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Se lembram da época quando filmes solos de super heróis como Mulher Maravilha ou Aquaman não passavam de sonhos desejosos pelos fãs de longa data cujo cresceram lendo os quadrinhos, vendo os desenhos animados da Liga da Justiça, e assistindo por anos milhões de filmes do Batman e Superman esperando que um dia pudéssemos ver seus super amigos finalmente juntos em tela?! E aí, quando tudo ainda se eram ideias de filmes que passaram por diretores como Joss Whedon e James Cameron, mas que nunca foram para frente, e ainda tínhamos que nos contentar com filmes sofríveis como Lanterna Verde; eis que chegou a chance de o vermos finalmente ganhando vida no cinema quando o universo compartilhado da DC foi confirmado.

Mas o resto da triste história vocês já sabem. Porém se Patty Jenkins havia recebido a chance, graças à Zack Snyder e sua idéia para o universo DC, em trazer finalmente o definitivo filme da Mulher Maravilha que foi o grande sucesso que foi, alguém como James Wan também não deixaria o projeto morrer na praia. E o leva para as águas em busca de extrair o melhor do personagem e fazer o público esquecer (ainda mais) da já esquecível participação do herói em Liga da Justiça, e dessa vez, apresentar o Aquaman em sua forma definitiva.

Talvez seja bem cedo demais para se afirmar isso, e talvez só sirva também para comprovar o quanto o hype proporcionado após assistir Aquaman é genuíno, mas com certeza esse é um dos filmes mais “épicos” a chegar ao gênero de super-heróis, e escuso dizer como também é um dos melhores do mesmo. E só comprova como James Wan é um verdadeiro talento cheio de ânimo para explorar o melhor dos gêneros em que ele põe as mãos. Se ele já tinha feito com terror em Invocação do Mal e Jogos Mortais, depois em ação com Velozes e Furiosos 7, chegou a vez da DC receber esse presente.

O Mais do Ótimo mesmo

Pode-se dizer que o roteiro de David Leslie Johnson-McGoldrick e Will Beall não evita em seguir o caminho que deu tanto certo em Mulher Maravilha que foi seguir a clássica jornada do herói de cabo a rabo novamente. Dando continuidade sim aos eventos dos filmes anteriores do mesmo universo, lá reduzido à uma cartinha de Bruce Wayne, e aqui uma breve fala sobre o Lobo da Estepe remetendo à Liga da Justiça. Mas ao mesmo tempo em que faz nisso um sutil restart no personagem em uma nova aventura sola, completamente aparte de outros filmes com que possa se conectar.

Quem pode culpá-los não é mesmo? Não só essa persistente tentativa de manter os atuais filmes da DC compartilhando do mesmo universo já se mostra estar mais falha e atrapalhada do que nunca, ao ponto que Aquaman facilmente passa a impressão de ser um filme completamente novo e aparte de tudo isso, e também isso se deve à competência com qual é imposta aqui na sua criação. E já pelo simples fato de que não termos que ver cinco ou mais filmes antes para entender e se envolver com esse já é um sopro de alívio como algo novo e interessante, e Aquaman já começa a agradar aí.

O mesmo já havia acontecido antes com Mulher Maravilha ano passado, mas ao contrário do filme de Jenkins que conseguiu manter dois decentes atos antes de entrar na luta CGI pirotécnica do terceiro ato descambando um pouco seu tom até então coeso. Wan por outro lado, mostra conseguir construir um filme aqui muito melhor acabado e construído no que tange à ritmo e narrativa na construção coesa da apresentação, conflito, aventura e desenlace da jornada do herói desde o bom início ao fantástico fim. Mesmo que cometa alguns deslizes bem desnecessários aqui e ali, embora que estivesse seguido de boas intenções.

Vide como o filme consegue no início mostrar em bom tempo de filme as origens do personagem e fazer o público sentir verdadeira empatia pelo casal que seus pais Tom e Atlanna formam, nos fazendo se importar com eles de verdade até o seu emocionante reencontro no final, e o fato de Nicole Kidman estar soberba como sempre também nunca é demais!

