Cinema

Diretor diz ter liberdade total no novo Resident Evil e teme esgotamento após o filme

Zach Cregger revela ter tido liberdade criativa total em Resident Evil e teme esgotamento físico após o filme.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

Zach Cregger não escondeu o entusiasmo ao falar sobre o novo Resident Evil em entrevista à revista Empire. Segundo o diretor de Barbarian e Weapons, a Sony deu carta branca total para sua visão pessoal do universo criado pela Capcom, sem qualquer interferência criativa ao longo da produção.

“Tive liberdade total. Tenho o corte final. Ninguém interferiu. Ninguém colocou nenhum tipo de limitação em mim”, garantiu Cregger. O filme acompanha Bryan, entregador médico vivido por Austin Abrams, ator que já havia trabalhado com o diretor em A Hora do Mal, em uma jornada de sobrevivência transportando um órgão por Raccoon City em meio a um surto que rapidamente sai de controle.

Um projeto que pode custar caro emocionalmente

Apesar da empolgação evidente, Cregger foi franco sobre o desgaste físico e mental de assumir uma franquia desse porte. Segundo ele, o trabalho é extremamente exigente, a ponto de temer um esgotamento real após o lançamento do filme. O diretor descreveu a necessidade diária de ser a fonte de energia para uma equipe de 150 pessoas no set, algo que ele não sabe se conseguirá sustentar por muito mais tempo.

“Vou ter que tirar alguns anos de folga, no mínimo”, admitiu, ainda que reconhecendo que essa percepção pode mudar com o tempo. Segundo ele, é assim que se sente agora, mas talvez em dois anos o discurso seja completamente diferente.

Uma camada pessoal escondida dentro do terror

Além do tom extremo de violência, que Cregger descreveu como o material mais brutal que já produziu, o diretor revelou que o filme carrega uma camada autobiográfica proposital. Segundo ele, o protagonista Bryan enfrenta o caos de Raccoon City logo depois de descobrir que a namorada está grávida, o que levanta uma pergunta central por trás da trama: vale a pena trazer uma criança a um mundo que parece só piorar.

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Cregger comparou a experiência pessoal por trás dessa escolha à forma como usou Weapons como forma de processar o próprio luto, reforçando que, mesmo dentro de uma franquia de terror consagrada, o filme carrega assinatura autoral evidente.

Uma imagem que promete ficar marcada

Questionado se alguma cena do novo filme teria o mesmo impacto duradouro que a Tia Gladys, personagem vivida por Amy Madigan em Weapons, alcançou junto ao público, Cregger evitou cravar comparações diretas. Segundo ele, existem elementos visuais em Resident Evil extremamente perturbadores e estranhos, mas só o tempo dirá se algum deles vai se tornar tão marcante quanto aquele “raio em garrafa” específico.

Resident Evil estreia nos cinemas em 18 de setembro, com Austin Abrams, Zach Cherry, Kali Reis e Paul Walter Hauser no elenco.

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