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GTA 6 muda como você interage com NPCs e rouba carros

Rob Nelson detalha à IGN como NPCs reagem a espiões em GTA 6 e por que roubar carros agora exige ferramentas.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

O Extended Look de GTA 6 reservou um bom tempo para mostrar como Jason e Lucia interagem com o mundo ao redor, tanto na conversa com outros personagens quanto na hora de roubar um carro. Em entrevista à IGN, Rob Nelson, cochefe do estúdio Rockstar North, detalhou como esses dois sistemas evoluíram bem além do que a franquia já havia feito.

NPCs que percebem quando estão sendo espionados

Segundo Nelson, a Rockstar levou a interação com NPCs “o mais longe possível” em Red Dead Redemption 2, e GTA 6 agora vai ainda mais fundo nessa ideia. A equipe criou uma quantidade enorme de diálogos contextuais para os personagens não jogáveis, mas o destaque está no equilíbrio buscado pelo estúdio: ficar perto demais de um grupo de NPCs faz com que eles percebam que estão sendo ouvidos, reagindo com agressividade ou simplesmente se afastando da cena.

Nelson traçou a origem dessa mecânica até os primeiros testes feitos ainda durante o desenvolvimento de Red Dead Redemption 2, quando a equipe imaginou como esse tipo de reatividade funcionaria em um mundo moderno e muito mais populoso. Segundo ele, os sistemas de interação em Red Dead Redemption original e GTA 5 eram bem mais simples, e só ganharam um formato mais completo a partir de Red Dead Redemption 2.

O material exibido no Extended Look trouxe exemplos práticos dessa evolução. Em um momento, Jason encontra um cachorro dentro do que parece ser uma casa usada para tráfico e recebe opções para elogiar, repreender ou estudar o animal, ilustrando o sistema de interação contextual do jogo. Em outra cena, Lucia coloca uma máscara e saca uma arma antes de um crime, e dois NPCs próximos se afastam discretamente, nervosos, sem chamar atenção para a cena.

Roubar carros deixou de ser automático

O segundo grande sistema detalhado por Nelson muda a forma como o roubo de veículos funciona. Ao se aproximar de um carro estacionado, o jogador agora escolhe entre quebrar o vidro de forma rápida e barulhenta ou usar uma ferramenta conhecida como slim jim, opção mais silenciosa que ativa um pequeno minigame com o analógico direito.

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Segundo Nelson, esse tipo de camada estratégica era algo que a Rockstar sentia estar deixando de lado nos jogos anteriores da franquia, quando bastava apertar um botão para ligar e roubar qualquer veículo disponível. Agora, alguns carros estacionados só ficam acessíveis conforme o jogador avança na história e adquire as ferramentas necessárias para arrombá-los.

Isso não significa que carros mais caros fiquem fora de alcance logo no início. Segundo o próprio Nelson, sempre é possível fazer um carjacking clássico, rendendo o motorista de qualquer veículo encontrado pelo caminho, independentemente do estágio da progressão do jogador.

O jogo também ganhou um aplicativo de celular dedicado a esse tipo de atividade, que informa se um carro está trancado, tem alarme ou rastreador, além de mostrar quanto ele vale em uma oficina clandestina ou quanto custaria para ser registrado no nome do jogador. O mesmo aplicativo indica qual ferramenta é necessária para cada veículo, seja um simples slim jim ou um clonador de chaves mais avançado, reforçando a ideia de que a Rockstar transformou uma ação antes binária em um pequeno sistema próprio dentro do jogo.

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