E logo depois se coloca em apresentar muito bem o dia a dia do super-herói com personalidade de anti-herói do Aquaman de Jason Momoa, em simultâneo que apresenta o sub-arco com o Manta (ou Arraia) de um muito carismático Yahya Abdul-Mateen que mostra ter potencial de sobra pra ter mostrado muito mais do que o filme dá a ele aqui, mas mais com certeza no futuro está porvir para o personagem.

Não perdendo tempo também em apresentar o conflito principal que está sendo iniciado por Orm (outro sempre ótimo Patrick Wilson) em Atlantis e a guerra com o reino da superfície que ele pretende começar ao conquistar todos os reinos dos mares com a ajuda do rei Nereus (Dolph Lundgren). Com o filme já deixando bem claro de que só Arthur poderá trazer um fim à isso e assumir seu legítimo lugar no trono de Atlantis.

Tudo muito bem, tudo muito bom, toda a estrutura da história idealizada por ambos Geoff Johns e Wan tem todas as boas idéias e inspirações aqui para fazer mesmo um ótimo filme do Aquaman, o que fazem, mas aí quando chegamos em Atlantis é onde os (até poucos) problemas começam, exposição irritantemente desnecessária. Nada a ver com o visual da cidade e do mundo subaquático (MUITO pelo contrário), mas quanto a algumas “decisões” de roteiro, também conhecida como exposição forçada, e quase constante e desgastante, mas acima de tudo, desnecessária.

Por um lado você pode até dizer que isso é de certa forma proposital pois tenta-se criar uma integração do público à esse universo, se usando das constantes explicações de Mera e Vulko (um Willem Dafoe em seu modus operandi, que é bom) para responder todas as possíveis perguntas que o incrível universo que James Wan cria para o mundo subaquático de Aquaman, podem vir aguçar no público quando vemos e a adentramos nele pela primeira vez. Creio que possa ter faltado orçamento para mostrar, e não falar, como esse mundo funciona.

O que é estranho, pois se enquanto em um bom terço das cenas em Atlantis e no mar somos constantemente atirados com diálogos expositivos explicando aquele mundo, na terra temos construções de personagem bem mais sutis e eficientes. Como o fato do pai de Arthur ser (assim como Jason Momoa na vida real) um praticante do Haka Polinésio só por rapidamente mencionar que Arthur o precisa praticar mais; ou na construção de rivalidade que se cria entre o Arraia e Arthur desde o início pelo simples fato de um ser um pirata e o outro um herói dos mares (tirando o fato de que depois ocasiona a morte do pai do vilão).

Como também na relação entre o herói e mocinha de Arthur e Mera, onde que por mais que Amber Heard não ajude com carisma quase completamente nulo, o relacionamento consegue passar realismo graças à forma com que é construído, com mínimo uso de diálogos sobre sentimentos entre um e o outro, focando mais em troca de olhares e gestos de carinho sutis entre ambos como na cena fofinha da fonte. Poderia ser melhor se houvesse mais química entre ambos, mas funciona o máximo certo para nos fazer se importar com ambos (e talvez até um tico demais do que a breguinha mas bonitinha música tema do filme, Everything I Need de Skylar Grey, tende a fazer parecer mais do que é).

O filme apenas se auto sabota nesses terços expositivos que apressa um tanto a apresentação do grande objetivo da missão para buscar o grande macguffin do filme, ao invés de mostrar um pouco mais desse universo. Mas isso talvez seja exigir algo que o filme não se propôs a dar em seu grande objetivo, pois assim que o Orm entra em cena impondo sua rivalidade com Arthur, que tanto desencadeia um conflito interessante até o final do filme, como também resulta em uma memorável luta em um coliseu aquático, é onde o filme entra no território do melhor que ele tem a entregar, e não desaponta mais até um fim com um digno espetáculo de proporções épicas.

Um Épico dos Mares

Pode parecer, mas não é nem um pouco fácil evitar comparações por aqui. Pois se todos pensaram que Vingadores: Guerra Infinita fora mesmo o nível mais épico em que um filme do gênero chegaria um dia, a DC veio com Aquaman para provar o contrário. E não profiro o “épico” do título simplesmente pela escala GIGANTESCA que o filme proporciona (ainda vamos chegar nisso), mas também pela pura definição do próprio gênero do que é ser um filme épico, e que no qual Wan procura mesmo construir esse significado a história de Arthur Curry como uma verdadeira jornada de vida grandiosa.

