegavelmente divertido pelo absurdo, mas cuja trama e seus personagens cartunescos não passam do nível de distração.

22. Quantum of Solace

Após uma recepção sensacional com sua estreia, Daniel Craig tem uma segunda aventura prejudicada pela greve de roteiristas de 2008. Com um filme literalmente sem roteiro definido, Quantum of Solace é um filme desencontrado e genérico, prejudicado também por cenas de ação com uma montagem sofrível e confusa. Ainda bem que, mesmo com material fraco, Craig ainda segura o filme todo.

21. 007 Contra o Foguete da Morte

Mais bizarro do que ver James Bond indo para o espaço sideral, é ver o agente secreto de Sua Majestade na folia do Carnaval do Rio de Janeiro. Isso tudo no mesmo filme, que é definitivamente trash e sofre de um ritmo irregular, mas assim como a despedida de Pierce Brosnan, agrada pelo tom cartunesco e as cenas de ação elaboradas.

20. Marcado para a Morte

O grande e subestimado Timothy Dalton! Sem dúvida entregou um dos retratos mais interessantes e complexos de James Bond, e até uma pena que sua estreia tenha sido com Marcado para a Morte, um filme que definitivamente não é ruim, mas não está à altura do potencial do ator, entregando uma ação competente, mas uma trama esquecível.

19. 007 Contra a Chantagem Atômica

Com a quarta aventura de Sean Connery como 007, uma coisa fica bem evidente: os produtores e artesãos realmente estavam impressionados com cinematografia submarina. Isso fica expresso nas intermináveis cenas de lutas e até batalhas embaixo da água, que encantam num nível técnico, mas contribuem para que A Chantagem Atômica se alongue bem mais do que o necessário. A trama, porém, funciona com uma envolvente intriga de Guerra Fria.

18. Na Mira dos Assassinos

Uma pérola subestimada. A despedida tardia de Roger Moore, já com 57 anos enquanto rodava o filme, é um dos pontos mais massacrados pelos fãs. Uma injustiça, considerando que Na Mira dos Assassinos traz um dos vilões mais carismáticos de 007 na pele de Christopher Walken, além de excelentes cenas de ação envolvendo ícones de Paris e São Francisco com a Torre Eiffel e a Ponte Golden Gate.

17. Somente para seus Olhos

Há um ciclo curioso que costuma se repetir na franquia 007: após um filme mais espalhafatoso, o seguinte costuma ser uma baixada de bola para assumir um tom mais sóbrio. É o caso de Somente para Seus Olhos após O Foguete da Morte, onde temos um Roger Moore bem mais focado e obstinado em uma trama simples, mas eficiente e com boas cenas de ação – e uma ótima Bond Girl com Carole Bouquet.

16. 007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro

Representando um bom salto de qualidade em relação à estreia de Roger Moore no papel, O Homem com a Pistola de Ouro introduz um dos antagonistas mais icônicos da franquia na figura de Christopher Lee como Scaramanga. A força do vilão carrega o filme, que também encontra bons momentos na primeira metade mais investigativa, ainda que o ápice seja mesmo o clímax quase psicodélico com o duelo final.

15. O Amanhã Nunca Morre

Os longas de Pierce Brosnan são produtos de uma era de transição interessante, e sua segunda aventura navega pelo zeitgest dos veículos de informação. A ideia de ter um grande magnata de jornais impresso como grande antagonista é formidável, assim como a memorável parceria entre Bond e a espiã vivida pela espetacular Michelle Yeoh. O Amanhã Nunca Morre só falha mesmo em garantir um espetáculo digno da franquia.

14. Sem Tempo para Morrer

E chegamos então ao novo filme, que marca um fim para a era Daniel Craig do personagem. Sendo também o mais longo de toda a franquia, Sem Tempo para Morrer faz o melhor para tentar amarrar as narrativas anteriores, apostando em uma história forte e que aproveita bem seus coadjuvantes, mesmo com um vilão fraquíssimo e um final extremamente questionável… Ainda assim, um bom filme.

13. O Mundo Não é o Bastante

Uma virada de chave interessante e pouco valorizada de Pierce Brosnan. Em sua terceira aventura, vemos um lado (um pouco) menos cínico e debochado de sua versão de James Bond, envolvido em uma trama interessante e com a excelente Elektra King de Sophie Marceau como uma das figuras mais enigmáticas da franquia. E, de quebra, ainda conta com a excepcional perseguição de barcos na cena de abertura.

12. 007 Contra Octopussy

Roger Moore já estava com os dias contados como James Bond, e novamente temos uma opinião impopular aqui. Octopussy traz uma das antagonistas mais interessantes na figura da personagem titular, e garante também as cenas de ação mais impressionantes da era Moore: o prólogo com o avião, a luta sob os vagões de trem e o clímax absurdamente bem filmado nos céus. Um filme subestimado.

11. Só Se Vive Duas Vezes

A primeira despedida de Sean Connery da franquia rendeu o filme que, até então, era o mais grandioso da saga. E os pontos altos realmente são impressionantes, desde a condução épica de Lewis Gilbert, as cenas de ação espetaculares e a introdução do icônico Ernst Stavro Blofeld de Donald Pleasence. Não fosse o segundo ato maçante com Bond adentrando na cultura japonesa, estaria mais alto na lista.

