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Ubisoft não conseguiu reaproveitar o código original de Black Flag

Diretor de Black Flag Resynced revela que a Ubisoft não pôde reaproveitar o código do jogo original de 2013.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

Refazer Assassin’s Creed IV: Black Flag para 2026 exigiu bem mais do que atualizar texturas. Segundo o diretor de jogo Richard Knight, em entrevista ao canal JorRaptor, o código-fonte do jogo original de 2013 estava tão desatualizado que a equipe simplesmente não conseguiu aproveitá-lo na reconstrução. Na prática, Assassin’s Creed Black Flag Resynced é um jogo novo por completo, mesmo mantendo a estrutura de mundo aberto e a narrativa quase intactas.

Um código construído para uma era tecnológica diferente

Knight foi direto ao explicar o motivo: o código original foi construído sobre uma base tecnológica tão antiga que, segundo ele, chega a lembrar sistemas como o Windows 2000, uma brincadeira para ilustrar a distância entre as ferramentas de desenvolvimento de 2013 e as usadas hoje. Para o diretor, tentar aproveitar aquela base de código seria impraticável diante de tudo que mudou na engine e nas ferramentas de produção da Ubisoft ao longo da última década.

Isso não significa que o material original tenha sido descartado por completo. Segundo Knight, a equipe usa o jogo de 2013 principalmente como referência, consultando o código antigo para entender como certos sistemas funcionavam e recriá-los da forma mais fiel possível, ocasionalmente reaproveitando algum asset específico apenas como modelo temporário durante a produção dos novos elementos visuais.

Reconstruir também trouxe liberdade criativa

Apesar do trabalho extra, a decisão de recomeçar do zero também abriu espaço para melhorias que dificilmente aconteceriam em um simples remaster. Segundo Knight, vários sistemas do jogo foram reconstruídos com o objetivo de entregar a melhor versão possível daquilo que já existia antes, e não apenas para resolver um problema técnico de compatibilidade.

Essa abordagem ajuda a explicar por que o remake vai além de gráficos atualizados: o combate foi revisado, o parkour ganhou ajustes de movimentação, e missões de perseguição e espionagem passaram por mudanças estruturais, incluindo a remoção completa da trama em tempo presente que intercalava a jornada de Edward Kenway no jogo original.

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Um projeto que já rendeu frutos, apesar do esforço

Lançado em 9 de julho para PS5, PC e Xbox Series X/S, Black Flag Resynced chega como um dos remakes mais ambiciosos já produzidos pela Ubisoft, com direção também de Paul Fu e roteiro assinado por Darby McDevitt, mesmo escritor do jogo original. O resultado do esforço de reconstrução parece ter valido a pena para boa parte da crítica e do público, que recebeu bem o retorno a um dos capítulos mais queridos da franquia, ambientado na era dourada da pirataria no Caribe.

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