E que tanto aspira várias das características do gênero seja na dose de aventura em grande escala, no drama do homem rumo à encontrar seu destino, no romance que pode unir dois mundos, na história aspirando fortes elementos de uma fantasia. Só faltava ser um filme de três horas e pum, teríamos um épico cinematográfico sobre Aquaman. Mas temos algo perto disso em uma boa história sendo contada.

Com o filme até traçando certos paralelos dessa história (de forma as vezes muito óbvia) em volta da jornada de Arthur com a própria a lenda do Rei Arthur (só não confundir os nomes). A busca pelo Tridente do Rei Atlan que só poderá ser empunhado pelo novo verdadeiro rei sendo a busca pela Excalibur da vez; Vulko claramente sendo o papel mentor como Merlin; Mera sendo uma Guinevere guerreira (talvez?!); e o fato de Arthur ser o filho bastardo, carregado em seu sangue a linhagem real, etc.

Ao mesmo tempo em que volta a tocar com reflexos cristãos em que outros filmes de outrora da DC vieram fazendo até então, talvez um pouco menos do que antes, mas ainda se vê presente levando em conta o fato de que Arthur é um filho de dois mundos e só ele pode consertar os erros de um para trazer a paz entre os dois, etc. Até a presença do Arraia Negra você pode discutir ser a tentação do mal que persegue o protagonista e sendo capaz de despertar o pior que Arthur pode fazer, sendo que fora ele que ocasionou a morte de seu pai, gerando um conflito interno moral em Arthur que aprende a enfrentar seu lado brucutu e ideal de se fazer tudo sozinho, e realmente encontra na humildade o primeiro passo para se tornar um rei digno.

Exatamente o que o faz poupar a vida de Orm no final, não só como forma de piedade honrada, mas como um verdadeiro afeto que se cria entre irmãos. Já que, por mais que o sujeito tenha tomado atitudes questionáveis ao longo do filme, o mesmo nunca o trata como sendo um vilão insano e cruel (totalmente), apenas alguém que realmente queria fazer o certo mesmo que por medidas extremas, e que no final baixa sua guarda coberta de ódio e revolta com um novo olhar de esperança quando vê o amor de sua mãe e irmão ainda vivos por ele. É só não estragar tudo no segundo filme fazendo o Orm tendo um arco de redenção como Loki teve em Thor O Mundo Sombrio que tudo fica bonito do jeito que está.

Falando em Thor, e novamente não conseguindo evitar comparações que já haviam sido levantadas por anos de fãs sempre dizendo que o Aquaman era um Thor subaquático, se houve alguém que disse que a luta na arena em Sakaar entre Thor vs Hulk em Thor Ragnarok foi a luta de arena mais épica do gênero, é porque não viram ainda o que Wan realiza aqui no primeiro confronto entre Orm e Aquaman. Não só pelo tom imposto de ser uma verdadeira porrada franca mano a mano à moda antiga, parecendo algo tirado de um anime ou de um Street Fighter da vida, mas também pela imensidão do cenário e a energia vívida que o coliseu inteiro mostra.

Com milhões de personagens gritando em torcida enquanto dois pontinhos pequenos que são nossos herói e vilão se digladiando. Exatamente um dos vários momentos onde se salta os olhos a escala GIGANTESCA com que o filme é construído. Cada cenário por qual o filme se desventura, é criado neles uma imensidão e vastidão visual incrível e que te salta os olhos em querer pausar cada momento para ver cada mínimo detalhe. Mostrando tanto o mundo subaquático quanto os lugares na terra com que Arthur passa, como partes de um mundo só gigantesco e imerso em lugares inexplorados. Tudo frutos de um gordo investimento em que a Warner confiou à James Wan e que ele investiu cada centavo na tela.