10. 007 Contra Spectre

Hora da defesa! Sim, a revelação acerca da conexão entre Bond e Blofeld é bem cafona, o roteiro tem lá seus buracos, mas a verdade é que Spectre compensa tudo isso em seus quesitos técnicos. A direção de Sam Mendes, aliado com o fotógrafo Hoyte van Hoytema, é elegante e impressionante: desde o plano sequência no Dia dos Mortos no México até o clímax em uma Londres dominada nas trevas. Um filme imperfeito, mas que entretém e envolve.

9. Permissão para Matar

Agora sim. Após uma estreia pouco memorável, Timothy Dalton tem um material muito melhor para brilhar como o James Bond mais vingativo de toda a franquia. Depois de perder sua licença para matar do MI6, Bond sai em uma missão totalmente pessoal contra um cartel de drogas, rendendo uma performance sensacional de Dalton e um grande embate com o maléfico vilão Sanchez. O precursor da era Craig!

8. 007 Contra GoldenEye

Trazendo James Bond à década de 90 com muito estilo, GoldenEye foi um ótimo reboot e uma introdução marcante para Pierce Brosnan no papel. É um filme que atualiza a Guerra Fria para questões de cyber terrorismo e que, pela primeira vez, questiona o papel de Bond em um mundo moderno. Um ótimo trabalho de Martin Campbell, que ainda terá mais uma menção nessa lista.

7. Moscou Contra 007

Após o sucesso do primeiro filme, Moscou contra 007 aumenta a escala e a grandiosidade de sua trama. Um clássico thriller de Guerra Fria que tem excelentes vilões e cenas de ação bem superiores ao original. Estaria até mais alto na lista não fosse a interminável (e absolutamente descartável) sequência das ciganas lutadoras.

6. 007 Contra o Satânico Dr. No

O filme que começou tudo. Desde que Sean Connery aparece entregando sua clássica introdução como James Bond, uma das maiores franquias da História do Cinema tem início. E o filme de Terence Young envelheceu como vinho: é uma trama de espionagem bem pé no chão, envolvente e cheia de surpresas fascinantes, sendo bem conduzida pela performance marcante de Connery.

5. O Espião que me Amava

Roger Moore definitivamente teve mais baixos do que altos em sua carreira como James Bond, mas seu ápice representa também um dos melhores exemplares da franquia toda. Equilibrando a leveza de sua introdução com uma trama mais sóbria e digna dos conflitos da Guerra Fria, O Espião que me Amava acerta na parceria de Bond com a agente russa vivida por Barbara Bach, rendendo uma excelente dinâmica, ótimas cenas de ação e a memorável introdução do capanga Jaws. Um Bond sem defeitos!

4. 007 Contra Goldfinger

Dr. No foi o filme que apresentou James Bond, mas foi só em sua terceira aventura que Sean Connery aperfeiçoou a fórmula ideal que seria sustentada por mais de 50 anos. Bem mais à vontade no papel, Connery protagoniza uma trama com um vilão megalomaníaco, ganha um supercarro, Bond Girls marcantes e apetrechos especiais para garantir uma aventura praticamente perfeita.

3. A Serviço Secreto de Sua Majestade

Justiça para George Lazenby! Apesar de ser o ator menos querido pelos fãs, e seu retrato realmente fica aquém dos demais, é inegável que ele seja o protagonista de um dos melhores filmes de toda a saga. Após a saída de Sean Connery, os produtores recorreram para um perfil bem diferente para James Bond, apresentando um homem imperfeito, mais romântico, mas completamente bom de briga. Um filme elegante, bem dirigido e com uma das melhores personagens da franquia com a eterna Diana Rigg.

2. Operação Skyfall

Uma promessa concretizada com sucesso. Daniel Craig equilibra o melhor de sua performance mais sisuda e sóbria de James Bond com o romantismo do passado em uma aventura que serve mais como estudo de personagem sobre a própria franquia. É um filme intenso, excepcionalmente bem dirigido e com um trabalho sobrenatural do fotógrafo Roger Deakins, além de contar com um divertidíssimo vilão com o exagerado Javier Bardem. É um presente em forma de filme.

1. Cassino Royale

Comentei em alguns pontos desta lista sobre como a franquia costuma se reinventar após um exemplar muito fantasioso. O impacto da mudança de Um Novo Dia para Morrer até Cassino Royale é inigualável. A estreia de Daniel Craig é a melhor modernização do personagem até hoje, perfeitamente posicionando James Bond na paranóia do pós-11 de Setembro em uma trama mais violenta, pé no chão e que consegue fazer até um jogo de pôquer parecer perigoso – não que o diretor Martin Campbell não acerte na ação, claro. Muito mais do que o melhor filme da franquia 007, Cassino Royale é um dos melhores filmes de ação de todos os tempos.

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Publicado por Lucas Nascimento

Estudante de audiovisual e apaixonado por cinema, usa este como grande professor e sonha em tornar seus sonhos realidade ou pelo menos se divertir na longa estrada da vida. De blockbusters a filmes de arte, aprecia o estilo e o trabalho de cineastas, atores e roteiristas, dos quais Stanley Kubrick e Alfred Hitchcock servem como maiores inspirações. Testemunhem, e nos encontramos em Valhalla.

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