Um Primor técnico

Além claro do filme estar realmente contando uma boa história capaz de deixar o público intrigado em seguir os personagens por essa jornada, Wan constrói tanto um épico de drama e guerra no mundo subaquático, e uma perfeita sensação de filmes de aventura como de Steven Spielberg quando seguimos Arthur e Mera em sua viagem em busca do tridente.

Com todas as cenas na terra superfície carregando essa vibe leve de um filme de aventura old school, seguindo os melhores moldes de Indiana Jones, com Wan apostando no design da ação corriqueira, que desencadeia tanto em uma porradaria memorável entre Arthur e o Arraia, como na perseguição excitante nos telhados da Vila que lembram os velhos dias jogando Uncharted ou a icônica perseguição em As Aventuras de Tintim.

E como esperado, tanto nessa quanto em outras cenas, Wan usa e abusa dos seus mini planos sequências com a câmera rodopiando pelos cenários e seguindo cada golpe dado, seja seguindo a geometria de um corpo sendo atirado contra paredes, como indo para a perspectiva de uma arma atirando. Com a ação sempre centralizada no campo de visão limpo e nunca um pouco confusa, seja nas sequências de efeito prático quanto nas em CGI, ou quando ambas se mesclam de forma indistinguível (na maioria das vezes).

Enquanto no mar, principalmente na maioria das cenas com Orm, tem-se essa incrível textura esbranquiçada que encandece os personagens em cena fazendo quase parecerem quadros feitos por Alex Ross, e com a câmera de Wan deixando essas tomadas correndo no tempo certo, sem alongar demais ou cortar rapidamente, pra deixar o público sentir o visual quadrinhesco se tornar parte daquela realidade de forma muito palpável, revelando o incrível trabalho de fotografia de Don Burgess.

A câmera repete esse mesmo efeito em várias cenas, encontrando o timing certo de tomadas um pouco mais longas do normal, dando esse toque quase poético e de fantasia para o universo aquático em que criam aqui tão bem, e Wan faz o melhor para capturar cada um desses momentos de forma visualmente especial. Suas transições de cena são à todo tempo feitas de forma natural, como se o espaço e tempo fossem apenas divididos com um pequeno movimento de câmera indo para o lado ou circulando dentro do mar. Dando a sensação de uma história sendo contada com calma e carinho, mesmo que ela esteja sempre em movimento constante.

Seja também na criação de espetáculo imagético em todo o mundo do personagem que aspira um brilhantismo muito autoral. Como na incrível perseguição dos seres do fosso, dando esse rápido toque de terror ao filme, com Wan criando a escala do perigo ao colocar ambos os heróis como dois pontinhos sendo guiados pela luz vermelha do sinalizador enquanto são perseguidos por todo o fundo preto imenso que cobre o resto do gigante e belíssimo plano aberto. A vontade é de pausar cada cena e emoldurar na parede como a perfeita tradução de “quadrinhos sendo trazido à vida”.

Enquanto a construção de mundo, principalmente Atlantis, por mais curto tempo que possamos passar nela durante o filme, faz algo que por exemplo o primeiro filme do Thor falhara em Asgard (as comparações continuam, nos perdoe) consegue mostrar o suficiente dela e deixar a câmera circular por dentro de suas vielas, fazendo assim o público sentir a palpabilidade desse mundo ao invés de sentir sua potencial artificialidade. Faz com que queiramos ver muito mais dela e dos personagens que à habitam.

É até ainda mais interessante a forma em diferentes tons e até estilos em que Wan cria cada um dos arcos quase fazendo parecer vários filmes diferentes dentro de um. Para os mais céticos, isso passa como sendo um tom quebrado e que não sabe o que quer ser (isso não é Liga da Justiça), ao contrário do que realmente é, um filme com uma personalidade muito própria e que assume muito do seu lado brega dos quadrinhos sem vergonha alguma, e Wan abraça isso completamente.

Até a boa trilha de Rupert Gregson-Williams consegue acompanhar e fazer jus ao tom tão divertido do filme, onde ao contrário de seu trabalho em Mulher Maravilha que, embora decente, parecia feito às pressas, aqui entrega algo realmente excitante. Não exatamente memorável, mas uma trilha com uma forte personalidade muito própria, indo do pianinho tecno revelando uma vibe sci-fi, aos usuais coros épicos sempre legais de se ouvir.

Fazendo essa mistura estranha, mas muito atrativa, de um pop brega com um épico shakespeariano na mesma medida. De um lado você vê um uso pontual de música pop e montagens brevemente videoclipe, seja tanto para criar humor como na hilária cena do bar, com eles pegando carona no avião para o deserto, ou na cena em que o Arraia constrói sua armadura, pode ser completamente cafona, mas não deixa de ser tão legal de se assistir. E ver o ator Yahya Abdul-Mateen tão empolgado quanto Momoa em seu respectivo papel é um agrado extra, fazendo do seu Arraia, tanto esteticamente quanto em personalidade, arrancado direto das páginas dos quadrinhos e posto na telona.

Até Patrick Wilson que, embora tão cafona quanto no seu lado mais sério da história, se mostra 100% empenhado nas convicções de seu personagem autoindulgente, conseguindo convencer nesses diálogos “maior que a vida” que seu personagem proporciona. Que batem de frente com o carisma transbordante de Jason Momoa, que até chega a te confundir se ele atua bem ou não em vários momentos, mas que completamente funciona nessa pegada do personagem como o homem arrogante e cheio de si que aprende encontrar a humildade para finalmente se tornar o rei dos Mares no final, e causar no público o sentimento de encantamento por isso.

O Encanto da DC

Algo ainda mais interessante na personalidade de Aquaman, não só seu divertidíssimo lado brega e igualmente épico, mas na forma com que dentro de seu grande espetáculo técnico, ele consegue despertar um certo encantamento raro de se encontrar em filmes hoje, especialmente do gênero cada vez mais e mais enlatado em estruturas tão similares e táticas de humor falíveis e didatismo preguiçoso. Aquaman ainda é um pouco vítima disso aqui e ali, mas graças ao enorme talento de seu diretor, consegue se sobrepor à tantos outros graças ao tom que adota e os tipos de sentimento em que desperta.

É um perfeito filme para uma criança ou jovem assistir hoje, e não leve isso para o lado negativo. Isso faz parte da forma com que ele, novamente, retoma o quanto de sentimento de novidade Aquaman traz, mesmo dentro de algumas esperadas familiaridades. Ver o Aquaman, pela primeira vez no cinema, falando com os peixes, cavalgando um cavalo marinho vestindo seu uniforme clássico, montado em cima do Karathen que mais parece um Kaiju gigante enquanto lidera todos os seres marinhos em uma batalha gigantesca no terceiro ato, te fazem ser impossível não abrir um sorriso enorme enquanto sua criança interior pula de alegria.

Retire idéias em pensar que os filmes da DC estão se aproximando mais dos da Marvel por adotar esse tom mais leve, longe disso. E sim, um exemplo final dos intuitos inteligentes vindos do comando hábil de James Wan, que se conecta, em sua própria maneira, com o tom clássico dos filmes do Superman de Donner ou até dos Batman de Tim Burton, criando um verdadeiro espetáculo em tela movido à genuínas emoções de seu protagonista herói, e fazer o público se encantar e torcer com sua jornada do início ao fim.

A teoria de que diretores profissionalizados no gênero de terror, ao migrarem para o gênero de ação conseguem mostrar algo tão especial e inovador é uma teoria que novamente se prova. Já tínhamos tido Sam Raimi trazendo o definitivo Homem-Aranha em sua trilogia, oramos para que David Sandberg o faça em seu vindouro Shazam!, e aqui agora tivemos com James Wan trazendo o melhor e mais épico filme possível de Aquaman, e esperamos não ser o último!

Aquaman (EUA, 2018)

Direção: James Wan
Roteiro: David Leslie Johnson-McGoldrick e Will Beall, baseado nos personagens da DC
Elenco: Jason Momoa, Amber Heard, Patrick Wilson, Willem Dafoe, Nicole Kidman, Temuera Morrison, Yahya Abdul Mateen II, Dolph Lundgren, Randall Park, Ludi Lin, Graham McTavish, Djimon Hounsou, Julie Andrews
Gênero: Aventura
Duração: 140 min

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